Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Governo do Estado entregou 72 novos leitos de UTI, nenhum deles para Balneário Camboriú

Na segunda-feira (27), o governador Carlos Moisés anunciou a entrega de 72 novos leitos de UTI, para Florianópolis, Chapecó, Lages e Tubarão

Quarta, 29/4/2020 15:30.
Divulgação/PMBC
Centro da Covid-19 ganhou mais 10 UTIs

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No mesmo dia, segunda-feira (27), o prefeito Fabrício Oliveira anunciou a instalação de 10 novas vagas de UTI para atender pacientes de coronavírus, no Centro de Tratamento da Covid-19. Tudo com dinheiro do município.

Cada leito completo (respirador, monitor e cama) custou R$ 165 mil, portanto o prefeito investiu R$ 1,65 milhão para aumentar a capacidade do Centro de Tratamento da Covid-19 para 20 leitos. O Centro começou a funcionar em março com cinco leitos e no dia 20 daquele mês ganhou mais cinco.

“Com esta nova quisição, a capacidade total é de 20 leitos de UTI com respiradores e todos os equipamentos necessários, tudo com investimento do município”, disse o prefeito.

Ele destacou que Balneário Camboriú tem condições de abrir mais 12 leitos de UTI e informou isso ao governo do Estado. No mesmo ofício informou que precisa de ajuda para emprestar ou comprar alguns dos equipamentos que faltam para estes novos leitos de UTI. Mas até o momento não recebeu nenhuma resposta, nem do governador e nem do secretário de Saúde de Santa Catarina.

“Esse movimento de falar em hospital de campanha para enfrentamento da crise é equivocado. Nós oferecemos a possibilidade de compor mais 12 leitos de UTI e não houve retorno nenhum até o momento”, disse o prefeito.

“O governador não dialoga, não conversa com Balneário Camboriú. Estamos fazendo o que podemos e o precisamos fazer”, acrescentou.

E nós governador?

Inconformado com a entrega de 72 novos leitos para outros municípios, o vereador Marcelo Achutti voltou a cobrar do governador Carlos Moisés ajuda para Balneário Camboriú.

Vereador cobra ajuda do governador Moisés (Foto Divulgação)

“E Balneário Camboriú? Quando será beneficiada governador? Já que o Hospital Municipal Ruth Cardoso atende toda a região”, questionou o vereador nas redes sociais.

A cobrança ao governo do Estado vem desde 2015.

“Naquele ano fizemos uma audiência pública na Câmara de Vereadores e conseguimos trazer todos os prefeitos da nossa região, para debater a importância do hospital Ruth Cardoso. Todos reconheceram a importância do hospital, mas infelizmente quando se fala em ajuda de custeio, nenhum colaborou com o Ruth”, comentou Achutti.

Outras audiências públicas foram feitas. Moções de repúdio foram enviadas ao governo do Estado, por vários vereadores.

“Cobramos do então governador Eduardo Pinho Moreira. Agora estamos tentamos com o governador Carlos Moisés, sensibilizar o governo do Estado sobre a importância do nosso Ruth Cardoso, que atende toda região, mas é mantido integralmente por Balneário Camboriú”, segue o vereador.

Achutti acredita que há interferência da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri). Há alguns dias ele vem sugerindo que Balneário Camboriú peça seu desligamento da associação e na sessão legislativa desta terça-feira (28) ele voltou a falar no assunto.

“Sempre digo que a Amfri tem um papel importantíssimo, se deixar a política e os apadrinhamentos políticos de lado e discutir a saúde pública, segurança e os demais problemas de uma forma regional. O município repassa cerca de R$ 156 mil mensais e mostrei na tribuna da Câmara que a Amfri está gastando mais de R$ 130 mil mensais com folha de pagamento, demonstrei que a Amfri além de altos salários de alguns diretores ainda paga diárias para funcionários irem a Florianópolis. Infelizmente é desta forma que o governo do Estado tem tratado Balneário Camboriú e nós temos que reagir”, afirmou.

Como fazer?

“Os 11 municípios tem que deixar as questões políticas e começar a discutir de forma regional a nossa saúde, principalmente nesse período de pandemia. O hospital de campanha abortou em Itajaí, por causa do alto valor, foi questionado pelo Tribunal de Contas, pelo Tribunal de Justiça, e o que aconteceu? O governo do Estado está credenciando novos leitos e para Balneário Camboriú ajuda zero, não tem ajuda de custo, não tem ajudado em relação às ações que o município está fazendo nessa pandemia. Temos que nos desligar imediatamente da Amfri, fazer essas discussões, de forma regional, o prefeito de Balneário Camboriú tem que assumir a liderança, minha preocupação é se continuar aumentando o número de infectados, vamos ter problemas gravíssimos nos próximos dias. Então a única forma que vejo é fazer o enfrentamento político, a classe política, a classe empresarial, as entidades de classe, devemos nos unir e cobrar do governo do Estado uma ação efetiva em relação ao hospital Ruth Cardoso”, concluiu.


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Página 3
Divulgação/PMBC
Centro da Covid-19 ganhou mais 10 UTIs
Centro da Covid-19 ganhou mais 10 UTIs

Governo do Estado entregou 72 novos leitos de UTI, nenhum deles para Balneário Camboriú

Na segunda-feira (27), o governador Carlos Moisés anunciou a entrega de 72 novos leitos de UTI, para Florianópolis, Chapecó, Lages e Tubarão

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Quarta, 29/4/2020 15:30.

No mesmo dia, segunda-feira (27), o prefeito Fabrício Oliveira anunciou a instalação de 10 novas vagas de UTI para atender pacientes de coronavírus, no Centro de Tratamento da Covid-19. Tudo com dinheiro do município.

Cada leito completo (respirador, monitor e cama) custou R$ 165 mil, portanto o prefeito investiu R$ 1,65 milhão para aumentar a capacidade do Centro de Tratamento da Covid-19 para 20 leitos. O Centro começou a funcionar em março com cinco leitos e no dia 20 daquele mês ganhou mais cinco.

“Com esta nova quisição, a capacidade total é de 20 leitos de UTI com respiradores e todos os equipamentos necessários, tudo com investimento do município”, disse o prefeito.

Ele destacou que Balneário Camboriú tem condições de abrir mais 12 leitos de UTI e informou isso ao governo do Estado. No mesmo ofício informou que precisa de ajuda para emprestar ou comprar alguns dos equipamentos que faltam para estes novos leitos de UTI. Mas até o momento não recebeu nenhuma resposta, nem do governador e nem do secretário de Saúde de Santa Catarina.

“Esse movimento de falar em hospital de campanha para enfrentamento da crise é equivocado. Nós oferecemos a possibilidade de compor mais 12 leitos de UTI e não houve retorno nenhum até o momento”, disse o prefeito.

“O governador não dialoga, não conversa com Balneário Camboriú. Estamos fazendo o que podemos e o precisamos fazer”, acrescentou.

E nós governador?

Inconformado com a entrega de 72 novos leitos para outros municípios, o vereador Marcelo Achutti voltou a cobrar do governador Carlos Moisés ajuda para Balneário Camboriú.

Vereador cobra ajuda do governador Moisés (Foto Divulgação)

“E Balneário Camboriú? Quando será beneficiada governador? Já que o Hospital Municipal Ruth Cardoso atende toda a região”, questionou o vereador nas redes sociais.

A cobrança ao governo do Estado vem desde 2015.

“Naquele ano fizemos uma audiência pública na Câmara de Vereadores e conseguimos trazer todos os prefeitos da nossa região, para debater a importância do hospital Ruth Cardoso. Todos reconheceram a importância do hospital, mas infelizmente quando se fala em ajuda de custeio, nenhum colaborou com o Ruth”, comentou Achutti.

Outras audiências públicas foram feitas. Moções de repúdio foram enviadas ao governo do Estado, por vários vereadores.

“Cobramos do então governador Eduardo Pinho Moreira. Agora estamos tentamos com o governador Carlos Moisés, sensibilizar o governo do Estado sobre a importância do nosso Ruth Cardoso, que atende toda região, mas é mantido integralmente por Balneário Camboriú”, segue o vereador.

Achutti acredita que há interferência da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri). Há alguns dias ele vem sugerindo que Balneário Camboriú peça seu desligamento da associação e na sessão legislativa desta terça-feira (28) ele voltou a falar no assunto.

“Sempre digo que a Amfri tem um papel importantíssimo, se deixar a política e os apadrinhamentos políticos de lado e discutir a saúde pública, segurança e os demais problemas de uma forma regional. O município repassa cerca de R$ 156 mil mensais e mostrei na tribuna da Câmara que a Amfri está gastando mais de R$ 130 mil mensais com folha de pagamento, demonstrei que a Amfri além de altos salários de alguns diretores ainda paga diárias para funcionários irem a Florianópolis. Infelizmente é desta forma que o governo do Estado tem tratado Balneário Camboriú e nós temos que reagir”, afirmou.

Como fazer?

“Os 11 municípios tem que deixar as questões políticas e começar a discutir de forma regional a nossa saúde, principalmente nesse período de pandemia. O hospital de campanha abortou em Itajaí, por causa do alto valor, foi questionado pelo Tribunal de Contas, pelo Tribunal de Justiça, e o que aconteceu? O governo do Estado está credenciando novos leitos e para Balneário Camboriú ajuda zero, não tem ajuda de custo, não tem ajudado em relação às ações que o município está fazendo nessa pandemia. Temos que nos desligar imediatamente da Amfri, fazer essas discussões, de forma regional, o prefeito de Balneário Camboriú tem que assumir a liderança, minha preocupação é se continuar aumentando o número de infectados, vamos ter problemas gravíssimos nos próximos dias. Então a única forma que vejo é fazer o enfrentamento político, a classe política, a classe empresarial, as entidades de classe, devemos nos unir e cobrar do governo do Estado uma ação efetiva em relação ao hospital Ruth Cardoso”, concluiu.


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