Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Focos do Aedes reduziram, mas casos autóctones de dengue preocupam

Já foram registrados seis casos autóctones de dengue em 2018

Segunda, 22/10/2018 7:33.
Divulgação PMBC
Monitoramento deve se intensificar com a chegada do calor e das chuvas frequentes da primavera

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O Programa de Combate ao Aedes aegypti comemora o desempenho de 2018, até o momento. Conforme o último levantamento, foram identificados na cidade 1.004 focos do mosquito, até a última sexta-feira (19). No mesmo período do ano passado, eram 1530 focos.

Mesmo com a redução, Balneário Camboriú ainda é considerado pela Vigilância Sanitária de Santa Catarina (DIVE) um município infestado pelo mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O desempenho positivo deste ano quanto aos focos não extingue outros cuidados e a preocupação em torno da dengue continua por vários motivos. Entre eles está a primavera, época em que as temperaturas começam a subir e as chuvas ficam mais frequentes, o que exige mais atenção dos moradores para combater as condições de proliferação do Aedes.

Outro fator preocupante é o número de casos autóctones: 6 pessoas contraíram dengue dentro da cidade. Isso significa que a doença circula internamente e não é mais apenas uma ameaça vinda com os visitantes ou pessoas que viajam para fora.

“A redução é boa, mas não quer dizer que estamos tranquilos. Ano passado não tivemos casos autóctones e esse ano tivemos seis confirmados, a preocupação é que se inicie um ciclo de transmissão dentro da cidade”, ponderou o coordenador do programa de Combate ao Aedes aegypti, Rafael Neis da Silva.

Ele frisou a importância do apoio dos moradores, deixando os agentes vistoriarem as residências, tirando 10 minutos na semana para verificar calhas, vasos e outros locais que podem acumular água.

Dados de SC

Um dado da DIVE que chama a atenção, é que os 33 casos autóctones registrados em Santa Catarina neste ano estão centralizados nas cidades de Balneário (6), Camboriú (1) e Itapema, com 26 casos.

Além dos autóctones, Santa Catarina registrou também 11 casos importados e 9 de origem indeterminada.

Sinais e sintomas

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40° C) de início abrupto, que tem duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

 

Com a diminuição da febre, entre o 3º e o 7º dia do início da doença, grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente, com melhora do estado geral e retorno do apetite. No entanto, alguns pacientes podem evoluir para a forma grave da doença, caracterizada pelo aparecimento de sinais de alarme, que podem indicar o deterioramento clínico do paciente.

Com dados DIVE.


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Focos do Aedes reduziram, mas casos autóctones de dengue preocupam

Divulgação PMBC
Monitoramento deve se intensificar com a chegada do calor e das chuvas frequentes da primavera
Monitoramento deve se intensificar com a chegada do calor e das chuvas frequentes da primavera

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Segunda, 22/10/2018 7:33.

O Programa de Combate ao Aedes aegypti comemora o desempenho de 2018, até o momento. Conforme o último levantamento, foram identificados na cidade 1.004 focos do mosquito, até a última sexta-feira (19). No mesmo período do ano passado, eram 1530 focos.

Mesmo com a redução, Balneário Camboriú ainda é considerado pela Vigilância Sanitária de Santa Catarina (DIVE) um município infestado pelo mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O desempenho positivo deste ano quanto aos focos não extingue outros cuidados e a preocupação em torno da dengue continua por vários motivos. Entre eles está a primavera, época em que as temperaturas começam a subir e as chuvas ficam mais frequentes, o que exige mais atenção dos moradores para combater as condições de proliferação do Aedes.

Outro fator preocupante é o número de casos autóctones: 6 pessoas contraíram dengue dentro da cidade. Isso significa que a doença circula internamente e não é mais apenas uma ameaça vinda com os visitantes ou pessoas que viajam para fora.

“A redução é boa, mas não quer dizer que estamos tranquilos. Ano passado não tivemos casos autóctones e esse ano tivemos seis confirmados, a preocupação é que se inicie um ciclo de transmissão dentro da cidade”, ponderou o coordenador do programa de Combate ao Aedes aegypti, Rafael Neis da Silva.

Ele frisou a importância do apoio dos moradores, deixando os agentes vistoriarem as residências, tirando 10 minutos na semana para verificar calhas, vasos e outros locais que podem acumular água.

Dados de SC

Um dado da DIVE que chama a atenção, é que os 33 casos autóctones registrados em Santa Catarina neste ano estão centralizados nas cidades de Balneário (6), Camboriú (1) e Itapema, com 26 casos.

Além dos autóctones, Santa Catarina registrou também 11 casos importados e 9 de origem indeterminada.

Sinais e sintomas

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40° C) de início abrupto, que tem duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

 

Com a diminuição da febre, entre o 3º e o 7º dia do início da doença, grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente, com melhora do estado geral e retorno do apetite. No entanto, alguns pacientes podem evoluir para a forma grave da doença, caracterizada pelo aparecimento de sinais de alarme, que podem indicar o deterioramento clínico do paciente.

Com dados DIVE.


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