Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Consultas eletivas estão voltando mas a prioridade é urgência e emergência em Balneário Camboriú

Terça, 9/6/2020 11:40.
Divulgação

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As consultas eletivas da rede municipal de saúde de Balneário Camboriú não foram totalmente paralisadas durante a pandemia, mas sofreram uma considerável redução, com os profissionais focando principalmente nas urgências e emergências.

Especialidades como odontologia e oftalmologia, que necessitam de contato muito próximo entre o dentista e o oftalmologista, foram suspensas por um tempo, mas já retornaram. O único serviço que não está recebendo o público é o Núcleo de Atenção ao Idoso (NAI), já que é focado na terceira idade, um dos principais grupos de risco. Porém, a Secretaria de Saúde está estudando maneiras do atendimento retornar – até o momento está acontecendo tudo por telefone, como dúvidas do público e renovações de receitas.

Grupos de risco e colaboradores

Asecretária de Saúde,Andressa Hadad, salienta que no início do isolamento social, as consultas eletivas foram paralisadas, considerando as restrições e também para proteger pacientes e profissionais. Inclusive houve corte no quadro de colaboradores da área, já que, segundo Andressa, muito deles têm acima de 60 anos ou possuem alguma comorbidade.

“Mesmo assim muitos atenderam aos pacientes por telefone. A telemedicina realmente nos ajudou muito nesse período. Alguns atenderam nas barreiras de trânsito. Sempre buscamos formas de atender ao público neste momento e conseguimos perceber o quanto o ‘time da saúde’ é unido, solícito. Se uniram por essa causa, e quem se afastou foi por ser um grupo muito de risco”, diz.

NAI sem atendimentos presenciais

O Núcleo de Atenção ao Idoso (NAI) permanece sem atendimentos presenciais, já que o foco do local é atender os 60+, que integram um dos principais grupos de risco da pandemia. Mesmo assim, os médicos estão tirando dúvidas por telefone, além de renovar receitas de medicação, assim como a utilização da telemedicina.

“Vamos apresentar um plano de retomada de trabalho e ver junto do Comitê do Covid-19 como podemos proceder, mas se voltarmos será com inúmeras restrições. Preferimos que os idosos vão até o NAI do que ao hospital, por exemplo”, acrescenta.

OgeriatraSérgio Monteiroatua no NAI, e explica que as consultas de rotina permanecem suspensas, assim como Andressa citou.

“Estamos seguindo as orientações da OMS. No NAI estou renovando receitas e pedindo para que um familiar vá até lá buscar, pois é o público que mais deve ficar em casa”, afirma.

As áreas mais afetadas

Quem mais ‘sentiu’ as diferenças geradas pela pandemia, por conta da diminuição de consultas, segundo a secretária, foram os anestesistas e dentistas, já que as cirurgias diminuíram e a odontologia, que tem um risco altíssimo de contaminação, também foram afetadas, focando principalmente nas urgências e emergências.

“No caso dos dentistas, os consultórios são desinfetados e só podem receber pacientes uma hora depois do anterior, devido ao aerossol gerado e a alta probabilidade de contaminação. O COE (Centro de Odontologia Especializada) só está focando em urgências e emergências (o tratamento de canal, por exemplo) e em um só período. É um novo formato de atendimento”, salienta.

Adiretora de Saúde Bucal do COE,Priscila Teixeira, acrescenta que estão seguindo a determinação do Departamento de Saúde Bucal do Estado, atendendo atualmente urgências em todos os postos de saúde da cidade (a maioria nos dois períodos) e no COE somente das 7h às 13h.

“As urgências aumentaram bastante, nos primeiros dias eram 10, 15 atualmente passa de 30 por dia, isso digo somente no COE”, comenta. Priscila diz que as principais mudanças que sentiram foram em relação ao uso das EPIs, utilizando macacão, máscara N95, face shield.

“Os dentistas não trabalham nas urgências em quatro mãos (quando o técnico auxilia diretamente), procuramos atender somente o odontólogo na sala. O atendimento odontológico gera muito aerossol, que sai direto da boca do paciente, então quanto menos pessoas próximas melhor, em alguns casos há necessidade de trabalharmos a quatro mãos, mas é mais difícil”, explica.

A diretora aproveita para lembrar que a odontologia é a área mais propensa a se contaminar, já que os profissionais precisam examinar a boca do paciente, trabalhando diretamente em contato com a saliva e ainda gerando aerossol no ambiente, rosto e pescoço do dentista.

“O estresse é grande entre os profissionais nesse momento, mas temos todos os equipamentos de proteção e foi a profissão que escolhemos, diante de pandemia ou não, temos que estar ali sempre prontos. Não tivemos nenhum caso de dentista que se contaminou durante o atendimento na rede até agora. Estamos tomando todos os cuidados possíveis”, completa.

Diminuição na procura

Asecretária de Saúde,Andressa Hadad, cita que o momento de pandemia fez com que os profissionais que atuam na área precisassem se reinventar, principalmente aqueles que precisaram atender aos pacientes sem a presença física deles.

“É difícil, mas conseguimos. A telemedicina realmente foi essencial, mas houve casos em que tivemos que atender de forma presencial, como um paciente hipertenso que ‘descompensou’. Era uma consulta eletiva, mas precisou ser atendido. Nada será como antes, estamos analisando as estruturas das unidades, todos se protegendo, mas não paramos totalmente, pois as doenças continuam”, pontua.

Ela cita que o Hospital Municipal Ruth Cardoso ‘segue lotado sempre, com internações e casos graves, mas a recepção sem lotação’, mas os Prontos Atendimentos dos bairros Nações e Barra tiveram redução de procura, ‘já que as pessoas têm medo de se expor’.

“As pessoas estão entendendo que só devem procurar atendimento médico se necessário”, afirma.

Porém, em casos urgentes, como uma queda, pulso ou tornozelo quebrados, as cirurgias e consultas serão feitas. Há a preocupação com agendamento para não expor tanto o paciente quanto o médico, já que, segundo a secretária, na hora de entubar o paciente acontece ‘uma eliminação gigantesca de aerossol’, além da imunidade do paciente, que também sofre redução.

Avaliação da Fila de Espera e retorno das consultas

A prefeitura está passando por um problema com o sistema online para acompanhar a Fila de Espera das consultas eletivas, mas isso deve ser resolvido em breve.

“Estamos analisando a fila, estamos muito preocupados com a retomada das consultas. Queremos que os pacientes tenham certeza que serão atendidos, e se houver alguma emergência podem ir até as unidades básicas de saúde ou ligar para a secretaria”, diz.

Andressa aproveita para acrescentar que há planos de fazerem mutirões em todas as especialidades assim que a situação da pandemia se regularize, tanto aos finais de semana como também com horário estendido.

“Também estamos cogitando procurar empresas para nos apoiarem”, completa.


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Consultas eletivas estão voltando mas a prioridade é urgência e emergência em Balneário Camboriú

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Terça, 9/6/2020 11:40.

As consultas eletivas da rede municipal de saúde de Balneário Camboriú não foram totalmente paralisadas durante a pandemia, mas sofreram uma considerável redução, com os profissionais focando principalmente nas urgências e emergências.

Especialidades como odontologia e oftalmologia, que necessitam de contato muito próximo entre o dentista e o oftalmologista, foram suspensas por um tempo, mas já retornaram. O único serviço que não está recebendo o público é o Núcleo de Atenção ao Idoso (NAI), já que é focado na terceira idade, um dos principais grupos de risco. Porém, a Secretaria de Saúde está estudando maneiras do atendimento retornar – até o momento está acontecendo tudo por telefone, como dúvidas do público e renovações de receitas.

Grupos de risco e colaboradores

Asecretária de Saúde,Andressa Hadad, salienta que no início do isolamento social, as consultas eletivas foram paralisadas, considerando as restrições e também para proteger pacientes e profissionais. Inclusive houve corte no quadro de colaboradores da área, já que, segundo Andressa, muito deles têm acima de 60 anos ou possuem alguma comorbidade.

“Mesmo assim muitos atenderam aos pacientes por telefone. A telemedicina realmente nos ajudou muito nesse período. Alguns atenderam nas barreiras de trânsito. Sempre buscamos formas de atender ao público neste momento e conseguimos perceber o quanto o ‘time da saúde’ é unido, solícito. Se uniram por essa causa, e quem se afastou foi por ser um grupo muito de risco”, diz.

NAI sem atendimentos presenciais

O Núcleo de Atenção ao Idoso (NAI) permanece sem atendimentos presenciais, já que o foco do local é atender os 60+, que integram um dos principais grupos de risco da pandemia. Mesmo assim, os médicos estão tirando dúvidas por telefone, além de renovar receitas de medicação, assim como a utilização da telemedicina.

“Vamos apresentar um plano de retomada de trabalho e ver junto do Comitê do Covid-19 como podemos proceder, mas se voltarmos será com inúmeras restrições. Preferimos que os idosos vão até o NAI do que ao hospital, por exemplo”, acrescenta.

OgeriatraSérgio Monteiroatua no NAI, e explica que as consultas de rotina permanecem suspensas, assim como Andressa citou.

“Estamos seguindo as orientações da OMS. No NAI estou renovando receitas e pedindo para que um familiar vá até lá buscar, pois é o público que mais deve ficar em casa”, afirma.

As áreas mais afetadas

Quem mais ‘sentiu’ as diferenças geradas pela pandemia, por conta da diminuição de consultas, segundo a secretária, foram os anestesistas e dentistas, já que as cirurgias diminuíram e a odontologia, que tem um risco altíssimo de contaminação, também foram afetadas, focando principalmente nas urgências e emergências.

“No caso dos dentistas, os consultórios são desinfetados e só podem receber pacientes uma hora depois do anterior, devido ao aerossol gerado e a alta probabilidade de contaminação. O COE (Centro de Odontologia Especializada) só está focando em urgências e emergências (o tratamento de canal, por exemplo) e em um só período. É um novo formato de atendimento”, salienta.

Adiretora de Saúde Bucal do COE,Priscila Teixeira, acrescenta que estão seguindo a determinação do Departamento de Saúde Bucal do Estado, atendendo atualmente urgências em todos os postos de saúde da cidade (a maioria nos dois períodos) e no COE somente das 7h às 13h.

“As urgências aumentaram bastante, nos primeiros dias eram 10, 15 atualmente passa de 30 por dia, isso digo somente no COE”, comenta. Priscila diz que as principais mudanças que sentiram foram em relação ao uso das EPIs, utilizando macacão, máscara N95, face shield.

“Os dentistas não trabalham nas urgências em quatro mãos (quando o técnico auxilia diretamente), procuramos atender somente o odontólogo na sala. O atendimento odontológico gera muito aerossol, que sai direto da boca do paciente, então quanto menos pessoas próximas melhor, em alguns casos há necessidade de trabalharmos a quatro mãos, mas é mais difícil”, explica.

A diretora aproveita para lembrar que a odontologia é a área mais propensa a se contaminar, já que os profissionais precisam examinar a boca do paciente, trabalhando diretamente em contato com a saliva e ainda gerando aerossol no ambiente, rosto e pescoço do dentista.

“O estresse é grande entre os profissionais nesse momento, mas temos todos os equipamentos de proteção e foi a profissão que escolhemos, diante de pandemia ou não, temos que estar ali sempre prontos. Não tivemos nenhum caso de dentista que se contaminou durante o atendimento na rede até agora. Estamos tomando todos os cuidados possíveis”, completa.

Diminuição na procura

Asecretária de Saúde,Andressa Hadad, cita que o momento de pandemia fez com que os profissionais que atuam na área precisassem se reinventar, principalmente aqueles que precisaram atender aos pacientes sem a presença física deles.

“É difícil, mas conseguimos. A telemedicina realmente foi essencial, mas houve casos em que tivemos que atender de forma presencial, como um paciente hipertenso que ‘descompensou’. Era uma consulta eletiva, mas precisou ser atendido. Nada será como antes, estamos analisando as estruturas das unidades, todos se protegendo, mas não paramos totalmente, pois as doenças continuam”, pontua.

Ela cita que o Hospital Municipal Ruth Cardoso ‘segue lotado sempre, com internações e casos graves, mas a recepção sem lotação’, mas os Prontos Atendimentos dos bairros Nações e Barra tiveram redução de procura, ‘já que as pessoas têm medo de se expor’.

“As pessoas estão entendendo que só devem procurar atendimento médico se necessário”, afirma.

Porém, em casos urgentes, como uma queda, pulso ou tornozelo quebrados, as cirurgias e consultas serão feitas. Há a preocupação com agendamento para não expor tanto o paciente quanto o médico, já que, segundo a secretária, na hora de entubar o paciente acontece ‘uma eliminação gigantesca de aerossol’, além da imunidade do paciente, que também sofre redução.

Avaliação da Fila de Espera e retorno das consultas

A prefeitura está passando por um problema com o sistema online para acompanhar a Fila de Espera das consultas eletivas, mas isso deve ser resolvido em breve.

“Estamos analisando a fila, estamos muito preocupados com a retomada das consultas. Queremos que os pacientes tenham certeza que serão atendidos, e se houver alguma emergência podem ir até as unidades básicas de saúde ou ligar para a secretaria”, diz.

Andressa aproveita para acrescentar que há planos de fazerem mutirões em todas as especialidades assim que a situação da pandemia se regularize, tanto aos finais de semana como também com horário estendido.

“Também estamos cogitando procurar empresas para nos apoiarem”, completa.


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