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Luiz Guida, o "Animal", destaque no SUP do Brasil, estará no evento

A primeira edição do Row To Win Water, o Festival de Alma Salgada, começa hoje (17) e termina domingo (19), na Praia de Cabeçudas, em Itajaí. O festival reunirá os principais atletas do stand up paddle (SUP) do Brasil, entre eles Luiz Guida, conhecido como ‘Animal’, que desde 2010 carrega o título de atleta mais experiente do país na categoria.

A última vitória do remador Animal foi no Aloha Spirit, em abril, onde superou o campeão mundial de sprint, Artur Santacreu.

“Estou treinando muito duro para me manter no topo, vencer o Aloha foi um presente, pois nas primeiras provas do ano a gente vê quem treinou nas férias. Eu venho surpreendendo todos, competindo forte e sempre com disputas emocionantes, então Itajaí pode esperar um show”, diz.

O stand up paddle é uma modalidade que está em fase de estudos e testes para transformar-se em modalidade olímpica. Uma inclusão que, segundo o atleta, poderia ajudar no desenvolvimento da atividade.

“Hoje a falta de apoio e incentivo faz com que a gente tenha uma participação pequena de novos atletas ingressando no SUP. O Brasil não conta com escolas de stand up para crianças, isso faria toda a diferença no futuro”, lembra.

O Row To Win Water começa hoje (17), com a realização do congresso técnico a partir das 17h, no Hotel Marambaia e abertura oficial na Praia de Cabeçudas será a partir das 19h. As provas de stand up, canoa havaiana e surfski serão realizadas no sábado e domingo (18 e 19) a partir das 8h.

O público terá a chance de ficar próximo dos atletas, já que a faixa de areia será a arquibancada com vista privilegiada para curtir cada largada e chegada dos competidores.

No sábado, as provas seguem até o final da tarde e no domingo até às 12h., quando acontece a premiação.

Reprodução

LONDRES, REINO UNIDO (UOL/FOLHAPRESS - A temporada de 2018 de Daniel Ricciardo foi muitas vezes associada à palavra azar. Afinal, o australiano teve oito abandonos em 21 provas, a maioria por quebras. No entanto, mesmo tendo abandonado duas das quatro primeiras etapas do ano passado, Ricciardo tinha 37 pontos e até já tinha até uma vitória. Depois de trocar a Red Bull para a Renault, contudo, ele só viu a bandeirada uma vez e tem apenas seis pontos.

É fato que Ricciardo não esperava ter os mesmos resultados da época da Red Bull já neste ano, mas também é verdade que parte da razão para ele ter deixado a ex-equipe era a desconfiança do que aconteceria com o time após a troca do motor Renault para o Honda. E o temor de que a Red Bull perderia terreno não se concretizou: a Honda evoluiu muito ano passado, quando equipava apenas a Toro Rosso, e a Red Bull tem hoje mais pontos do que tinha depois de quatro provas disputadas em 2018 (64 contra 55). Mesmo com o substituto de Ricciardo, Pierre Gasly, não rendendo o esperado.

Ao mesmo tempo, a Renault não evoluiu o tanto que prometeu a Ricciardo. Na verdade, o time tem sofrido com a falta de confiabilidade do motor -o mesmo que deixou o australiano na mão tantas vezes ano passado. Nesta temporada, o time tem apenas 12 pontos, enquanto após quatro etapas no ano passado, os franceses tinham somado 35.

Além dos problemas da Renault, o próprio Ricciardo reconhece que não está rendendo o tanto quanto deveria. Isso porque ele "não tinha noção de quão bons eram os freios da Red Bull" e tem sentido falta do próprio equilíbrio do carro, que geralmente é o que tem a melhor aerodinâmica do grid. Esses dois fatores permitiam que ele entrasse com mais velocidade nas curvas. Mas, tendo de fazer mais correções com o carro mais instável da Renault, isso está custando tempo de volta para o australiano.

"Claro que parte dessa falta de resultados tem a ver comigo tendo que aprender a melhor maneira de pilotar o carro, talvez tentando me livrar dos velhos hábitos. Mas também tem a ver com o acerto do carro e com o fato que eu estou tentando descobrir o que funciona melhor para eu ganhar confiança neste carro."

Para piorar, Ricciardo já vai para o GP da Espanha, dia 12 de maio, sabendo que vai largar três posições atrás do que conseguir na classificação. Isso por conta de uma punição por ter tido uma batida bizarra no último final de semana, no GP do Azerbaijão. Na 31ª volta, o australiano tentou ultrapassar Daniil Kvyat, na luta pela décima posição, mas julgou mal a manobra e acabou escapando na frente do russo, que conseguiu evitá-lo. Tentando voltar logo para a pista, Ricciardo deu ré sem ver que Kvyat estava logo atrás, e os dois abandonaram. "Meu cérebro parou por alguns segundos", disse o australiano, que assinou um contrato para as temporadas 2019 e 2020 com a Renault.

Foto: Renata Rutes

Há diversos filmes e series de TV que retratam crianças e adolescentes superdotados, mas o que parece distante e coisa de produção Hollywoodiana é a realidade de pelo menos 10 crianças da região de Balneário Camboriú. Na Univali de Itajaí funciona, desde 2018, o Laboratório de Inovação Tecnológica na Educação (Lite), em parceria com as escolas públicas da região e o Atendimento Educacional Especializado (AEE) da Secretaria de Educação Estadual, para auxiliar e incentivar o desenvolvimento desses alunos, além de ainda apoiá-los psicologica e emocionalmente. O AEE da região fica na Escola Pedro Paulo Felipe, em Itajaí, e atende também Balneário Camboriú e Navegantes.

Foto: Divulgação UnivaliGabriel e Joaquim, dois dos superdotados atendidos pela Univali, no Lite.

O Página 3 esteve no Lite, onde encontrou os alunos de Itajaí Gabriel Nóvoa Fernandes e Joaquim Mendonça Santos, ambos com 13 anos. Lá eles desenvolvem projetos nas mais diversas áreas, como arte, mecânica, programação, impressão 3D. Gabriel prefere a parte física e de produção. Joaquim gosta das áreas mais técnicas.

Em conversa com a reportagem, eles contaram que sempre demonstraram facilidade para desempenhar atividades diversas, além de serem bastante curiosos. E, após uma série de testes, foi confirmado que ambos são superdotados. Joaquim relatou que antes disso, na sala de aula na escola em que estuda, sempre queria saber mais sobre o conteúdo explicado pela professora, e por isso os colegas o isolavam e os professores ‘reclamavam’. Ele diz que isso melhorou, mas que ainda é preciso avanços, tanto no entendimento das diferenças quanto na inclusão. Ambos afirmaram sentir falta de um ambiente como o Lite, o qual frequentam toda semana no contraturno, na escola regular.

É um sonho ter algo assim no colégio normal. Precisamos dessas conexões diferentes e aqui, que temos contato com pessoas parecidas com a gente, é melhor”, acrescenta Gabriel.

Foto: Renata Rutes

A psicóloga voluntária do Lite, Renate de Oliveira Raabe(acima), desenvolveu sua tese de Mestrado sobre a superdotação e altas habilidades, conversando com representantes de escolas, pais e crianças e adolescentes superdotadas.

Eles possuem espírito de liderança, pensam fora da caixa. Muitas pessoas não entendem, é algo novo e acontece até de ser confundido com o autismo. Essas crianças precisam sim de apoio psicológico e emocional, mas precisam se desenvolver, não podem estagnar. Precisam de incentivo, e por isso estamos com o Lite”, salienta.

Renate conta que é normal os pais acharem que seus filhos são especiais, mas há diferença em ter altas habilidades, ser superdotado ou até genial (como Albert Einstein, por exemplo). Normalmente quem auxilia o AEE (responsável pelos testes e análises para descobrir se a criança é superdotada) são as escolas.

Atendemos hoje crianças e adolescentes dos oito aos 17 anos. São três meninas e sete meninos. Superdotação não é só alto QI. Pode haver uma habilidade que se destaque mais, atletas como o Bolt e Michael Phelps são certamente dotados na área esportiva, por exemplo. Por isso que no Lite eles não ficam apenas em uma estação, passam por atividades no meio eletrônico, digital e artístico. O nosso foco principal são as lógicas matemáticas, mas também atendemos os criativos e produtivos”, diz.

A profissional lembra ainda que há muitos mitos ligados aos superdotados, como a respeito de que só crianças ricas podem ser, quando na realidade isso faz parte de quem a criança é, independente de sua classe social. Não há um perfil definido: há superdotados tímidos e introspectivos, e outros mais ativos. “Há ainda o estigma de que eles precisam ser bons em tudo, e isso não é verdade mesmo. O emocional afeta, há dias que eles não querem participar das atividades e isso é ok. É algo muito novo e vemos hoje que não é certo classificar a criança como superdotada somente com teste de inteligência, há outros fatores a serem analisados. Sem o acompanhamento correto para se desenvolver o superdotado pode se perder. Eles têm necessidade de interação e acolhimento, e no Lite estão entre seus pares, sempre dizem que no Laboratório podem ser quem eles são de verdade”, completa a psicóloga. Há casos também de superdotação em que a criança pula séries na escola, como a jovem filipina Mikaela Fudolig, que aos 18 anos já possuía Mestrado em Física, além de outros vários casos famosos. Por isso, Renate vê que é imprescindível o acompanhamento da escola junto com a família, pois a criança pode não ter psicológico para aguentar a diferença de idade entre os colegas.

Já houve casos de bullying até com crianças da mesma idade, pois os superdotados têm um nível intelectual diferente. No Lite eles interagem com universitários, que são bolsistas do laboratório e os ajudam. Em 2018 eles desenvolveram projetos de robótica, além de um projeto de uma cidade inteligente e de uma casa sustentável. Gostamos de trazer profissionais para conversarem com eles, como arquitetos, engenheiros, jornalistas”, afirma.

O Lite fica no segundo andar do bloco B6, na Univali de Itajaí. Mais informações: 3341-4236. 

Balneário possui casos

A Secretária de Educação de Balneário Camboriú, Rosângela Percegona Borba, conta que há pelo menos oito crianças da rede municipal de ensino passando por testes. Por enquanto há um caso confirmado. O menino está no ensino fundamental e a secretária preferiu não identificar para não expor ele.

No primeiro momento as famílias ficam orgulhosas, mas também se preocupam porque infelizmente muitos lugares não estão preparados para receber essas crianças com altas habilidades”, diz.

Rosângela afirma que sabem do estresse que pode ser a escola regular para a criança, já que ela domina o conteúdo, e por isso pode ficar inquieta e irritada. Ela cita um caso que acompanhou, onde enquanto os colegas estavam sendo alfabetizados, o menino já lia e escrevia. Hoje, esse garoto tem 15 anos e trabalha na NASA.

O caso confirmado que temos foi descoberto recentemente. Ele ainda está na turma de acordo com a idade dele, mas estamos monitorando-o para ver se ele vai subir de ano. Sonhamos em abrir um polo de altas habilidades, com atividades em contraturno. Essas habilidades precisam ser incentivadas, não podemos ‘matar’ esses diferenciais. A escola não pode ser rasa”, destaca.

A secretária pontua ainda a necessidade de um olhar diferenciado para essas crianças, assim como os outros alunos especiais, que contam com um currículo e material personalizado para eles.

Estamos olhando com bastante carinho. Queremos que esses talentos sejam aflorados, que essas crianças consigam ir além de seus conhecimentos, que possam avançar. É um trabalho de muitas mãos, todos devem ajudar”, finaliza.


 

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