Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Turismo
Setor de turismo e os impactos da pandemia do novo coronavírus

Com fronteiras fechadas e a necessidade de distanciamento social, as atividades econômicas ligadas ao turismo sofreram forte impacto

Sexta, 12/6/2020 14:15.
Pexel

Publicidade

A crise econômica provocada pela pandemia tem proporções globais que ainda não podem ser medidas, visto que a situação ainda está em andamento.

No entanto, não é prematuro dizer que o setor de turismo é um dos mais¬¬¬ afetados pelas medidas de distanciamento necessárias à contenção do novo coronavírus.

Tendo a aglomeração como fator fundamental para o desenvolvimento de sua dinâmica econômica, o turismo esteve entre as primeiras áreas a sofrer o baque causado pela disseminação da covid-19.

Agora, o setor e governos buscam alternativas para uma retomada segura, quando isso for possível.

Impactos em cadeia

Logo no começo da crise, as companhias aéreas viram suas ações despencarem. Com o dólar turismo nas alturas, mesmo antes do fechamento total das fronteiras, o brasileiro optou por cancelar os passeios turísticos.

Os hotéis passaram a lidar diariamente com pedidos de cancelamento de reservas e viram a clientela desaparecer.

O primeiro impacto veio no setor aéreo quando boa parte dos governos mundiais optou por fechar as fronteiras, obrigando as companhias a cancelarem voos já programados. Daí veio o efeito cascata, atingindo agências de viagens e toda a rede hoteleira.

Além dos hotéis, também estão fechados e, consequentemente, sem lucro: bares, cafeterias, lanchonetes e restaurante, além de zerados os aluguéis de bens móveis (apartamentos, guarda-sol, cadeira de praia, carros etc.) e as atividades recreativas e culturais comuns nas cidades turísticas.

Ou seja, milhares de famílias que contam com o trabalho – formal e informal – proporcionado pela atividade turística para tirar seu sustento enfrentam dificuldades há mais de 60 dias.

Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), considerando um cenário de três meses de distanciamento social, o setor terá uma queda de aproximadamente 39% este ano em função da pandemia.

O fato é preocupante porque o turismo é uma das principais atividades econômicas do Brasil e a expectativa é de que a total recuperação leve pelo menos um ano no âmbito nacional e 18 meses no turismo internacional.

Medidas

Para tentar minimizar o impacto negativo no setor de turismo, o governo federal já apresentou algumas medidas desde o começo da pandemia.

Uma delas é a Medida Provisória que autoriza a suspensão de contratos, a flexibilização de salários e jornadas de trabalho mediante o pagamento de seguro-desemprego.

De acordo com o governo, tais medidas já permitiram a manutenção de mais de 3,5 milhões de postos de trabalho.

Além disso, o Ministério do Turismo facilitou o acesso a empréstimos e agilizou a liberação de R$ 381 milhões para novos financiamentos.

Outros R$ 5 bilhões em crédito do governo federal foram disponibilizados para empresas do ramo turístico e cultural.

De acordo com a FGV, para sair da crise minimamente saudável, é necessário ainda o incentivo a eventos corporativos e de lazer domésticos, já que o calendário escolar sofrerá alterações, o que vai afetar diretamente as viagens de férias.

Turismo Internacional

E não é só no Brasil que os efeitos da crise gerada pela pandemia são sentidos. Regiões como Alemanha, sul da Europa e Mediterrâneo estimam queda de até 70% nas reservas e pacotes de viagens. Por lá, a expectativa é de que as próximas férias sejam aproveitadas no âmbito doméstico.

Há, na Europa, um movimento de criar um padrão de saúde unificado para hotéis, restaurantes e praias da União Europeia com o objetivo de gerenciar os riscos de uma nova onda de disseminação da doença.

No entanto, outros governos são mais cautelosos. Na Áustria, os hotéis serão reabertos ainda em maio, mas só para turistas de países vizinhos e, de preferência, com baixa taxa de infeção.

Na Itália, um dos países mais afetados pela covid-19, com mais de 32.300 mortes contabilizadas, está em estudo a adoção de medidas pouco usuais como proteção de acrílico nas praias, hotéis operando com metade de sua capacidade e restaurantes servindo em mesas com pelo menos dois metros de distância uma da outra.

Outros países, como a Grécia e a Bélgica também estudam medidas próprias para a retomada do turismo, mas os ministros do interior da União Europeia ainda não deram uma data para a definição de um plano comum para a reabertura de fronteiras.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade


Publicidade














Página 3
Pexel

Setor de turismo e os impactos da pandemia do novo coronavírus

Com fronteiras fechadas e a necessidade de distanciamento social, as atividades econômicas ligadas ao turismo sofreram forte impacto

Publicidade

Sexta, 12/6/2020 14:15.

A crise econômica provocada pela pandemia tem proporções globais que ainda não podem ser medidas, visto que a situação ainda está em andamento.

No entanto, não é prematuro dizer que o setor de turismo é um dos mais¬¬¬ afetados pelas medidas de distanciamento necessárias à contenção do novo coronavírus.

Tendo a aglomeração como fator fundamental para o desenvolvimento de sua dinâmica econômica, o turismo esteve entre as primeiras áreas a sofrer o baque causado pela disseminação da covid-19.

Agora, o setor e governos buscam alternativas para uma retomada segura, quando isso for possível.

Impactos em cadeia

Logo no começo da crise, as companhias aéreas viram suas ações despencarem. Com o dólar turismo nas alturas, mesmo antes do fechamento total das fronteiras, o brasileiro optou por cancelar os passeios turísticos.

Os hotéis passaram a lidar diariamente com pedidos de cancelamento de reservas e viram a clientela desaparecer.

O primeiro impacto veio no setor aéreo quando boa parte dos governos mundiais optou por fechar as fronteiras, obrigando as companhias a cancelarem voos já programados. Daí veio o efeito cascata, atingindo agências de viagens e toda a rede hoteleira.

Além dos hotéis, também estão fechados e, consequentemente, sem lucro: bares, cafeterias, lanchonetes e restaurante, além de zerados os aluguéis de bens móveis (apartamentos, guarda-sol, cadeira de praia, carros etc.) e as atividades recreativas e culturais comuns nas cidades turísticas.

Ou seja, milhares de famílias que contam com o trabalho – formal e informal – proporcionado pela atividade turística para tirar seu sustento enfrentam dificuldades há mais de 60 dias.

Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), considerando um cenário de três meses de distanciamento social, o setor terá uma queda de aproximadamente 39% este ano em função da pandemia.

O fato é preocupante porque o turismo é uma das principais atividades econômicas do Brasil e a expectativa é de que a total recuperação leve pelo menos um ano no âmbito nacional e 18 meses no turismo internacional.

Medidas

Para tentar minimizar o impacto negativo no setor de turismo, o governo federal já apresentou algumas medidas desde o começo da pandemia.

Uma delas é a Medida Provisória que autoriza a suspensão de contratos, a flexibilização de salários e jornadas de trabalho mediante o pagamento de seguro-desemprego.

De acordo com o governo, tais medidas já permitiram a manutenção de mais de 3,5 milhões de postos de trabalho.

Além disso, o Ministério do Turismo facilitou o acesso a empréstimos e agilizou a liberação de R$ 381 milhões para novos financiamentos.

Outros R$ 5 bilhões em crédito do governo federal foram disponibilizados para empresas do ramo turístico e cultural.

De acordo com a FGV, para sair da crise minimamente saudável, é necessário ainda o incentivo a eventos corporativos e de lazer domésticos, já que o calendário escolar sofrerá alterações, o que vai afetar diretamente as viagens de férias.

Turismo Internacional

E não é só no Brasil que os efeitos da crise gerada pela pandemia são sentidos. Regiões como Alemanha, sul da Europa e Mediterrâneo estimam queda de até 70% nas reservas e pacotes de viagens. Por lá, a expectativa é de que as próximas férias sejam aproveitadas no âmbito doméstico.

Há, na Europa, um movimento de criar um padrão de saúde unificado para hotéis, restaurantes e praias da União Europeia com o objetivo de gerenciar os riscos de uma nova onda de disseminação da doença.

No entanto, outros governos são mais cautelosos. Na Áustria, os hotéis serão reabertos ainda em maio, mas só para turistas de países vizinhos e, de preferência, com baixa taxa de infeção.

Na Itália, um dos países mais afetados pela covid-19, com mais de 32.300 mortes contabilizadas, está em estudo a adoção de medidas pouco usuais como proteção de acrílico nas praias, hotéis operando com metade de sua capacidade e restaurantes servindo em mesas com pelo menos dois metros de distância uma da outra.

Outros países, como a Grécia e a Bélgica também estudam medidas próprias para a retomada do turismo, mas os ministros do interior da União Europeia ainda não deram uma data para a definição de um plano comum para a reabertura de fronteiras.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade