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Dia dos Namorados: casais de Balneário e região compartilham suas histórias
Divulgação/PMBC

Quarta, 12/6/2019 12:04.

(Por Renata Rutes)

Mesmo sendo uma data com um ‘quê’ de comercial, o Dia dos Namorados, comemorado nesta quarta-feira (12) para muitos é uma das mais especiais do ano. Os apaixonados invadem as redes sociais com foto, declarações e os restaurantes lotam de casais que saem para curtir um momento a dois. Pensando nisso e para entrar no clima, a reportagem especial desta semana do Página 3 reúne algumas histórias apaixonantes de casais de Balneário Camboriú e região. Confira!

Para a psicologia

O psicólogo Gustavo Lorusso Guerreiro (foto) explica que os relacionamentos hoje estão muito mais leves, citando as questões morais e amarras de antigamente.

“O machismo era muito mais forte, a estrutura dos relacionamentos era mais cristalizada. Levava um tempo, pegava na mão e aí conhecia os pais. Hoje está mais tranquilo, você conhece, beija, se gostou continua, se não parte para outra. Isso permite que quem namora consiga alguém que realmente queira um relacionamento, e não precisa continuar com uma pessoa porque já apresentou para os pais, por exemplo. É interessante pensar que um relacionamento é responsabilidade das duas pessoas, cada uma com 50%. Todo namoro é uma co-construção, uma construção conjunta. O que se constrói é responsabilidade igual dos dois, de qualquer forma ambos têm a mesma porcentagem da construção do vínculo. Temos que saber também lidar com as críticas construtivas, recebê-las como uma ajuda, um guia da parte do outro”, diz.

Mesmo assim, Gustavo salienta que há conflitos que os mais velhos costumariam resolver com mais facilidade, na base da conversa. Ele diz perceber que falta diálogo em muitas situações que poderiam ser resolvidas de forma mais fácil se isso acontecesse.

“Vejo muito na minha prática clínica o quanto o ‘não dito’ atrapalha. Afinal, se você não diz o que sente, como o outro vai adivinhar? Os jovens parecem achar mais fácil terminar e partir para a próxima, tudo parece ficar mais efêmero, exatamente pela facilidade em encontrar pessoas. É preciso cuidado, porque a paixão tem muito de fantasia, costumamos criar a pessoa, sem ver os defeitos e limitações. Se você ver que isso não atrapalha, aí acredito que você está pronto para amar e namorar. Uma relação saudável parte do diálogo e da sinceridade completa”, acrescenta.

O psicólogo salienta que estar sozinho não é algo ruim e salienta que a carência da proximidade do Dia dos Namorados pode ser preocupante.

“Estar acompanhado não é ruim, mas você precisa se entender primeiro. Procure analisar o motivo pelo qual você não quer estar sozinho. É simplesmente para dividir momentos da sua vida? Seus amigos não bastam? Não pode ser uma questão de necessidade e sim algo que simplesmente deve acontecer”, completa.


Histórias reais, amores reais

Rafael Sampaio, 30 anos, sócio-proprietário do Queen’s Hair Salão de Beleza, namora há dois anos com Iago Augusto Rodrigues, 20 anos, que também trabalha com ele no salão.

“Nos conhecemos na minha casa (risos). Naquela noite eu ia para a Green Valley, mas estava muito cansado por conta do trabalho e decidi não ir. Era o destino, porque um amigo que morava comigo namorava ‘um boy’ que era amigo do Iago, e acabou levando ele lá pra casa. Decidimos então ir na DLed, outra balada. O casal fez um ‘joguinho’ e disse para mim e pro Iago que um queria ficar com o outro. Nessa noite nos beijamos a primeira vez e não nos separamos mais. Ele estava passando as férias em Balneário, pois morava no Paraná, em Lobato, mas depois de seis meses ele se mudou em definitivo pra cá e começamos a morar juntos. Até então ele trabalhava como costureiro, e eu incentivei ele a fazer cursos para trabalhar junto comigo no salão e hoje também dividimos essa paixão. Ele é muito tranquilo e centrado, mesmo eu sendo o mais velho sou também o mais agitado da relação. Temos 10 anos de diferença, mas ele sempre teve a cabeça mais madura e isso ajudou muito. Minha família já sabia da minha sexualidade, mas a dele não. Conheci a mãe dele no verão e foi tranquilo, hoje todos nos damos bem. É realmente mais difícil encontrar alguém para um relacionamento sério, ainda mais em Balneário. Sem dúvidas tivemos sorte em termos nos encontrado, tanto que no começo brigávamos bastante, mas hoje deu tudo certo. É o nosso segundo Dia dos Namorados juntos, o Iago é muito romântico, gosta de me dar flores e presentes. Eu sou mais ogro, um Shrek (risos). Mas vamos comemorar a data, sim. Iremos comer sushi. É incrível estar com ele, é uma pessoa maravilhosa e com quem sei que posso contar para tudo. É alguém para ter para o resto da vida”.

Gabrielle Maier Possamai, 28 anos, publicitária, divide sua história com Juliano Jover Silva, 31 anos, que é diretor de arte e músico, há 10 anos, apesar de não terem estado juntos oficialmente por todos esses anos sempre estiveram presentes um na vida do outro.

“Tivemos dois começos. Eu e o Juliano nos conhecemos pelo Orkut em 2009. Eu morava em Timbó e ele em Camboriú. Tínhamos amigos em comum em Timbó, e já havíamos nos esbarrado poucas vezes, mas nunca tínhamos conversado. Acho que nessa primeira fase nós namoramos quase dois anos, nessa de revezamento entre vir de ônibus pra Camboriú e ele ir pra Timbó, também de ônibus, todos os finais de semana. Como éramos muito novos, as coisas não deram muito certo pela distância e a dedicação que estávamos dando ao namoro, as vezes deixando outras coisas que depois nos fizeram falta e pesaram um pouco no relacionamento, e resolvemos terminar em 2011. Ficamos uns dois anos e meio separados, mas continuávamos nos vendo em festas dos amigos em comum, e às vezes até rolava de ficarmos juntos, mas nada sério (risos). Em 2014 comecei a querer ir atrás dele, mas fiquei me enrolando uns dois meses, porque nunca acreditava que ia dar certo voltar um relacionamento que já não deu certo antes. Até que eu percebi que eu tinha que fazer isso pra ver o que ia dar, e abordei ele do nada, em uma época em que ele estava querendo ser solteiro. Mas eu fui um pouco insistente (risos). Por um tempo foi um pouco difícil, ficamos um tempo levando as coisas devagar, para que elas fossem mais leves. Até que em 2016 eu vim pra Balneário pra morar com ele, nos mudamos juntos para um apartamento, o que para os dois era novidade. Ficamos dois anos morando juntos até que ele conseguiu um emprego legal em Blumenau em 2018, e eu fiquei em Balneário. Continuamos juntos, firmes e fortes. Nos respeitamos muito, e principalmente, sabemos que é importante pra um relacionamento que mantenhamos nossas amizades, que tenhamos nosso espaço e que pra tudo tem um momento. Não vou dizer que é super simples e fácil morar juntos e do nada cada um ir pra um lado, mas a gente quer o bem um do outro, e às vezes é preciso de um sacrifício pequeno e temporário para as coisas continuarem dando certo. Por trabalharmos com o mesmo ramo, que é em agência de comunicação, sempre aprendemos muito um com o outro, ele entendendo o lado de um atendimento e eu aprendendo como lidar em diversas situações com os criativos dentro de um agência, já conversamos bastante sobre isso. Nesses praticamente 10 anos, mesmo que não completamente todo o período juntos, já passamos por bastante coisa, em que foi importantíssimo estarmos juntos. Apesar de não sermos apegados em datas e nesse ano o Dia dos Namorados cair numa quarta-feira decidimos não nos presentear, mas vamos nos ver na sexta-feira.”

Nélio Pereira Marques de Souza, 69 anos, aposentado e administrador de empresas, namora com Selma Áurea Tavares, 64 anos, aposentada. Eles frequentam a secretaria da Pessoa Idosa (SPI) de Balnéario Camboriú, onde se conheceram em 2017. Nélio é divorciado, de São Paulo, e Selma, que era de Blumenau, é viúva, hoje eles moram juntos.

“Nos encontramos na secretaria, primeiramente de vista, mas não sabíamos o estado civil um do outro. Ele estava passando ao redor da mesa de jogos, eu (Selma) estava jogando mexe-mexe e perguntei pra ele se ele sabia jogar. Ele se interessou e jogamos. Nesse momento foi só um conhecimento, foi na segunda vez que nos aproximamos mais. No outro dia um casal me chamou para jogar dominó e eu vi ele chegando na SPI e o convidei para jogar conosco. Dessa vez ele começou a brincar, disse que vivia sozinho, que sabia fazer bolo, dando todas as pistas para mim (risos). Ele disse que era um homem pronto para casar e aí eu brinquei e perguntei se ele não queria casar comigo (risos). Ele sentiu um sinal verde que eu era sozinha também. Ele pegou meu WhatsApp e falou sobre um filme com o meu nome. Era uma sexta-feira e eu resolvi assistir o filme com a minha filha, no final eu peguei o celular e vi que ele tinha mandado uma mensagem, falando que havia feito um bolo para mostrar que sabia fazer (risos). No dia seguinte fomos caminhar na praia e no domingo fomos tomar um café e então iniciamos o nosso relacionamento. Antes eu conversei com a então secretária, Christina Barichello, e ela disse que o conhecia e que ele era uma boa pessoa. Temos filhos, netos e um bisneto. Minha família o adotou e a dele me adotou também. Gostamos de fazer visitas, fazemos parte do grupo de WhatsApp da família um do outro. Eu tenho quatro filhos (três meninos e uma menina) e o Nélio tem quatro filhas. Ao todo, temos oito filhos e sete netos (duas netas minhas e cinco do Nélio). Eu não queria me relacionar com ninguém mais, por conta de decepções e por ter ficado viúva. Fui casada por 38 anos. E o Nélio estava voltando para São Paulo, já estava com tudo encaixotado no apartamento dele. Eu ajudei ele a desencaixotar tudo e hoje moramos no apartamento dele, que é bem localizado no Centro de Balneário. Nós não temos imóvel aqui, eu tenho em Blumenau e Penha e ele em Joinville. Fazemos uma coisa que eu nunca imaginei que faria: pagamos aluguel para vivermos felizes em Balneário Camboriú. O destino muda a vida da gente, e hoje somos felizes assim. Aqui é a nossa história. Comemoramos o Dia dos Namorados e inclusive já trocamos presentes. Fomos ao shopping e compramos (risos). A nossa idade exige cuidados, mas decidimos que existem coisas que merecemos viver. Nesses dois anos não tivemos nenhuma desarmonia, preferimos sentar e resolver tudo na conversa. A diferença do namoro hoje é gritante, é triste porque falta se preservar, é muito desapego. Não é mais fazer amor, hoje os jovens fazem sexo. O que falta nos relacionamentos, em qualquer ligação, é o respeito. Eles xingam o outro, se agridem verbalmente. Dá para comparar com os animais, que competem quantos vão beijar em uma noite. Está muito descartável, mas sou otimista e acredito que as coisas ainda podem melhorar. O Nélio tem uma neta que mora na Irlanda e conheceu o parceiro em um site de relacionamentos e deu certo, então há sim casos que nos trazem esperança. Na nossa época contávamos nos dedos o número de relacionamentos, e quando casávamos durava, era para a vida. Aquilo que vem fácil, vai fácil. Precisamos sentir o amor, precisa existir confiança plena.”

Sofia Augusta Knoll da Rosa, 23 anos, analista de pesquisa de mercado, namora com o engenheiro civil Vinicius Kobil Bellincanta, 27 anos, estão juntos há três anos e se conheceram através de um aplicativo de relacionamentos.

“Nós nos conhecemos em setembro de 2016 por meio de um aplicativo. Ficamos uns três dias conversando por mensagem até que combinamos de nos encontrarmos em um bar aqui de Balneário. Eu hesitei no começo porque tinha uma viagem para fazer na manhã seguinte e ainda precisava arrumar minha mala, mas na semana seguinte ele também iria viajar, então decidi aceitar o convite. Desde aquela noite não nos desgrudamos mais (risos), então já são quase três anos juntos. Desde a primeira vez que conversamos parecia que já nos conhecíamos há muito tempo. Quando começamos a namorar, eu estava no meu último ano da graduação e escrevendo o minha monografia. Então desde o comecinho do nosso relacionamento, recebi muito apoio e incentivo dele para atingir meus objetivos, foi muito importante e é algo que está eternizado nos agradecimentos da minha monografia também (risos). É importante para um casal apoiar projetos pessoais um do outro, pois quando estamos felizes e realizados com nós mesmos, tem um impacto muito positivo no relacionamento. Também sabemos que para atingir objetivos, passamos por momentos de frustração, de angústia e de desânimo, e, são nesses momentos que percebemos o quanto alguém está disposto a se dedicar a você, ao relacionamento... sem essa cumplicidade não tem como compartilhar sonhos e projetos para uma vida a dois. Juntos realizamos algumas viagens, principalmente para Curitiba e Florianópolis e uma vez para Santiago, no Chile. Todas essas vezes foram para ir em shows e sempre conseguimos compartilhar o gosto musical um do outro, isso colaborou na parceria. O aprendizado que tiramos desses momentos é a empatia que temos, dando uma sensação boa de ter alguém onde buscar segurança e apoio. Claro que o Dia dos Namorados não pode passar em branco quando se está namorando, é uma oportunidade para sair da rotina e aproveitar para demonstrar amor e carinho. Tanto em 2017 quanto em 2018 saímos para jantar, trocamos presente, fizemos publicações nas redes sociais... Mas este ano vamos comemorar sem tanto apego ao lado comercial da data. Vamos almoçar juntos, como sempre fazemos nas quartas-feiras, e combinamos de não dar presente um ao outro. Mesmo assim vamos passar com muito amor, carinho, declarações (e quem sabe uma lembrancinha, não sei, (risos). Sem dúvidas o momento que vivemos hoje impacta na forma que nos relacionamos. Por um lado temos a questão da tecnologia, que no aspecto positivo facilita o processo de conhecer novas pessoas, de manter o contato no dia a dia, mas por outro lado pode tornar os namoros mais superficiais, com pouco contato pessoal e mais passageiros. Outra questão que percebemos bastante, seja com nós mesmos ou com casais de amigos, é que a nossa sociedade está mais politizada, mas, infelizmente, de forma muito polarizada. Principalmente em relacionamentos da nossa faixa etária, a questão política nunca foi tão determinante para saber se um relacionamento vai vingar ou não (risos). Nós dois, em particular, somos muito interessados em pautas políticas, econômicas e sociais e concordamos em 80% um com o outro (risos), mas é bom porque sempre temos um ao outro para conversar sobre esses temas e aprendemos muito com nossas diferenças, mesmo que poucas. Nós dois sabemos que seria muito difícil nos relacionarmos com pessoas extremamente divergentes com o que acreditamos ou que simplesmente fossem alheias aos que acontece na sociedade. No final das contas, o que importa é a pessoa mesmo, independente se você conhece no aplicativo, na faculdade, no trabalho. Mas não sabemos se teríamos nos conhecido se não fosse pelo aplicativo, pois mesmo morando na mesma cidade nosso círculo de amigos não era o mesmo, então seria um pouco mais difícil. Também temos um casal de amigos nossos que se conheceram por esse mesmo aplicativo e hoje em dia estão casados, como eles moravam em cidades diferentes, o aplicativo foi fundamental para eles (e a nossa indicação também, (risos).”

Izabella Fabiane Fistarol, 22 anos, namora com Jorge Adilar Bittencourt, 23 anos, há pouco mais de três anos. Eles moram juntos desde o início do relacionamento e garantem que isso os fez crescer muito.

“Estamos juntos há 3 anos e 3 meses. Nos conhecemos em 2015 num curso que fazíamos juntos em Blumenau. Porém, ele morava em Itajaí. Nunca vou me esquecer do momento em que ele entrou pela primeira vez na sala, até a roupa que ele vestia (jaqueta jeans e calça jeans, super combinando) me recordo tanto que até parece um filme na minha cabeça. Fizemos amizade, mas o interesse só partia de mim, afinal ele tinha namorada na época, a qual terminou em dezembro daquele ano. Amizade vai, amizade vem em março o convidei para minha festa de calouros do curso de Direito, e nesse dia ficamos pela primeira vez. E aí você pensa que ele me chamou dia seguinte? Chamou nada! Esperei três meses até surgir a primeira coragem de chamá-lo pra assistir um filme (Guerra Civil), no dia 3 de maio de 2016, e a caminho da pizzaria, lá nas ruas de Blumenau, ele parou o carro e eu o agarrei. Depois disso, a gente nunca mais se soltou. Com sete meses de namoro ele me chamou pra morar em Itajaí, e estou até hoje aqui. Era a primeira vez dos dois longe dos pais e ainda por cima decidimos adotar um cachorro. Foi complicado, eram muitas responsabilidades que não conhecíamos ainda. Precisar controlar o dinheiro, fazer compras no mercado e um ‘filho’ pra vacinar. Tudo isso foi aprendizado que tivemos juntos, mas o maior de todos foi a paciência, a resiliência, persistência e empatia, para entender que estávamos no mesmo barco e precisávamos do apoio um do outro. Tudo isso foi importante para termos o relacionamento que temos hoje. Costumamos comemorar o Dia dos Namorados, apesar do Jorge não se interessar muito por datas festivas. Mesmo assim ele comemora junto porque eu adoro todas (risos), e ele sabe da importância que elas têm pra mim. Eu acredito que essas datas comemorativas aproximam as pessoas, não só por causa dos presentes, mas sim para demonstrar amor. Acreditamos que não seja difícil encontrar alguém, difícil mesmo é encontrar uma pessoa para lidar com todas as suas manias e respeitar seus gostos. Sobre namorar hoje em dia, as pessoas procuram sempre alguém perfeito, mas esquecem que alguns defeitos podem ser contornados com amor e paciência.”

A designer Bruna Brehmer, 25 anos, está noiva do também designer Wesley Regis. Apesar de se conhecerem desde 2015, só ‘engataram’ o relacionamento amoroso dois anos depois e desde então estão juntos.

“Nós nos conhecemos em 2015, porque tínhamos uma amiga em comum e acabamos indo no cinema junto com ela, mas na época eu namorava com outra pessoa e ele logo em seguida também começou a namorar. Nesse dia do cinema a gente começou a conversar porque ele fazia a faculdade que eu iniciaria no próximo semestre e por isso nos tornamos amigos até que eventualmente nos afastamos por conta da rotina e a vida seguiu. Em agosto de 2017 o meu relacionamento acabou e no meio da madrugada me bateu saudades do meu amigo que eu não conversava há tempos (risos) e mandei uma mensagem perguntando se ele estava acordado, mas ele me respondeu só no dia seguinte. Voltamos a conversar, o relacionamento dele também já estava acabando e em meio as conversas descobrimos que os dois já havia se interessado um pelo outro. Depois de uma semana começamos a ficar e apesar de nenhum dos dois querer se apaixonar, foi inevitável. Quase dois anos depois estamos noivos, morando juntos, pais de dois porquinhos da índia e uma cachorra filhote de mamute (risos). O nosso relacionamento sempre foi assim, no nosso tempo. Sempre fez sentido pra gente, mesmo que não fizesse para os outros. Somos melhores amigos, namorados, noivos, parceiros e felizes. Temos quase dois anos de diferença de idade, eu sou mais velha, mas isso não interferiu muito em nosso relacionamento porque gostamos das mesmas coisas. Nós não somos muito apegados ao Dia dos Namorados, normalmente comemoramos em outro dia para evitar as filas (risos), somos mais apegados a ideia do dia do que o dia em si, por isso sempre escolhemos uma data alguns dias após para fazer a comemoração. Acho que os relacionamentos nos dias de hoje estão mais flexíveis do que nunca, cada casal sabe dos seus acordos e o que os fazem feliz, vale de tudo desde que ambos concordem.” 

 

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Quarta, 12/6/2019 12:04.

(Por Renata Rutes)

Mesmo sendo uma data com um ‘quê’ de comercial, o Dia dos Namorados, comemorado nesta quarta-feira (12) para muitos é uma das mais especiais do ano. Os apaixonados invadem as redes sociais com foto, declarações e os restaurantes lotam de casais que saem para curtir um momento a dois. Pensando nisso e para entrar no clima, a reportagem especial desta semana do Página 3 reúne algumas histórias apaixonantes de casais de Balneário Camboriú e região. Confira!

Para a psicologia

O psicólogo Gustavo Lorusso Guerreiro (foto) explica que os relacionamentos hoje estão muito mais leves, citando as questões morais e amarras de antigamente.

“O machismo era muito mais forte, a estrutura dos relacionamentos era mais cristalizada. Levava um tempo, pegava na mão e aí conhecia os pais. Hoje está mais tranquilo, você conhece, beija, se gostou continua, se não parte para outra. Isso permite que quem namora consiga alguém que realmente queira um relacionamento, e não precisa continuar com uma pessoa porque já apresentou para os pais, por exemplo. É interessante pensar que um relacionamento é responsabilidade das duas pessoas, cada uma com 50%. Todo namoro é uma co-construção, uma construção conjunta. O que se constrói é responsabilidade igual dos dois, de qualquer forma ambos têm a mesma porcentagem da construção do vínculo. Temos que saber também lidar com as críticas construtivas, recebê-las como uma ajuda, um guia da parte do outro”, diz.

Mesmo assim, Gustavo salienta que há conflitos que os mais velhos costumariam resolver com mais facilidade, na base da conversa. Ele diz perceber que falta diálogo em muitas situações que poderiam ser resolvidas de forma mais fácil se isso acontecesse.

“Vejo muito na minha prática clínica o quanto o ‘não dito’ atrapalha. Afinal, se você não diz o que sente, como o outro vai adivinhar? Os jovens parecem achar mais fácil terminar e partir para a próxima, tudo parece ficar mais efêmero, exatamente pela facilidade em encontrar pessoas. É preciso cuidado, porque a paixão tem muito de fantasia, costumamos criar a pessoa, sem ver os defeitos e limitações. Se você ver que isso não atrapalha, aí acredito que você está pronto para amar e namorar. Uma relação saudável parte do diálogo e da sinceridade completa”, acrescenta.

O psicólogo salienta que estar sozinho não é algo ruim e salienta que a carência da proximidade do Dia dos Namorados pode ser preocupante.

“Estar acompanhado não é ruim, mas você precisa se entender primeiro. Procure analisar o motivo pelo qual você não quer estar sozinho. É simplesmente para dividir momentos da sua vida? Seus amigos não bastam? Não pode ser uma questão de necessidade e sim algo que simplesmente deve acontecer”, completa.


Histórias reais, amores reais

Rafael Sampaio, 30 anos, sócio-proprietário do Queen’s Hair Salão de Beleza, namora há dois anos com Iago Augusto Rodrigues, 20 anos, que também trabalha com ele no salão.

“Nos conhecemos na minha casa (risos). Naquela noite eu ia para a Green Valley, mas estava muito cansado por conta do trabalho e decidi não ir. Era o destino, porque um amigo que morava comigo namorava ‘um boy’ que era amigo do Iago, e acabou levando ele lá pra casa. Decidimos então ir na DLed, outra balada. O casal fez um ‘joguinho’ e disse para mim e pro Iago que um queria ficar com o outro. Nessa noite nos beijamos a primeira vez e não nos separamos mais. Ele estava passando as férias em Balneário, pois morava no Paraná, em Lobato, mas depois de seis meses ele se mudou em definitivo pra cá e começamos a morar juntos. Até então ele trabalhava como costureiro, e eu incentivei ele a fazer cursos para trabalhar junto comigo no salão e hoje também dividimos essa paixão. Ele é muito tranquilo e centrado, mesmo eu sendo o mais velho sou também o mais agitado da relação. Temos 10 anos de diferença, mas ele sempre teve a cabeça mais madura e isso ajudou muito. Minha família já sabia da minha sexualidade, mas a dele não. Conheci a mãe dele no verão e foi tranquilo, hoje todos nos damos bem. É realmente mais difícil encontrar alguém para um relacionamento sério, ainda mais em Balneário. Sem dúvidas tivemos sorte em termos nos encontrado, tanto que no começo brigávamos bastante, mas hoje deu tudo certo. É o nosso segundo Dia dos Namorados juntos, o Iago é muito romântico, gosta de me dar flores e presentes. Eu sou mais ogro, um Shrek (risos). Mas vamos comemorar a data, sim. Iremos comer sushi. É incrível estar com ele, é uma pessoa maravilhosa e com quem sei que posso contar para tudo. É alguém para ter para o resto da vida”.

Gabrielle Maier Possamai, 28 anos, publicitária, divide sua história com Juliano Jover Silva, 31 anos, que é diretor de arte e músico, há 10 anos, apesar de não terem estado juntos oficialmente por todos esses anos sempre estiveram presentes um na vida do outro.

“Tivemos dois começos. Eu e o Juliano nos conhecemos pelo Orkut em 2009. Eu morava em Timbó e ele em Camboriú. Tínhamos amigos em comum em Timbó, e já havíamos nos esbarrado poucas vezes, mas nunca tínhamos conversado. Acho que nessa primeira fase nós namoramos quase dois anos, nessa de revezamento entre vir de ônibus pra Camboriú e ele ir pra Timbó, também de ônibus, todos os finais de semana. Como éramos muito novos, as coisas não deram muito certo pela distância e a dedicação que estávamos dando ao namoro, as vezes deixando outras coisas que depois nos fizeram falta e pesaram um pouco no relacionamento, e resolvemos terminar em 2011. Ficamos uns dois anos e meio separados, mas continuávamos nos vendo em festas dos amigos em comum, e às vezes até rolava de ficarmos juntos, mas nada sério (risos). Em 2014 comecei a querer ir atrás dele, mas fiquei me enrolando uns dois meses, porque nunca acreditava que ia dar certo voltar um relacionamento que já não deu certo antes. Até que eu percebi que eu tinha que fazer isso pra ver o que ia dar, e abordei ele do nada, em uma época em que ele estava querendo ser solteiro. Mas eu fui um pouco insistente (risos). Por um tempo foi um pouco difícil, ficamos um tempo levando as coisas devagar, para que elas fossem mais leves. Até que em 2016 eu vim pra Balneário pra morar com ele, nos mudamos juntos para um apartamento, o que para os dois era novidade. Ficamos dois anos morando juntos até que ele conseguiu um emprego legal em Blumenau em 2018, e eu fiquei em Balneário. Continuamos juntos, firmes e fortes. Nos respeitamos muito, e principalmente, sabemos que é importante pra um relacionamento que mantenhamos nossas amizades, que tenhamos nosso espaço e que pra tudo tem um momento. Não vou dizer que é super simples e fácil morar juntos e do nada cada um ir pra um lado, mas a gente quer o bem um do outro, e às vezes é preciso de um sacrifício pequeno e temporário para as coisas continuarem dando certo. Por trabalharmos com o mesmo ramo, que é em agência de comunicação, sempre aprendemos muito um com o outro, ele entendendo o lado de um atendimento e eu aprendendo como lidar em diversas situações com os criativos dentro de um agência, já conversamos bastante sobre isso. Nesses praticamente 10 anos, mesmo que não completamente todo o período juntos, já passamos por bastante coisa, em que foi importantíssimo estarmos juntos. Apesar de não sermos apegados em datas e nesse ano o Dia dos Namorados cair numa quarta-feira decidimos não nos presentear, mas vamos nos ver na sexta-feira.”

Nélio Pereira Marques de Souza, 69 anos, aposentado e administrador de empresas, namora com Selma Áurea Tavares, 64 anos, aposentada. Eles frequentam a secretaria da Pessoa Idosa (SPI) de Balnéario Camboriú, onde se conheceram em 2017. Nélio é divorciado, de São Paulo, e Selma, que era de Blumenau, é viúva, hoje eles moram juntos.

“Nos encontramos na secretaria, primeiramente de vista, mas não sabíamos o estado civil um do outro. Ele estava passando ao redor da mesa de jogos, eu (Selma) estava jogando mexe-mexe e perguntei pra ele se ele sabia jogar. Ele se interessou e jogamos. Nesse momento foi só um conhecimento, foi na segunda vez que nos aproximamos mais. No outro dia um casal me chamou para jogar dominó e eu vi ele chegando na SPI e o convidei para jogar conosco. Dessa vez ele começou a brincar, disse que vivia sozinho, que sabia fazer bolo, dando todas as pistas para mim (risos). Ele disse que era um homem pronto para casar e aí eu brinquei e perguntei se ele não queria casar comigo (risos). Ele sentiu um sinal verde que eu era sozinha também. Ele pegou meu WhatsApp e falou sobre um filme com o meu nome. Era uma sexta-feira e eu resolvi assistir o filme com a minha filha, no final eu peguei o celular e vi que ele tinha mandado uma mensagem, falando que havia feito um bolo para mostrar que sabia fazer (risos). No dia seguinte fomos caminhar na praia e no domingo fomos tomar um café e então iniciamos o nosso relacionamento. Antes eu conversei com a então secretária, Christina Barichello, e ela disse que o conhecia e que ele era uma boa pessoa. Temos filhos, netos e um bisneto. Minha família o adotou e a dele me adotou também. Gostamos de fazer visitas, fazemos parte do grupo de WhatsApp da família um do outro. Eu tenho quatro filhos (três meninos e uma menina) e o Nélio tem quatro filhas. Ao todo, temos oito filhos e sete netos (duas netas minhas e cinco do Nélio). Eu não queria me relacionar com ninguém mais, por conta de decepções e por ter ficado viúva. Fui casada por 38 anos. E o Nélio estava voltando para São Paulo, já estava com tudo encaixotado no apartamento dele. Eu ajudei ele a desencaixotar tudo e hoje moramos no apartamento dele, que é bem localizado no Centro de Balneário. Nós não temos imóvel aqui, eu tenho em Blumenau e Penha e ele em Joinville. Fazemos uma coisa que eu nunca imaginei que faria: pagamos aluguel para vivermos felizes em Balneário Camboriú. O destino muda a vida da gente, e hoje somos felizes assim. Aqui é a nossa história. Comemoramos o Dia dos Namorados e inclusive já trocamos presentes. Fomos ao shopping e compramos (risos). A nossa idade exige cuidados, mas decidimos que existem coisas que merecemos viver. Nesses dois anos não tivemos nenhuma desarmonia, preferimos sentar e resolver tudo na conversa. A diferença do namoro hoje é gritante, é triste porque falta se preservar, é muito desapego. Não é mais fazer amor, hoje os jovens fazem sexo. O que falta nos relacionamentos, em qualquer ligação, é o respeito. Eles xingam o outro, se agridem verbalmente. Dá para comparar com os animais, que competem quantos vão beijar em uma noite. Está muito descartável, mas sou otimista e acredito que as coisas ainda podem melhorar. O Nélio tem uma neta que mora na Irlanda e conheceu o parceiro em um site de relacionamentos e deu certo, então há sim casos que nos trazem esperança. Na nossa época contávamos nos dedos o número de relacionamentos, e quando casávamos durava, era para a vida. Aquilo que vem fácil, vai fácil. Precisamos sentir o amor, precisa existir confiança plena.”

Sofia Augusta Knoll da Rosa, 23 anos, analista de pesquisa de mercado, namora com o engenheiro civil Vinicius Kobil Bellincanta, 27 anos, estão juntos há três anos e se conheceram através de um aplicativo de relacionamentos.

“Nós nos conhecemos em setembro de 2016 por meio de um aplicativo. Ficamos uns três dias conversando por mensagem até que combinamos de nos encontrarmos em um bar aqui de Balneário. Eu hesitei no começo porque tinha uma viagem para fazer na manhã seguinte e ainda precisava arrumar minha mala, mas na semana seguinte ele também iria viajar, então decidi aceitar o convite. Desde aquela noite não nos desgrudamos mais (risos), então já são quase três anos juntos. Desde a primeira vez que conversamos parecia que já nos conhecíamos há muito tempo. Quando começamos a namorar, eu estava no meu último ano da graduação e escrevendo o minha monografia. Então desde o comecinho do nosso relacionamento, recebi muito apoio e incentivo dele para atingir meus objetivos, foi muito importante e é algo que está eternizado nos agradecimentos da minha monografia também (risos). É importante para um casal apoiar projetos pessoais um do outro, pois quando estamos felizes e realizados com nós mesmos, tem um impacto muito positivo no relacionamento. Também sabemos que para atingir objetivos, passamos por momentos de frustração, de angústia e de desânimo, e, são nesses momentos que percebemos o quanto alguém está disposto a se dedicar a você, ao relacionamento... sem essa cumplicidade não tem como compartilhar sonhos e projetos para uma vida a dois. Juntos realizamos algumas viagens, principalmente para Curitiba e Florianópolis e uma vez para Santiago, no Chile. Todas essas vezes foram para ir em shows e sempre conseguimos compartilhar o gosto musical um do outro, isso colaborou na parceria. O aprendizado que tiramos desses momentos é a empatia que temos, dando uma sensação boa de ter alguém onde buscar segurança e apoio. Claro que o Dia dos Namorados não pode passar em branco quando se está namorando, é uma oportunidade para sair da rotina e aproveitar para demonstrar amor e carinho. Tanto em 2017 quanto em 2018 saímos para jantar, trocamos presente, fizemos publicações nas redes sociais... Mas este ano vamos comemorar sem tanto apego ao lado comercial da data. Vamos almoçar juntos, como sempre fazemos nas quartas-feiras, e combinamos de não dar presente um ao outro. Mesmo assim vamos passar com muito amor, carinho, declarações (e quem sabe uma lembrancinha, não sei, (risos). Sem dúvidas o momento que vivemos hoje impacta na forma que nos relacionamos. Por um lado temos a questão da tecnologia, que no aspecto positivo facilita o processo de conhecer novas pessoas, de manter o contato no dia a dia, mas por outro lado pode tornar os namoros mais superficiais, com pouco contato pessoal e mais passageiros. Outra questão que percebemos bastante, seja com nós mesmos ou com casais de amigos, é que a nossa sociedade está mais politizada, mas, infelizmente, de forma muito polarizada. Principalmente em relacionamentos da nossa faixa etária, a questão política nunca foi tão determinante para saber se um relacionamento vai vingar ou não (risos). Nós dois, em particular, somos muito interessados em pautas políticas, econômicas e sociais e concordamos em 80% um com o outro (risos), mas é bom porque sempre temos um ao outro para conversar sobre esses temas e aprendemos muito com nossas diferenças, mesmo que poucas. Nós dois sabemos que seria muito difícil nos relacionarmos com pessoas extremamente divergentes com o que acreditamos ou que simplesmente fossem alheias aos que acontece na sociedade. No final das contas, o que importa é a pessoa mesmo, independente se você conhece no aplicativo, na faculdade, no trabalho. Mas não sabemos se teríamos nos conhecido se não fosse pelo aplicativo, pois mesmo morando na mesma cidade nosso círculo de amigos não era o mesmo, então seria um pouco mais difícil. Também temos um casal de amigos nossos que se conheceram por esse mesmo aplicativo e hoje em dia estão casados, como eles moravam em cidades diferentes, o aplicativo foi fundamental para eles (e a nossa indicação também, (risos).”

Izabella Fabiane Fistarol, 22 anos, namora com Jorge Adilar Bittencourt, 23 anos, há pouco mais de três anos. Eles moram juntos desde o início do relacionamento e garantem que isso os fez crescer muito.

“Estamos juntos há 3 anos e 3 meses. Nos conhecemos em 2015 num curso que fazíamos juntos em Blumenau. Porém, ele morava em Itajaí. Nunca vou me esquecer do momento em que ele entrou pela primeira vez na sala, até a roupa que ele vestia (jaqueta jeans e calça jeans, super combinando) me recordo tanto que até parece um filme na minha cabeça. Fizemos amizade, mas o interesse só partia de mim, afinal ele tinha namorada na época, a qual terminou em dezembro daquele ano. Amizade vai, amizade vem em março o convidei para minha festa de calouros do curso de Direito, e nesse dia ficamos pela primeira vez. E aí você pensa que ele me chamou dia seguinte? Chamou nada! Esperei três meses até surgir a primeira coragem de chamá-lo pra assistir um filme (Guerra Civil), no dia 3 de maio de 2016, e a caminho da pizzaria, lá nas ruas de Blumenau, ele parou o carro e eu o agarrei. Depois disso, a gente nunca mais se soltou. Com sete meses de namoro ele me chamou pra morar em Itajaí, e estou até hoje aqui. Era a primeira vez dos dois longe dos pais e ainda por cima decidimos adotar um cachorro. Foi complicado, eram muitas responsabilidades que não conhecíamos ainda. Precisar controlar o dinheiro, fazer compras no mercado e um ‘filho’ pra vacinar. Tudo isso foi aprendizado que tivemos juntos, mas o maior de todos foi a paciência, a resiliência, persistência e empatia, para entender que estávamos no mesmo barco e precisávamos do apoio um do outro. Tudo isso foi importante para termos o relacionamento que temos hoje. Costumamos comemorar o Dia dos Namorados, apesar do Jorge não se interessar muito por datas festivas. Mesmo assim ele comemora junto porque eu adoro todas (risos), e ele sabe da importância que elas têm pra mim. Eu acredito que essas datas comemorativas aproximam as pessoas, não só por causa dos presentes, mas sim para demonstrar amor. Acreditamos que não seja difícil encontrar alguém, difícil mesmo é encontrar uma pessoa para lidar com todas as suas manias e respeitar seus gostos. Sobre namorar hoje em dia, as pessoas procuram sempre alguém perfeito, mas esquecem que alguns defeitos podem ser contornados com amor e paciência.”

A designer Bruna Brehmer, 25 anos, está noiva do também designer Wesley Regis. Apesar de se conhecerem desde 2015, só ‘engataram’ o relacionamento amoroso dois anos depois e desde então estão juntos.

“Nós nos conhecemos em 2015, porque tínhamos uma amiga em comum e acabamos indo no cinema junto com ela, mas na época eu namorava com outra pessoa e ele logo em seguida também começou a namorar. Nesse dia do cinema a gente começou a conversar porque ele fazia a faculdade que eu iniciaria no próximo semestre e por isso nos tornamos amigos até que eventualmente nos afastamos por conta da rotina e a vida seguiu. Em agosto de 2017 o meu relacionamento acabou e no meio da madrugada me bateu saudades do meu amigo que eu não conversava há tempos (risos) e mandei uma mensagem perguntando se ele estava acordado, mas ele me respondeu só no dia seguinte. Voltamos a conversar, o relacionamento dele também já estava acabando e em meio as conversas descobrimos que os dois já havia se interessado um pelo outro. Depois de uma semana começamos a ficar e apesar de nenhum dos dois querer se apaixonar, foi inevitável. Quase dois anos depois estamos noivos, morando juntos, pais de dois porquinhos da índia e uma cachorra filhote de mamute (risos). O nosso relacionamento sempre foi assim, no nosso tempo. Sempre fez sentido pra gente, mesmo que não fizesse para os outros. Somos melhores amigos, namorados, noivos, parceiros e felizes. Temos quase dois anos de diferença de idade, eu sou mais velha, mas isso não interferiu muito em nosso relacionamento porque gostamos das mesmas coisas. Nós não somos muito apegados ao Dia dos Namorados, normalmente comemoramos em outro dia para evitar as filas (risos), somos mais apegados a ideia do dia do que o dia em si, por isso sempre escolhemos uma data alguns dias após para fazer a comemoração. Acho que os relacionamentos nos dias de hoje estão mais flexíveis do que nunca, cada casal sabe dos seus acordos e o que os fazem feliz, vale de tudo desde que ambos concordem.” 

 

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