Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
“Libera Marieta” reivindica acompanhante nos partos do hospital

Terça, 2/6/2020 11:15.
Ellen Mendes/ Ver Nascer

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Acontece nesta terça-feira (2) uma reunião entre a diretoria do Hospital Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, com a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para discutir a proibição de acompanhantes na maternidade do hospital, que vem sendo alvo de questionamentos. O movimento #LiberaMarieta vem ganhando força nas redes sociais (@liberamarieta), cobrando que o hospital é o único da região que não está permitindo acompanhantes durante o parto.

Em prevenção ao Coronavírus, o Hospital Marieta Konder Bornhausen decidiu ainda no final de março proibir acompanhantes (qualquer pessoa fora a equipe médica) durante o parto. Em nota divulgada na ocasião, a diretoria destacou que no ambiente ficavam até quatro parturientes e qualquer acompanhante com o vírus (assintomáticos, por exemplo) poderia contaminar as mães, recém-nascidos, equipe médica e de enfermagem. Na época, outras maternidades da região adotaram a mesma postura, mas isso mudou com o passar do tempo. Agora em junho, somente o Marieta segue com a proibição.

O movimento #LiberaMarieta destaca que toda pesquisa científica recomenda por unanimidade que as mulheres tenham apoio durante todo o trabalho de parto, lembrando que o não cumprimento deste preceito legal tira das mulheres a possibilidade de se sentirem acolhidas e seguras e nega aos pais a oportunidade única de verem o nascimento de seus filhos. “Experiências pessoais e estudos científicos comprovam a importância do momento do nascimento para a criação do vínculo com os filhos e como essa é uma ocasião especial. Está na hora de olharmos por quem gera e cuida. Precisamos garantir a vontade, o bem estar e a segurança das mulheres, para que tragam seus bebês ao mundo da melhor forma possível”, completa a nota.

A Defensoria Pública, que acompanhará a reunião, se posicionou sobre a situação, lembrando que o acompanhamento da gestante é ‘uma conquista histórica’ e que não pode ser ‘unilateralmente revogada’ por conta da pandemia, acrescentando que o ato de impedir a mulher de ter acompanhante no momento do parto pode configurar situação de violência obstétrica.

A assessoria do Hospital Marieta foi procurada e confirmou que a reunião será com a diretoria do hospital e acontece nesta terça-feira, e se compromete e atualizar as informações assim que possível.


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Página 3
Ellen Mendes/ Ver Nascer

“Libera Marieta” reivindica acompanhante nos partos do hospital

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Terça, 2/6/2020 11:15.

Acontece nesta terça-feira (2) uma reunião entre a diretoria do Hospital Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, com a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para discutir a proibição de acompanhantes na maternidade do hospital, que vem sendo alvo de questionamentos. O movimento #LiberaMarieta vem ganhando força nas redes sociais (@liberamarieta), cobrando que o hospital é o único da região que não está permitindo acompanhantes durante o parto.

Em prevenção ao Coronavírus, o Hospital Marieta Konder Bornhausen decidiu ainda no final de março proibir acompanhantes (qualquer pessoa fora a equipe médica) durante o parto. Em nota divulgada na ocasião, a diretoria destacou que no ambiente ficavam até quatro parturientes e qualquer acompanhante com o vírus (assintomáticos, por exemplo) poderia contaminar as mães, recém-nascidos, equipe médica e de enfermagem. Na época, outras maternidades da região adotaram a mesma postura, mas isso mudou com o passar do tempo. Agora em junho, somente o Marieta segue com a proibição.

O movimento #LiberaMarieta destaca que toda pesquisa científica recomenda por unanimidade que as mulheres tenham apoio durante todo o trabalho de parto, lembrando que o não cumprimento deste preceito legal tira das mulheres a possibilidade de se sentirem acolhidas e seguras e nega aos pais a oportunidade única de verem o nascimento de seus filhos. “Experiências pessoais e estudos científicos comprovam a importância do momento do nascimento para a criação do vínculo com os filhos e como essa é uma ocasião especial. Está na hora de olharmos por quem gera e cuida. Precisamos garantir a vontade, o bem estar e a segurança das mulheres, para que tragam seus bebês ao mundo da melhor forma possível”, completa a nota.

A Defensoria Pública, que acompanhará a reunião, se posicionou sobre a situação, lembrando que o acompanhamento da gestante é ‘uma conquista histórica’ e que não pode ser ‘unilateralmente revogada’ por conta da pandemia, acrescentando que o ato de impedir a mulher de ter acompanhante no momento do parto pode configurar situação de violência obstétrica.

A assessoria do Hospital Marieta foi procurada e confirmou que a reunião será com a diretoria do hospital e acontece nesta terça-feira, e se compromete e atualizar as informações assim que possível.


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