Jornal Página 3

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Janeiro roxo para lembrar que a hanseníase não está superada

Quinta, 25/1/2018 11:38.

Antigamente era conhecida como lepra, doença altamente discriminatória, que obrigava seus portadores ao isolamento total, não só pela transmissão como pelo aspecto, porque causava severas deformações.

Hoje é considerada a doença mais antiga da humanidade. Tem cura. O tratamento pode ser feito em casa mesmo. Mas apesar dos avanços ainda é um grave problema de saúde pública no Brasil.

Atualmente, o país é o segundo com mais casos da doença, atrás somente da Índia. Por ano, são registrados perto de 30 mil casos. Cerca de 6% deles em crianças e adolescentes, somando aproximadamente dois mil pacientes. Destes, 7% (140, em média) são diagnosticados com alguma sequela relacionada à doença.

Para chamar atenção para o problema, a Sociedade Brasileira de Dermatologia está fazendo campanha para informar a população que a hanseníase continua presente: o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase (Janeiro Roxo) é lembrado sempre no último domingo de janeiro. Neste dia 28 a divulgação servirá para informar sobre o diagnóstico, o tratamento e ajudar a apagar o preconceito que a doença ainda carrega.

A doença

Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida através de gotículas que saem do nariz, ou através da saliva do paciente. Afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Ao penetrar no organismo, a bactéria inicia uma luta com o sistema imunológico do paciente. O período em que a bactéria fica escondida ou adormecida no organismo é prolongado, e pode variar de dois a sete anos.

Na campanha, a Sociedade Brasileira de Dermatologia explica que a doença pode provocar graves incapacidades físicas se o diagnóstico demorar ou se o tratamento for inadequado.

Os primeiros sinais da hanseníase são manchas claras, róseas ou avermelhadas no corpo, que ficam dormentes e sem sensibilidade ao calor, frio ou toque. Podem aparecer placas, caroços e/ou inchaços. Quando afeta os nervos, pode causar formigamento, sensação de choque, dormência e queimaduras nas mãos e pés por falta de sensibilidade, além de falta de força e problemas nos olhos.

Em Balneário

A médica Iria Ghislandi, do Programa Municipal de Hanseníase, explicou que o número de casos no municipio é pequeno (ano passado foram seis), mesmo assim é importante ficar atento aos sinais para evitar que a doença se desenvolva.

“Embora seja uma doença com baixa prevalência no município é essencial realizar o diagnóstico o mais breve possível, devido às incapacidades físicas que a mesma produz, já que muitos pacientes somente chegam ao diagnóstico quando estão apresentando comprometimentos dos movimentos de mãos, pés, alterações visuais, entre outros”, explica a médica.

Por isso, durante a semana a Vigilância Epidemiológica, da secretaria da Saúde distribuiu materiais informativos (folderes e cartazes em todas as unidades de saúde.

O tratamento é totalmente gratuito, através de medicamentos via oral. O tempo do tratamento é de seis meses a um ano.

Mais informações: Programa de Hanseníase, Rua 916, 535.

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

Janeiro roxo para lembrar que a hanseníase não está superada

Quinta, 25/1/2018 11:38.

Antigamente era conhecida como lepra, doença altamente discriminatória, que obrigava seus portadores ao isolamento total, não só pela transmissão como pelo aspecto, porque causava severas deformações.

Hoje é considerada a doença mais antiga da humanidade. Tem cura. O tratamento pode ser feito em casa mesmo. Mas apesar dos avanços ainda é um grave problema de saúde pública no Brasil.

Atualmente, o país é o segundo com mais casos da doença, atrás somente da Índia. Por ano, são registrados perto de 30 mil casos. Cerca de 6% deles em crianças e adolescentes, somando aproximadamente dois mil pacientes. Destes, 7% (140, em média) são diagnosticados com alguma sequela relacionada à doença.

Para chamar atenção para o problema, a Sociedade Brasileira de Dermatologia está fazendo campanha para informar a população que a hanseníase continua presente: o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase (Janeiro Roxo) é lembrado sempre no último domingo de janeiro. Neste dia 28 a divulgação servirá para informar sobre o diagnóstico, o tratamento e ajudar a apagar o preconceito que a doença ainda carrega.

A doença

Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida através de gotículas que saem do nariz, ou através da saliva do paciente. Afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Ao penetrar no organismo, a bactéria inicia uma luta com o sistema imunológico do paciente. O período em que a bactéria fica escondida ou adormecida no organismo é prolongado, e pode variar de dois a sete anos.

Na campanha, a Sociedade Brasileira de Dermatologia explica que a doença pode provocar graves incapacidades físicas se o diagnóstico demorar ou se o tratamento for inadequado.

Os primeiros sinais da hanseníase são manchas claras, róseas ou avermelhadas no corpo, que ficam dormentes e sem sensibilidade ao calor, frio ou toque. Podem aparecer placas, caroços e/ou inchaços. Quando afeta os nervos, pode causar formigamento, sensação de choque, dormência e queimaduras nas mãos e pés por falta de sensibilidade, além de falta de força e problemas nos olhos.

Em Balneário

A médica Iria Ghislandi, do Programa Municipal de Hanseníase, explicou que o número de casos no municipio é pequeno (ano passado foram seis), mesmo assim é importante ficar atento aos sinais para evitar que a doença se desenvolva.

“Embora seja uma doença com baixa prevalência no município é essencial realizar o diagnóstico o mais breve possível, devido às incapacidades físicas que a mesma produz, já que muitos pacientes somente chegam ao diagnóstico quando estão apresentando comprometimentos dos movimentos de mãos, pés, alterações visuais, entre outros”, explica a médica.

Por isso, durante a semana a Vigilância Epidemiológica, da secretaria da Saúde distribuiu materiais informativos (folderes e cartazes em todas as unidades de saúde.

O tratamento é totalmente gratuito, através de medicamentos via oral. O tempo do tratamento é de seis meses a um ano.

Mais informações: Programa de Hanseníase, Rua 916, 535.

Publicidade

Publicidade