Jornal Página 3

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Uber mostra uma prévia da montanha de dados que possui sobre as cidades
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Terça, 21/5/2019 11:07.

(FOLHAPRESS) - Quantas vezes por dia o trânsito trava na avenida onde você passa todo dia? O Uber provavelmente sabe. E, aos poucos, começa a dividir os dados que possui sobre o trânsito com o público em geral.

A empresa tem uma plataforma, chamada Movement, que apresenta dados sobre o trânsito em algumas cidades onde opera, incluindo São Paulo. Na semana passada, foi incluída uma nova função, que informa a velocidade média de cada trecho de rua, com base em milhares de viagens realizadas. Os dados foram coletados ao longo de um ano e, por enquanto, estão disponíveis apenas para cidades como Londres e Nova York.

Para São Paulo, o Movement oferece apenas dados de tempos médios de deslocamento. Assim, é possível saber que é mais rápido ir do centro ao Ipiranga, na zona sul, do que para a Barra Funda, na zona oeste, embora a Barra Funda esteja alguns quilômetros mais próxima.

Essa avalanche de dados sobre os deslocamentos ajuda as empresas de transporte a ganhar mais dinheiro, pois facilitam a rotina de planejar a distribuição dos carros ao longo do dia, traçar rotas mais rápidas e desviar do trânsito antes de ele se formar.

Os dados mostrados até agora pelo Movement (tempo de deslocamento entre bairros e velocidade das vias) são uma ponta do iceberg do total de informações que as empresas estão levantando sobre como as pessoas se deslocam pelas cidades. Conforme esses dados chegarem aos governos e forem trabalhados, será possível tomar diversas medidas para melhorar o trânsito, como redistribuir as rotas para ruas mais ociosas, mudar linhas de ônibus e detectar mais facilmente onde há superlotação.

Para as prefeituras, será possível diagnosticar facilmente os gargalos nas ruas. Reprogramar semáforos ou redesenhar um cruzamento podem resolver o problema, por exemplo. Em casos mais graves, a situação pode exigir alargar vias, construir pontes ou buscar formas de redistribuir o trânsito para outras rotas. Ampliar a oferta de transporte público na região com problemas também pode ajudar a diminuir o trânsito dos carros.

Há trocas de informações entre governos e empresas, mas abrir esses registros ao público permite a mais pesquisadores e desenvolvedores analisar e buscar soluções. A população também terá uma forma de checar se os problemas estão sendo resolvidos. A sensação de que um mesmo lugar tem problemas há anos agora fica documentada em detalhes. 

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Uber mostra uma prévia da montanha de dados que possui sobre as cidades

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Terça, 21/5/2019 11:07.

(FOLHAPRESS) - Quantas vezes por dia o trânsito trava na avenida onde você passa todo dia? O Uber provavelmente sabe. E, aos poucos, começa a dividir os dados que possui sobre o trânsito com o público em geral.

A empresa tem uma plataforma, chamada Movement, que apresenta dados sobre o trânsito em algumas cidades onde opera, incluindo São Paulo. Na semana passada, foi incluída uma nova função, que informa a velocidade média de cada trecho de rua, com base em milhares de viagens realizadas. Os dados foram coletados ao longo de um ano e, por enquanto, estão disponíveis apenas para cidades como Londres e Nova York.

Para São Paulo, o Movement oferece apenas dados de tempos médios de deslocamento. Assim, é possível saber que é mais rápido ir do centro ao Ipiranga, na zona sul, do que para a Barra Funda, na zona oeste, embora a Barra Funda esteja alguns quilômetros mais próxima.

Essa avalanche de dados sobre os deslocamentos ajuda as empresas de transporte a ganhar mais dinheiro, pois facilitam a rotina de planejar a distribuição dos carros ao longo do dia, traçar rotas mais rápidas e desviar do trânsito antes de ele se formar.

Os dados mostrados até agora pelo Movement (tempo de deslocamento entre bairros e velocidade das vias) são uma ponta do iceberg do total de informações que as empresas estão levantando sobre como as pessoas se deslocam pelas cidades. Conforme esses dados chegarem aos governos e forem trabalhados, será possível tomar diversas medidas para melhorar o trânsito, como redistribuir as rotas para ruas mais ociosas, mudar linhas de ônibus e detectar mais facilmente onde há superlotação.

Para as prefeituras, será possível diagnosticar facilmente os gargalos nas ruas. Reprogramar semáforos ou redesenhar um cruzamento podem resolver o problema, por exemplo. Em casos mais graves, a situação pode exigir alargar vias, construir pontes ou buscar formas de redistribuir o trânsito para outras rotas. Ampliar a oferta de transporte público na região com problemas também pode ajudar a diminuir o trânsito dos carros.

Há trocas de informações entre governos e empresas, mas abrir esses registros ao público permite a mais pesquisadores e desenvolvedores analisar e buscar soluções. A população também terá uma forma de checar se os problemas estão sendo resolvidos. A sensação de que um mesmo lugar tem problemas há anos agora fica documentada em detalhes. 

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