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Menina de apenas dois anos, de Balneário, com caso raro de catarata

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Renata Rutes/Página 3

Quarta, 30/3/2016 9:41.

Quem vê a pequena Isabella, que tem apenas dois anos e mora em Balneário, usando óculos de grau não faz ideia do problema que ela teve logo cedo. Ela tem catarata e miopia e seu caso é tão raro que está sendo estudado por uma pesquisadora russa nos Estados Unidos.

Isabella visitou o Página 3 junto dos pais, a dentista Francielle Saleh Zaneti e o administrador de empresas Rafael Zaneti, e chegou distribuindo sorrisos e simpatia. Francielle conta que quando a filha ainda tinha um ano começaram a mostrar fotos para ela no celular, e ela trazia o aparelho bem perto do rosto para conseguir enxergar.

“Achávamos que era normal, até que começamos a ver que os amiguinhos da mesma idade dela não faziam isso. Enquanto a maioria das crianças adora ver desenhos na TV, como a Galinha Pintadinha, ela pouco se interessava”, relembra.

A mãe de Fran, que é professora, questionou se a pequena não poderia ter algum problema na vista, e recomendou que os pais levassem sua neta ao médico.

Diagnóstico

Há oito meses Fran e Rafael levaram Isabella a um oftalmologista na cidade, que disse que a menina não tinha nada nos olhos. “Então decidimos ir a Joinville, no Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, onde nos consultamos com a doutora Cíntia e com o doutor Virgílio. Eles deram o diagnóstico da Isabella, e confirmaram que ela tem catarata congênita, 13 graus de miopia e subluxação de cristalino”, conta.

Por sorte, os dois olhos de Isabella são iguais. Caso um estivesse bom corria o risco de ela ficar cega do outro. Se um regredir ela terá que estimulá-lo para ficar igual ao outro.

“Estamos fazendo acompanhamento mensal com o doutor Virgílio. Ela também faz estimulação visual uma vez por semana. Tudo isso é em Joinville, pois não há esse tratamento em Balneário”, diz. Futuramente, quando Isabella tiver entre 10 e 12 anos, ela terá que operar os olhos. Ela irá remover o cristalino e colocar lente, e então se tornará míope normal – seu grau também diminuirá. Ela não pode operar agora porque seus olhos estão crescendo.

Adaptação

A primeira vez que a pequena usou o óculos estranhou, pois estava acostumada a enxergar borrado e cinza. “Ela se acostumou e agora adora, não quer tirar nem para tomar banho (risos). O que os especialistas estranham é que antes de usar os óculos ela sempre se locomoveu normalmente, por isso ela chamou a atenção da pesquisadora. Normalmente há uma síndrome por trás da catarata infantil, que é normal e causada muitas vezes pela toxoplasmose, mas no caso dela não foi isso, não sabemos porque ela teve e nem porque a miopia dela é tão alta”, informa.

Fran faz um apelo para que os pais analisem seus filhos desde pequenos, e que se possível os levem ao oftalmologista logo cedo.

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