Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Governo antecipa campanha contra a dengue porque números aumentaram muito

Itapema, Camboriú, Porto Belo, Itajaí e Balneário Camboriú lideram casos autóctones no Estado: 1300

Sexta, 13/9/2019 10:29.

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Itapema, Camboriú, Porto Belo, Itajaí e Balneário Camboriú lideram casos autóctones no Estado: 1300

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (12) sua campanha de combate a dengue. Ela foi adiantada para setembro devido ao aumento no número de casos antes mesmo do período de chuvas e a chegada do verão.

Dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, causaram 650 mortes de 30 de dezembro de 2018 a 24 de agosto de 2019 e a região sul foi a que teve o maior aumento percentual de novos casos das três doenças.

Neste período foram registrados 1.439.471 casos de dengue diagnosticados no Brasil, o que significa 690,4 casos por 100 mil habitantes. Houveram 591 mortes.

Os casos de chikungunya passaram de 76.742 no ano passado para 110.627 em 2019, registrando uma taxa de 53,1 casos para cada 100 mil pessoas.

No período em questão foram anotados 9.813 e duas mortes causados por zika, um crescimento de 47,1% e uma taxa de incidência de 4,7 casos por 100 mil habitantes.

A nova campanha lançada esta semana quer conscientizar os gestores estaduais e municipais de saúde e toda a população sobre a importância de se organizar antes da chegada do período chuvoso no combate aos criadouros do mosquito.

Em Balneário Camboriú

A coordenadora do Programa de Combate a Dengue de Balneário Camboriú, Eliane Guedes Casatti acrescenta que a campanha quer estimular a população a fazer sua parte, destinando 10 minutos do dia para verificar seus pátios se há algum depósito com água e eliminá-lo.

Balneário Camboriú tem hoje 1142 focos e 57 casos autóctones de dengue.

“Agora começa a temporada de chuvas e a tendência é aumentar a quantidade de depósitos. Os agentes continuam com as visitas nos imóveis do município, eliminando os criadouros e orientando a população aos cuidados que se deve ter. Se cada um tirar 10 minutinhos do seu tempo para olhar para sua casa, evitamos a proliferação do mosquito e consequentemente a Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela”, reforçou Eliane.


Em SC

De acordo com o último boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC) divulgado esta semana, no período de 30 de dezembro de 2018 a 7 de setembro de 2019, foram notificados 6.530 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 1.805 (28%) foram confirmados (1.577 pelo critério laboratorial e 228 pelo clínico epidemiológico), 318 (5%) estão inconclusivos (classificação utilizada no SINAN para os casos que, após 60 dias da data de notificação, ainda não tiveram sua investigação encerrada), 4.254 (65%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 153 (2%) estão sob investigação pelos municípios.

Do total de casos confirmados até o momento, 1.606 são autóctones (transmissão dentro do estado), 138 casos são importados (transmissão fora do estado), 13 casos estão em investigação e 48 são indeterminados.

O município de Itapema apresenta o maior número de casos autóctones (696) no estado, com uma taxa de incidência de 1.100,4 casos por 100 mil/hab.

Além de Itapema, o município de Camboriú registrou 369 casos autóctones e incidência de 456,5 casos por 100 mil/hab., e o município de Porto Belo 108 casos autóctones com uma taxa de incidência de 518,4 casos por 100 mil/hab. Itajaí é o quarto com 70 casos e Balneário Camboriú aparece em quinto com 57 casos confirmados.


Transmissão

Os vírus são transmitidos pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, que necessita de sangue para que os ovos amadureçam. Os ovos do mosquito normalmente são depositados em paredes de objetos ou locais próximos à água parada, por isso é importante evitar acúmulos.

Para eliminar focos de reprodução do mosquito e, portanto, da doença, é recomendável lavar com escova e sabão pelo menos uma vez por semana os pratinhos de plantas em que não há areia e que tiveram acúmulo de água. Apenas jogar a água fora não basta. Evitar deixar garrafas, potes e baldes com água destampados. Garrafas sem uso devem ser guardadas de cabeça para baixo em locais cobertos. Caixas d’água precisam ser fechadas com tampa. Recolher qualquer objeto, até tampinhas minúsculas com acúmulo de água. Importante é nunca descartar lixo em terrenos baldios ou em locais onde não há coleta de lixo.

Basta dedicar alguns minutos do dia para se livrar do mosquito e da doença.


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Governo antecipa campanha contra a dengue porque números aumentaram muito

Itapema, Camboriú, Porto Belo, Itajaí e Balneário Camboriú lideram casos autóctones no Estado: 1300

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Sexta, 13/9/2019 10:29.

Itapema, Camboriú, Porto Belo, Itajaí e Balneário Camboriú lideram casos autóctones no Estado: 1300

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (12) sua campanha de combate a dengue. Ela foi adiantada para setembro devido ao aumento no número de casos antes mesmo do período de chuvas e a chegada do verão.

Dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, causaram 650 mortes de 30 de dezembro de 2018 a 24 de agosto de 2019 e a região sul foi a que teve o maior aumento percentual de novos casos das três doenças.

Neste período foram registrados 1.439.471 casos de dengue diagnosticados no Brasil, o que significa 690,4 casos por 100 mil habitantes. Houveram 591 mortes.

Os casos de chikungunya passaram de 76.742 no ano passado para 110.627 em 2019, registrando uma taxa de 53,1 casos para cada 100 mil pessoas.

No período em questão foram anotados 9.813 e duas mortes causados por zika, um crescimento de 47,1% e uma taxa de incidência de 4,7 casos por 100 mil habitantes.

A nova campanha lançada esta semana quer conscientizar os gestores estaduais e municipais de saúde e toda a população sobre a importância de se organizar antes da chegada do período chuvoso no combate aos criadouros do mosquito.

Em Balneário Camboriú

A coordenadora do Programa de Combate a Dengue de Balneário Camboriú, Eliane Guedes Casatti acrescenta que a campanha quer estimular a população a fazer sua parte, destinando 10 minutos do dia para verificar seus pátios se há algum depósito com água e eliminá-lo.

Balneário Camboriú tem hoje 1142 focos e 57 casos autóctones de dengue.

“Agora começa a temporada de chuvas e a tendência é aumentar a quantidade de depósitos. Os agentes continuam com as visitas nos imóveis do município, eliminando os criadouros e orientando a população aos cuidados que se deve ter. Se cada um tirar 10 minutinhos do seu tempo para olhar para sua casa, evitamos a proliferação do mosquito e consequentemente a Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela”, reforçou Eliane.


Em SC

De acordo com o último boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC) divulgado esta semana, no período de 30 de dezembro de 2018 a 7 de setembro de 2019, foram notificados 6.530 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 1.805 (28%) foram confirmados (1.577 pelo critério laboratorial e 228 pelo clínico epidemiológico), 318 (5%) estão inconclusivos (classificação utilizada no SINAN para os casos que, após 60 dias da data de notificação, ainda não tiveram sua investigação encerrada), 4.254 (65%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 153 (2%) estão sob investigação pelos municípios.

Do total de casos confirmados até o momento, 1.606 são autóctones (transmissão dentro do estado), 138 casos são importados (transmissão fora do estado), 13 casos estão em investigação e 48 são indeterminados.

O município de Itapema apresenta o maior número de casos autóctones (696) no estado, com uma taxa de incidência de 1.100,4 casos por 100 mil/hab.

Além de Itapema, o município de Camboriú registrou 369 casos autóctones e incidência de 456,5 casos por 100 mil/hab., e o município de Porto Belo 108 casos autóctones com uma taxa de incidência de 518,4 casos por 100 mil/hab. Itajaí é o quarto com 70 casos e Balneário Camboriú aparece em quinto com 57 casos confirmados.


Transmissão

Os vírus são transmitidos pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, que necessita de sangue para que os ovos amadureçam. Os ovos do mosquito normalmente são depositados em paredes de objetos ou locais próximos à água parada, por isso é importante evitar acúmulos.

Para eliminar focos de reprodução do mosquito e, portanto, da doença, é recomendável lavar com escova e sabão pelo menos uma vez por semana os pratinhos de plantas em que não há areia e que tiveram acúmulo de água. Apenas jogar a água fora não basta. Evitar deixar garrafas, potes e baldes com água destampados. Garrafas sem uso devem ser guardadas de cabeça para baixo em locais cobertos. Caixas d’água precisam ser fechadas com tampa. Recolher qualquer objeto, até tampinhas minúsculas com acúmulo de água. Importante é nunca descartar lixo em terrenos baldios ou em locais onde não há coleta de lixo.

Basta dedicar alguns minutos do dia para se livrar do mosquito e da doença.


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