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Começa hoje a campanha de multivacinação
EBC
Crianças menores de 5 anos e de 9 a 14 devem ir ao posto de saúde.

Segunda, 19/9/2016 5:28.

Começa hoje (19) a Campanha Nacional de Multivacinação em todo o país, para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. O público-alvo da mobilização são crianças menores de 5 anos e crianças e adolescentes de 9 anos a 15 anos.

O Dia D de mobilização nacional está marcado para o próximo sábado (24), quando os postos estarão abertos para atender aos que tiverem dificuldades de comparecer em horário comercial. A campanha segue até 30 de setembro em cerca de 36 mil postos fixos em todo o Brasil. Ao todo, 350 mil profissionais participam da ação.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram enviadas a todas as unidades da Federação 26,8 milhões de doses - incluindo 7,6 milhões para a vacinação de rotina de setembro e 19,2 milhões de doses extras para a campanha.

Atualização da caderneta

O objetivo da ação é combater a ocorrência de doenças imunopreveníveis no país e reduzir os índices de abandono à vacinação – principalmente entre adolescentes.

Mudanças no calendário de vacinação

Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde alterou o esquema vacinal de quatro vacinas: poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente.

O esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral. Até 2015, o esquema era de duas doses injetáveis e três orais.

Já a vacinação contra o HPV passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas para meninas saudáveis de 9 a 14 anos. Meninas de 9 a 26 anos que vivem com HIV devem continuar recebendo o esquema de três doses.

No caso da meningocócica C, o reforço, que era administrado aos 15 meses, passou a ser feito preferencialmente aos 12 meses, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras duas doses continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

A pneumocócica sofreu redução de uma dose e passou a ser administrada em duas (2 e 4 meses), com um reforço preferencialmente aos 12 meses, mas que pode ser recebido até os 4 anos.

Especialista ressalta eficácia contra doenças

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, Isabella Ballalai, defende a estratégia, que considera a ferramenta mais eficaz para o controle de doenças imunopreveníveis como varíola, sarampo e poliomielite.

“Se há uma coisa da qual o brasileiro pode se orgulhar é do nosso programa de imunização e do calendário de vacinação. Temos as doses mais importantes – 15 no total. E temos bons resultados com as vacinas que aplicamos. Entre as crianças, a cobertura chega a 100%. Campanhas são feitas todos os anos com o objetivo de chamar quem não está em dia para se vacinar”, explicou.

Isabella disse que um dos principais desafios brasileiros atualmente é melhorar a homogeneidade da imunização na população. Isso porque o país, como um todo, registra bons índices de cobertura vacinal, mas também tem bolsões onde a vacinação é deficitária – sobretudo em municípios das regiões Norte e no Nordeste.

“Tivemos, recentemente, surtos de sarampo no Ceará e em Pernambuco porque não houve cobertura homogênea nos municípios. Os bolsões ficam evidentes em cidades pequenas. É importante também que municípios grandes fiquem de olho [no que ocorre] dentro de seus próprios limites para identificar localidades que não atingem a cobertura mínima necessária”, ressaltou Isabella.

Cumprimento do calendário

Isabella destacou que as vacinas a que devem ser aplicadas ao longo do primeiro e do segundo anos de vida têm, em geral, boa adesão entre os brasileiros. De acordo com a especialista, a maioria das crianças nessa faixa etária completa o esquema vacinal. As falhas começam a aparecer entre os 4 e os 5 anos de vida, quando são aplicados as doses de reforço das vacinas anteriores.

“Nessa faixa etária, a adesão gira em torno de 50%. São crianças que não vão mais tanto ao pediatra, ou que só vão quando estão doentes. O acompanhamento cai um pouco”, disse Isabella. “Vacinar sozinho não resolve. A gente tem que ter boas coberturas vacinais com homogeneidade.”

Para a especialista, outro problema é a falta de informação, sobretudo no que diz respeito às vacinas recomendadas para adolescentes e adultos. O primeiro grupo, apesar da baixa procura por postos de saúde, tem pelo menos quatro doses a serem aplicadas na rede pública: contra difteria e tétano; sarampo, caxumba e rubéola; HPV; e hepatite B.

“Vacinar adolescentes e adultos é mais difícil ainda. No caso do HPV, por exemplo, a segunda dose é aplicada seis meses depois da primeira e, muitas vezes, cai no esquecimento. Essa campanha serve de oportunidade para meninas que receberam a primeira dose do HPV receberem também a segunda e completarem o esquema vacinal”, afirmou Isabella.

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Começa hoje a campanha de multivacinação

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Crianças menores de 5 anos e de 9 a 14 devem ir ao posto de saúde.
Crianças menores de 5 anos e de 9 a 14 devem ir ao posto de saúde.
Segunda, 19/9/2016 5:28.

Começa hoje (19) a Campanha Nacional de Multivacinação em todo o país, para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. O público-alvo da mobilização são crianças menores de 5 anos e crianças e adolescentes de 9 anos a 15 anos.

O Dia D de mobilização nacional está marcado para o próximo sábado (24), quando os postos estarão abertos para atender aos que tiverem dificuldades de comparecer em horário comercial. A campanha segue até 30 de setembro em cerca de 36 mil postos fixos em todo o Brasil. Ao todo, 350 mil profissionais participam da ação.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram enviadas a todas as unidades da Federação 26,8 milhões de doses - incluindo 7,6 milhões para a vacinação de rotina de setembro e 19,2 milhões de doses extras para a campanha.

Atualização da caderneta

O objetivo da ação é combater a ocorrência de doenças imunopreveníveis no país e reduzir os índices de abandono à vacinação – principalmente entre adolescentes.

Mudanças no calendário de vacinação

Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde alterou o esquema vacinal de quatro vacinas: poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente.

O esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral. Até 2015, o esquema era de duas doses injetáveis e três orais.

Já a vacinação contra o HPV passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas para meninas saudáveis de 9 a 14 anos. Meninas de 9 a 26 anos que vivem com HIV devem continuar recebendo o esquema de três doses.

No caso da meningocócica C, o reforço, que era administrado aos 15 meses, passou a ser feito preferencialmente aos 12 meses, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras duas doses continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

A pneumocócica sofreu redução de uma dose e passou a ser administrada em duas (2 e 4 meses), com um reforço preferencialmente aos 12 meses, mas que pode ser recebido até os 4 anos.

Especialista ressalta eficácia contra doenças

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, Isabella Ballalai, defende a estratégia, que considera a ferramenta mais eficaz para o controle de doenças imunopreveníveis como varíola, sarampo e poliomielite.

“Se há uma coisa da qual o brasileiro pode se orgulhar é do nosso programa de imunização e do calendário de vacinação. Temos as doses mais importantes – 15 no total. E temos bons resultados com as vacinas que aplicamos. Entre as crianças, a cobertura chega a 100%. Campanhas são feitas todos os anos com o objetivo de chamar quem não está em dia para se vacinar”, explicou.

Isabella disse que um dos principais desafios brasileiros atualmente é melhorar a homogeneidade da imunização na população. Isso porque o país, como um todo, registra bons índices de cobertura vacinal, mas também tem bolsões onde a vacinação é deficitária – sobretudo em municípios das regiões Norte e no Nordeste.

“Tivemos, recentemente, surtos de sarampo no Ceará e em Pernambuco porque não houve cobertura homogênea nos municípios. Os bolsões ficam evidentes em cidades pequenas. É importante também que municípios grandes fiquem de olho [no que ocorre] dentro de seus próprios limites para identificar localidades que não atingem a cobertura mínima necessária”, ressaltou Isabella.

Cumprimento do calendário

Isabella destacou que as vacinas a que devem ser aplicadas ao longo do primeiro e do segundo anos de vida têm, em geral, boa adesão entre os brasileiros. De acordo com a especialista, a maioria das crianças nessa faixa etária completa o esquema vacinal. As falhas começam a aparecer entre os 4 e os 5 anos de vida, quando são aplicados as doses de reforço das vacinas anteriores.

“Nessa faixa etária, a adesão gira em torno de 50%. São crianças que não vão mais tanto ao pediatra, ou que só vão quando estão doentes. O acompanhamento cai um pouco”, disse Isabella. “Vacinar sozinho não resolve. A gente tem que ter boas coberturas vacinais com homogeneidade.”

Para a especialista, outro problema é a falta de informação, sobretudo no que diz respeito às vacinas recomendadas para adolescentes e adultos. O primeiro grupo, apesar da baixa procura por postos de saúde, tem pelo menos quatro doses a serem aplicadas na rede pública: contra difteria e tétano; sarampo, caxumba e rubéola; HPV; e hepatite B.

“Vacinar adolescentes e adultos é mais difícil ainda. No caso do HPV, por exemplo, a segunda dose é aplicada seis meses depois da primeira e, muitas vezes, cai no esquecimento. Essa campanha serve de oportunidade para meninas que receberam a primeira dose do HPV receberem também a segunda e completarem o esquema vacinal”, afirmou Isabella.

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