Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
PM e Guarda Municipal reiteram a importância da população ficar em casa

“Egoístas, não deveriam ficar passeando na praia”, diz o comandante da GM

Sexta, 3/4/2020 15:27.
Divulgação
O comandante Coutinho.

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O comando da 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Balneário Camboriú emitiu nota na noite de quinta-feira (2) falando sobre a importância da população ficar em casa, ausentando-se somente se for realmente necessário. O texto pede que o público evite sair para caminhar, correr ou andar de bicicleta. O Página 3 também conversou com o Comandante da Guarda Municipal da cidade, Antônio Afonso Coutinho Neto, que concorda com a PM, enaltecendo que o período é de quarentena e o quanto as pessoas que não estão respeitando isso estão se expondo e consequentemente atrapalhando o serviço das forças de segurança.

130 guardas nas ruas de Balneário

A reportagem é questionada com frequência sobre as abordagens contra as pessoas que estão na rua sem necessidade, e o comandante da GM afirma que seguem o decreto municipal e estadual, citando as barreiras de trânsito – cinco durante o dia e quatro à noite (24h), e que a falta de efetivo prejudica a abordagem em sua totalidade.

São cerca de 130 guardas municipais em serviço, divididos em escalas 24h/dia, incluindo os guardas ambientais e o Grupo de Operações Preventivas (GOPE), que também estão auxiliando nas barreiras.

Cerca de 10 guardas foram afastados por 14 dias, por estarem gripados e o Comando optou por ‘baixá-los’, além de GMs femininas que são gestantes, pertencendo ao grupo de risco, não podendo então trabalharem neste momento.

“Não temos como abraçar tudo, também estamos atendendo ocorrências criminais. Nosso foco principal não é somente as pessoas nas ruas, algumas estão indo no mercado, farmácias... mas priorizamos a abordagem de quem está na faixa de areia, nesse sentido de passeio. Isso nos prejudica muito”, diz. Coutinho aproveita para lembrar que quem for abordado e optar por permanecer na rua sem necessidade, pode ser conduzido à delegacia por desobediência.

“Seria um risco maior os guardas ficarem em hotéis”

Os guardas municipais, segundo Coutinho, ainda não foram testados para o COVID-19 – eles estão aguardando a aquisição dos testes por parte da prefeitura, mas o comandante já avalia que é difícil que haja uma quantidade para testar a cada fim de turno, por exemplo.

“Os guardas foram orientados de como proceder nas barreiras, evitar pegar documentos, só ver, além de evitar encostar nos carros. Estão utilizando máscaras também. Os uniformes e calçados tiram antes de entrar em casa, são higienizados com frequência. Eles não estão ficando em hotéis, quem está fazendo isso é o pessoal da Saúde. Os GMs também podem se contaminar nas barreiras, mas não estão tratando os doentes, como os médicos e enfermeiros. É um ambiente de exposição, não precisamos colocar os guardas lá, seria um risco maior”, explica.

“O grande problema é as pessoas que ficam passeando”

Coutinho lembra que os GMs, assim como bombeiros e policiais militares e civis não têm escolha e precisam sair todos os dias para trabalharem nas ruas. No caso dos guardas, na maior parte do tempo eles estão nas barreiras que foram montadas nas entradas de Balneário Camboriú, com o objetivo de coibir a entrada de veículos de regiões mais contaminadas pelo vírus, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e sul de Santa Catarina.

“Estamos nos expondo para tentar fazer essa epidemia não ganhar força e cessar principalmente em nossa cidade. O grande problema não é as pessoas que estão indo trabalhar, que são dos serviços essenciais, e sim pessoas que ficam transitando, estão entediadas de ficar em casa e saem para passear, isso inclusive de outras cidades. As nossas praias estão interditadas e mesmo assim pessoas de outras cidades estão vindo para ali passear, expondo a todos de um jeito desnecessário”.

"Egoístas, não deveriam estar na praia e nem na ciclofaixa"

Coutinho opina que essas pessoas são ‘egoístas’, e que ‘não pensam no coletivo’, ele diz que compreende que o momento é de estresse, que as pessoas ‘não sabem mais o que fazer dentro de casa’, mas que ainda assim é preciso colaborar – ‘e é isso que está faltando’. Ele conta que percebe nas barreiras inclusiva que estão vindo pessoas de fora exatamente para ver ‘a cidade vazia, as barreiras, a praia’.

“Recebemos reclamações de pessoas frequentando as praias, dizendo que há gente na ciclofaixa, mas também não deveriam estar ali. Não podemos permitir que elas fiquem na faixa de areia, isso acaba estimulando as pessoas. Elas podem não ter contato próximo umas com as outras, mas quanto mais gente, mais estímulo será para quem está em casa, que vão pensar ‘vou sair também’. Na ciclofaixa também é perigoso, porque no momento em que as pessoas passam umas pelas outras pode acontecer uma transmissão do vírus. É algo egoísta, as pessoas não conseguem entender que elas precisam ficar em casa, aqueles que estão indo passear, e não são poucos, são muitos. Isso atrapalha nas barreiras, atrasa quem precisa ir trabalhar. É uma reação em cadeia que acaba dificultando para quem realmente necessita estar fora de casa”.

É desgastante para todos”

O comandante lembra que para os agentes da segurança também está sendo um momento inédito e que por isso gostariam de contar com um apoio maior da comunidade.

“É desgastante para todos. As pessoas estão estressadas, irritadas, mas deveriam entender melhor a situação, e algumas fazem questão de não entender. Os guardas estão 24h nas ruas, entendem a importância e é por isso que pedimos a colaboração no sentido de não sair de casa, fiquem em casa o maior tempo possível, a cada dia que você não sai é uma forma a menos de contágio. Aquela mensagem das redes ‘fique em casa por mim’ é muito verdadeira, porque estamos fazendo o trabalho nas ruas pelas pessoas. É exaustivo e pode ir por água abaixo se as pessoas não colaboram. O carro que não precisava estar na rua e está pode contaminar alguém e também ser contaminado. É um quarto de UTI que pode ser ocupado, e se ele estivesse em casa não aconteceria. É um momento que precisa ser de empatia, é o maior momento disso que já enfrentamos, nunca havíamos precisado tanto nos colocar na posição de outra pessoa. Todos precisamos nos cuidar, não venham ver como está sendo feito o trabalho de Balneário Camboriú, é o poder público que fiscaliza”.

Confira a nota da Polícia Militar na íntegra

A Polícia Militar, através do 12° BPM, vem a público alertar a população da permanência do estado de quarentena em Balneário Camboriú e no Estado. A quarentena é necessária para conter a epidemia pelo COVID19. Faça a sua parte, FIQUE EM CASA!

Ausente-se de sua casa somente se for realmente necessário. Evite sair para caminhar, correr ou andar de bicicleta. Este ato inicialmente pode até parecer inofensivo, entretanto, acaba estimulando outras pessoas a agirem da mesma forma, resultando na circulação de muitas pessoas e, consequentemente aumentando o risco de contágio.

A Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e a Guarda Municipal têm fiscalizado e atuado diuturnamente para o cumprimento dessas medidas legais. Até hoje, poucas atividades foram flexibilizadas mediante rigorosas condições para o funcionamento: postos de combustíveis, mercados, bancos, lotéricas e construção civil. Faça a sua parte, evite sair de casa!


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Página 3
Divulgação
O comandante Coutinho.
O comandante Coutinho.

PM e Guarda Municipal reiteram a importância da população ficar em casa

“Egoístas, não deveriam ficar passeando na praia”, diz o comandante da GM

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Sexta, 3/4/2020 15:27.

O comando da 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Balneário Camboriú emitiu nota na noite de quinta-feira (2) falando sobre a importância da população ficar em casa, ausentando-se somente se for realmente necessário. O texto pede que o público evite sair para caminhar, correr ou andar de bicicleta. O Página 3 também conversou com o Comandante da Guarda Municipal da cidade, Antônio Afonso Coutinho Neto, que concorda com a PM, enaltecendo que o período é de quarentena e o quanto as pessoas que não estão respeitando isso estão se expondo e consequentemente atrapalhando o serviço das forças de segurança.

130 guardas nas ruas de Balneário

A reportagem é questionada com frequência sobre as abordagens contra as pessoas que estão na rua sem necessidade, e o comandante da GM afirma que seguem o decreto municipal e estadual, citando as barreiras de trânsito – cinco durante o dia e quatro à noite (24h), e que a falta de efetivo prejudica a abordagem em sua totalidade.

São cerca de 130 guardas municipais em serviço, divididos em escalas 24h/dia, incluindo os guardas ambientais e o Grupo de Operações Preventivas (GOPE), que também estão auxiliando nas barreiras.

Cerca de 10 guardas foram afastados por 14 dias, por estarem gripados e o Comando optou por ‘baixá-los’, além de GMs femininas que são gestantes, pertencendo ao grupo de risco, não podendo então trabalharem neste momento.

“Não temos como abraçar tudo, também estamos atendendo ocorrências criminais. Nosso foco principal não é somente as pessoas nas ruas, algumas estão indo no mercado, farmácias... mas priorizamos a abordagem de quem está na faixa de areia, nesse sentido de passeio. Isso nos prejudica muito”, diz. Coutinho aproveita para lembrar que quem for abordado e optar por permanecer na rua sem necessidade, pode ser conduzido à delegacia por desobediência.

“Seria um risco maior os guardas ficarem em hotéis”

Os guardas municipais, segundo Coutinho, ainda não foram testados para o COVID-19 – eles estão aguardando a aquisição dos testes por parte da prefeitura, mas o comandante já avalia que é difícil que haja uma quantidade para testar a cada fim de turno, por exemplo.

“Os guardas foram orientados de como proceder nas barreiras, evitar pegar documentos, só ver, além de evitar encostar nos carros. Estão utilizando máscaras também. Os uniformes e calçados tiram antes de entrar em casa, são higienizados com frequência. Eles não estão ficando em hotéis, quem está fazendo isso é o pessoal da Saúde. Os GMs também podem se contaminar nas barreiras, mas não estão tratando os doentes, como os médicos e enfermeiros. É um ambiente de exposição, não precisamos colocar os guardas lá, seria um risco maior”, explica.

“O grande problema é as pessoas que ficam passeando”

Coutinho lembra que os GMs, assim como bombeiros e policiais militares e civis não têm escolha e precisam sair todos os dias para trabalharem nas ruas. No caso dos guardas, na maior parte do tempo eles estão nas barreiras que foram montadas nas entradas de Balneário Camboriú, com o objetivo de coibir a entrada de veículos de regiões mais contaminadas pelo vírus, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e sul de Santa Catarina.

“Estamos nos expondo para tentar fazer essa epidemia não ganhar força e cessar principalmente em nossa cidade. O grande problema não é as pessoas que estão indo trabalhar, que são dos serviços essenciais, e sim pessoas que ficam transitando, estão entediadas de ficar em casa e saem para passear, isso inclusive de outras cidades. As nossas praias estão interditadas e mesmo assim pessoas de outras cidades estão vindo para ali passear, expondo a todos de um jeito desnecessário”.

"Egoístas, não deveriam estar na praia e nem na ciclofaixa"

Coutinho opina que essas pessoas são ‘egoístas’, e que ‘não pensam no coletivo’, ele diz que compreende que o momento é de estresse, que as pessoas ‘não sabem mais o que fazer dentro de casa’, mas que ainda assim é preciso colaborar – ‘e é isso que está faltando’. Ele conta que percebe nas barreiras inclusiva que estão vindo pessoas de fora exatamente para ver ‘a cidade vazia, as barreiras, a praia’.

“Recebemos reclamações de pessoas frequentando as praias, dizendo que há gente na ciclofaixa, mas também não deveriam estar ali. Não podemos permitir que elas fiquem na faixa de areia, isso acaba estimulando as pessoas. Elas podem não ter contato próximo umas com as outras, mas quanto mais gente, mais estímulo será para quem está em casa, que vão pensar ‘vou sair também’. Na ciclofaixa também é perigoso, porque no momento em que as pessoas passam umas pelas outras pode acontecer uma transmissão do vírus. É algo egoísta, as pessoas não conseguem entender que elas precisam ficar em casa, aqueles que estão indo passear, e não são poucos, são muitos. Isso atrapalha nas barreiras, atrasa quem precisa ir trabalhar. É uma reação em cadeia que acaba dificultando para quem realmente necessita estar fora de casa”.

É desgastante para todos”

O comandante lembra que para os agentes da segurança também está sendo um momento inédito e que por isso gostariam de contar com um apoio maior da comunidade.

“É desgastante para todos. As pessoas estão estressadas, irritadas, mas deveriam entender melhor a situação, e algumas fazem questão de não entender. Os guardas estão 24h nas ruas, entendem a importância e é por isso que pedimos a colaboração no sentido de não sair de casa, fiquem em casa o maior tempo possível, a cada dia que você não sai é uma forma a menos de contágio. Aquela mensagem das redes ‘fique em casa por mim’ é muito verdadeira, porque estamos fazendo o trabalho nas ruas pelas pessoas. É exaustivo e pode ir por água abaixo se as pessoas não colaboram. O carro que não precisava estar na rua e está pode contaminar alguém e também ser contaminado. É um quarto de UTI que pode ser ocupado, e se ele estivesse em casa não aconteceria. É um momento que precisa ser de empatia, é o maior momento disso que já enfrentamos, nunca havíamos precisado tanto nos colocar na posição de outra pessoa. Todos precisamos nos cuidar, não venham ver como está sendo feito o trabalho de Balneário Camboriú, é o poder público que fiscaliza”.

Confira a nota da Polícia Militar na íntegra

A Polícia Militar, através do 12° BPM, vem a público alertar a população da permanência do estado de quarentena em Balneário Camboriú e no Estado. A quarentena é necessária para conter a epidemia pelo COVID19. Faça a sua parte, FIQUE EM CASA!

Ausente-se de sua casa somente se for realmente necessário. Evite sair para caminhar, correr ou andar de bicicleta. Este ato inicialmente pode até parecer inofensivo, entretanto, acaba estimulando outras pessoas a agirem da mesma forma, resultando na circulação de muitas pessoas e, consequentemente aumentando o risco de contágio.

A Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e a Guarda Municipal têm fiscalizado e atuado diuturnamente para o cumprimento dessas medidas legais. Até hoje, poucas atividades foram flexibilizadas mediante rigorosas condições para o funcionamento: postos de combustíveis, mercados, bancos, lotéricas e construção civil. Faça a sua parte, evite sair de casa!


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