Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Litoral é campeão em casos autóctones de dengue em Santa Catarina

Apesar do alerta, população parece não dar importância

Quarta, 17/4/2019 12:12.
Reprodução
Se você encontrar um desses, mate.

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Enquanto o frio não chega, o Aedes aegypti, continua proliferando em todo o país e em Santa Catarina, as cidades litorâneas lideram o número de casos autóctones (que contraíram a doença na cidade em que moram). As cidades vizinhas, Itapema com 44 casos e Camboriú com 32, segundo o último boletim divulgação pela Dive/SC no início deste mês, são as campeãs estaduais destes casos. Itajaí aparece com 5 casos autóctones e Balneário Camboriú com três.

Estas quatro cidades junto com outras 78 são consideradas infestadas pelo mosquito.

O responsável pelo programa de Combate a Dengue em Balneário Camboriú, Rafael Neiss da Silva não esconde sua preocupação com o atual cenário.

“A situação está bastante complicada pela quantidade de focos. Até segunda-feira (15) tínhamos 730 focos, ano passado nesse período eram 620. Então houve aumento, seguindo a tendência do resto do país. Já tivemos três casos autóctones e toda semana estão aparecendo pessoas com dengue, mas não da mesma região”, disse.

Esta semana, a equipe fez aplicação na Rua 2400, onde foi constatado um paciente positivo, portanto bem longe dos outros três autóctones recentes, que eram moradores do Bairro São Judas.

“Além disso temos preocupação com nossos vizinhos, Itapema e Camboriú. O risco está aí, mas as pessoas não estão se dando conta disso”, lamenta Rafael.

O foco do programa é combater os criadouros. Há poucos dias realizou um mutirão no São Judas. Todos os sábados tem uma equipe nas ruas, tentando chegar nas casas que não consegue visitar durante a semana, para eliminar o máximo de criadouros.

“Colocamos cinco outdoor na cidade alertando o risco, estamos trabalhando com todo empenho, mas infelizmente a população não está entendendo o risco que estamos correndo”, afirmou.

Febre Amarela

Além da dengue, o Aedes aegypti também transmite a febre amarela. Portanto é um risco duplo, alertou o responsável pelo programa de combate, já que Santa Catarina registrou duas mortes por febre amarela: um jovem em Joinville e um macaco em Garuva.

“A possibilidade de começar um ciclo de transmissão de febre amarela, ou silvestre ou urbana, é real. Houve um alerta para a importância da vacina, foi registrado um aumento na procura, mas não o esperado e é importante lembrar é possível segurar a febre amarela com a vacina, mas a dengue não”, disse Rafael.

Dive/SC

De acordo com o último boletim da Dive/SC, com números do dia 30 de dezembro de 2018 até 6 de abril de 2019, o Estado tem 11,8 mil focos do mosquito Aedes Aegypti em 167 municípios. No mesmo período do ano passado, foram observados 7,6 mil focos em 135 cidades. Até o momento, 82 municípios são considerados infestados pelo mosquito, incluindo as principais cidades do Estado como Florianópolis e Joinville.


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Litoral é campeão em casos autóctones de dengue em Santa Catarina

Apesar do alerta, população parece não dar importância

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Quarta, 17/4/2019 12:12.

Enquanto o frio não chega, o Aedes aegypti, continua proliferando em todo o país e em Santa Catarina, as cidades litorâneas lideram o número de casos autóctones (que contraíram a doença na cidade em que moram). As cidades vizinhas, Itapema com 44 casos e Camboriú com 32, segundo o último boletim divulgação pela Dive/SC no início deste mês, são as campeãs estaduais destes casos. Itajaí aparece com 5 casos autóctones e Balneário Camboriú com três.

Estas quatro cidades junto com outras 78 são consideradas infestadas pelo mosquito.

O responsável pelo programa de Combate a Dengue em Balneário Camboriú, Rafael Neiss da Silva não esconde sua preocupação com o atual cenário.

“A situação está bastante complicada pela quantidade de focos. Até segunda-feira (15) tínhamos 730 focos, ano passado nesse período eram 620. Então houve aumento, seguindo a tendência do resto do país. Já tivemos três casos autóctones e toda semana estão aparecendo pessoas com dengue, mas não da mesma região”, disse.

Esta semana, a equipe fez aplicação na Rua 2400, onde foi constatado um paciente positivo, portanto bem longe dos outros três autóctones recentes, que eram moradores do Bairro São Judas.

“Além disso temos preocupação com nossos vizinhos, Itapema e Camboriú. O risco está aí, mas as pessoas não estão se dando conta disso”, lamenta Rafael.

O foco do programa é combater os criadouros. Há poucos dias realizou um mutirão no São Judas. Todos os sábados tem uma equipe nas ruas, tentando chegar nas casas que não consegue visitar durante a semana, para eliminar o máximo de criadouros.

“Colocamos cinco outdoor na cidade alertando o risco, estamos trabalhando com todo empenho, mas infelizmente a população não está entendendo o risco que estamos correndo”, afirmou.

Febre Amarela

Além da dengue, o Aedes aegypti também transmite a febre amarela. Portanto é um risco duplo, alertou o responsável pelo programa de combate, já que Santa Catarina registrou duas mortes por febre amarela: um jovem em Joinville e um macaco em Garuva.

“A possibilidade de começar um ciclo de transmissão de febre amarela, ou silvestre ou urbana, é real. Houve um alerta para a importância da vacina, foi registrado um aumento na procura, mas não o esperado e é importante lembrar é possível segurar a febre amarela com a vacina, mas a dengue não”, disse Rafael.

Dive/SC

De acordo com o último boletim da Dive/SC, com números do dia 30 de dezembro de 2018 até 6 de abril de 2019, o Estado tem 11,8 mil focos do mosquito Aedes Aegypti em 167 municípios. No mesmo período do ano passado, foram observados 7,6 mil focos em 135 cidades. Até o momento, 82 municípios são considerados infestados pelo mosquito, incluindo as principais cidades do Estado como Florianópolis e Joinville.


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