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Duas em cada dez cidades apresentam alta infestação e estão sob risco de surtos de dengue
EBC.

Terça, 30/4/2019 11:40.

NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Duas em cada dez cidades brasileiras estão com alta infestação de Aedes aegypti, situação que as coloca sob maior risco de registrarem surtos de doenças como dengue, zika e chikungunya. Outras quatro em cada dez estão em patamar de alerta para um possível amento destas doenças neste ano.

Os dados são da mais recente edição do LirAa (Levantamento Rápido de Aedes aegypti), monitoramento realizado pelo Ministério da Saúde junto a municípios e que verifica o índice de infestação do mosquito em imóveis. O balanço foi feito entre janeiro e março deste ano. Ao todo, 5.214 municípios participaram do levantamento.

Deste total, 994 apresentaram alta infestação de Aedes, o que ocorre quando mais de 4% dos imóveis apresentam focos do mosquito -19% das cidades participantes. Tratam-se de cidades com alto risco de surtos ou que já apresentam aumento de casos de dengue, zika e chikungunya. Entre elas, está a capital de Mato Grosso, Cuiabá.

Outros 2.160 municípios, ou 41% do total, apresentaram índice de infestação que aponta alerta para um possível avanço destas doenças -entre 1% e 3,9%. Na contramão, 1.804 têm índices satisfatórios, com focos em menos de 1% dos imóveis.

Para o secretário de vigilância em saúde, Wanderson Oliveira, o resultado acompanha o aumento de casos de dengue registrado neste ano no país. Também indica a necessidade de aumentar ações de controle do mosquito transmissor para evitar novo avanço de casos ao longo do ano.

Balanço do Ministério da Saúde aponta que, desde janeiro até 13 de abril, foram registrados 451.685 casos de dengue, um aumento de 339% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 102.681 casos. O número de mortes também cresceu: passou de 66 para 123.

Apesar do aumento, Oliveira nega que o país esteja sob epidemia. Atualmente, a taxa de incidência de dengue é de 216 casos por 100 mil habitantes, parâmetro considerado moderado. O número também é menor em comparação ao registrado no mesmo período de 2016, último ano em que houve epidemia no país.

Oliveira reforça, no entanto, a necessidade de aumentar a vigilância em estados e municípios com maiores índices de infestação.

SITUAÇÃO NAS CAPITAIS

Além de Cuiabá, em situação de risco para surtos, 16 capitais apresentam cenário de alerta para o aumento de casos de dengue. São elas: Fortaleza, Porto Velho, Palmas, Salvador, Teresina, Recife, Belo Horizonte, Campo Grande, Vitória, São Luís, Belém, Macapá, Manaus, Maceió, Aracaju e Goiânia.

Em contrapartida, cinco estão com índice satisfatório: Boa Vista, João Pessoa, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

As cidades de Natal, Porto Alegre e Curitiba adotaram outro modelo para análise, o que dificulta a comparação. Já Florianópolis e Rio Branco não enviaram informações.

Dados do levantamento também apontam o armazenamento de água no nível do solo, como em tonéis e barris, como o principal tipo de criadouro de Aedes encontrado no país neste ano.

Em seguida, estão depósitos como vasos e recipientes com água e depósitos encontrados em lixo, como plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. 

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Duas em cada dez cidades apresentam alta infestação e estão sob risco de surtos de dengue

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Terça, 30/4/2019 11:40.

NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Duas em cada dez cidades brasileiras estão com alta infestação de Aedes aegypti, situação que as coloca sob maior risco de registrarem surtos de doenças como dengue, zika e chikungunya. Outras quatro em cada dez estão em patamar de alerta para um possível amento destas doenças neste ano.

Os dados são da mais recente edição do LirAa (Levantamento Rápido de Aedes aegypti), monitoramento realizado pelo Ministério da Saúde junto a municípios e que verifica o índice de infestação do mosquito em imóveis. O balanço foi feito entre janeiro e março deste ano. Ao todo, 5.214 municípios participaram do levantamento.

Deste total, 994 apresentaram alta infestação de Aedes, o que ocorre quando mais de 4% dos imóveis apresentam focos do mosquito -19% das cidades participantes. Tratam-se de cidades com alto risco de surtos ou que já apresentam aumento de casos de dengue, zika e chikungunya. Entre elas, está a capital de Mato Grosso, Cuiabá.

Outros 2.160 municípios, ou 41% do total, apresentaram índice de infestação que aponta alerta para um possível avanço destas doenças -entre 1% e 3,9%. Na contramão, 1.804 têm índices satisfatórios, com focos em menos de 1% dos imóveis.

Para o secretário de vigilância em saúde, Wanderson Oliveira, o resultado acompanha o aumento de casos de dengue registrado neste ano no país. Também indica a necessidade de aumentar ações de controle do mosquito transmissor para evitar novo avanço de casos ao longo do ano.

Balanço do Ministério da Saúde aponta que, desde janeiro até 13 de abril, foram registrados 451.685 casos de dengue, um aumento de 339% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 102.681 casos. O número de mortes também cresceu: passou de 66 para 123.

Apesar do aumento, Oliveira nega que o país esteja sob epidemia. Atualmente, a taxa de incidência de dengue é de 216 casos por 100 mil habitantes, parâmetro considerado moderado. O número também é menor em comparação ao registrado no mesmo período de 2016, último ano em que houve epidemia no país.

Oliveira reforça, no entanto, a necessidade de aumentar a vigilância em estados e municípios com maiores índices de infestação.

SITUAÇÃO NAS CAPITAIS

Além de Cuiabá, em situação de risco para surtos, 16 capitais apresentam cenário de alerta para o aumento de casos de dengue. São elas: Fortaleza, Porto Velho, Palmas, Salvador, Teresina, Recife, Belo Horizonte, Campo Grande, Vitória, São Luís, Belém, Macapá, Manaus, Maceió, Aracaju e Goiânia.

Em contrapartida, cinco estão com índice satisfatório: Boa Vista, João Pessoa, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

As cidades de Natal, Porto Alegre e Curitiba adotaram outro modelo para análise, o que dificulta a comparação. Já Florianópolis e Rio Branco não enviaram informações.

Dados do levantamento também apontam o armazenamento de água no nível do solo, como em tonéis e barris, como o principal tipo de criadouro de Aedes encontrado no país neste ano.

Em seguida, estão depósitos como vasos e recipientes com água e depósitos encontrados em lixo, como plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. 

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