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Após parto demorado, bebê morre e família pede resposta ao Ruth Cardoso

Sexta, 3/6/2016 10:49.

A moradora de Camboriú Solange de Almeida Costa procurou o Página 3 para relatar que sua filha morreu no Hospital Municipal Ruth Cardoso, após nascer, devido à demora para realização do parto. Ela se internou na segunda-feira (23), grávida de nove meses, mas o parto foi adiado até quarta-feira (25). A menina nasceu, engoliu fezes e faleceu seis dias depois.

“Tive dois partos normais, esse foi o meu terceiro. Eu cheguei sem dilatação, então tentaram induzir com remédios. Mesmo assim só dilatou um centímetro, então decidiram me colocar no soro, na terça-feira (24), às 17h. Com isso minhas contrações começaram a acontecer de um em um minuto, e isso não é normal”, explica. As enfermeiras falaram para a mulher que a situação iria se normalizar, mas isso não aconteceu.

Até 1h30 de quarta-feira (25) Solange ficou tendo contrações, sem dilatar praticamente nada. Então fizeram um exame e constataram que os batimentos cardíacos do bebê estavam fracos. Segundo a denunciante tiraram ela do soro e deixaram para avaliá-la às 7h. “Uma médica veio e disse que a bolsa havia estourado, mas eu não senti isso. Quando ela tocou só saiu uma ‘sujeira’ de mim. Ela colocou uma espécie de ferro para furar a bolsa, mas disse que não tinha nenhum líquido para sair”, relembra.

Solange foi colocada novamente no soro para ver se às 16h poderia fazer o parto (cesárea). Ela dilatou somente mais um centímetro, e as contrações continuavam fortes.

Às 15h, as enfermeiras verificaram novamente e viram que os batimentos do bebê estavam fracos e enfim levaram a mulher para o parto. “Na cesárea quando me abriram viram que a bebê tinha ingerido cocô. Meu esposo assistiu e viu que ela chorou pouco e que estava toda suja de fezes. Colocaram ela no oxigênio e me levaram para o pós-parto e isso demorou cerca de três horas. Somente depois disso eu fiquei sabendo que haviam levado minha filha para a UTI neonatal”, relata Solange com detalhes.

Até o outro dia (26) de manhã a família ficou sem informações da menina, quando descobriram que ela estava com hipertensão pulmonar e não conseguia respirar, por isso teve de ser entubada. Ela ficou viva por seis dias.

“Nos primeiros dias ela estava à base de uma droga que não fez efeito e quando trocaram ela parou de fazer xixi e cocô. Quando trocaram ela piorou e acabou falecendo. No fim ela estava com oito aparelhos de medicação... falaram que ela não aguentou e teve falência múltipla de órgãos, mas ninguém sabia o que ela realmente tinha”, informou a mãe.

A família pede uma resposta mais clara do hospital já que a mãe entrou saudável para ter o bebê. “Se tivessem feito a cesárea na segunda-feira minha filha tinha nascido e sobrevivido. O erro foi terem me colocado no soro, verem a diminuição dos batimentos e não terem feito nada”, lamenta Solange que só pegou a filha no colo quando ela faleceu.

O que diz o hospital

A pedido do Página 3 a direção do Hospital Municipal Ruth Cardoso emitiu a seguinte nota:

“A direção do Hospital Municipal Ruth Cardoso reforça que segue todos os protocolos determinados pelo Ministério da Saúde, neste caso os preconizados pela Rede Cegonha, e que o tempo de espera em um trabalho de parto é relativo caso a caso.

Com relação à alegação de falta de equipamentos ou medicamento o HMRC garante que a mesma não procede e que o atendimento à gestante e ao bebê não foi prejudicado por inexistência de qualquer insumo. Com relação à falta de anestesista na data em questão, a informação também não procede, uma vez que o HMRC possui anestesistas de plantão 24 horas e mais de sobreaviso, caso todos estejam ocupados, e este não era o caso.

A direção do Hospital reforça que, mediante denúncia, está investigando o ocorrido e, caso seja comprovada alguma falha, pessoal ou técnica, os responsáveis serão devidamente punidos. Qualquer denúncia ou sugestão pode ser registrada e protocolada junto à Ouvidoria da Saúde pelo 0800 644 3388”.

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Após parto demorado, bebê morre e família pede resposta ao Ruth Cardoso

Sexta, 3/6/2016 10:49.

A moradora de Camboriú Solange de Almeida Costa procurou o Página 3 para relatar que sua filha morreu no Hospital Municipal Ruth Cardoso, após nascer, devido à demora para realização do parto. Ela se internou na segunda-feira (23), grávida de nove meses, mas o parto foi adiado até quarta-feira (25). A menina nasceu, engoliu fezes e faleceu seis dias depois.

“Tive dois partos normais, esse foi o meu terceiro. Eu cheguei sem dilatação, então tentaram induzir com remédios. Mesmo assim só dilatou um centímetro, então decidiram me colocar no soro, na terça-feira (24), às 17h. Com isso minhas contrações começaram a acontecer de um em um minuto, e isso não é normal”, explica. As enfermeiras falaram para a mulher que a situação iria se normalizar, mas isso não aconteceu.

Até 1h30 de quarta-feira (25) Solange ficou tendo contrações, sem dilatar praticamente nada. Então fizeram um exame e constataram que os batimentos cardíacos do bebê estavam fracos. Segundo a denunciante tiraram ela do soro e deixaram para avaliá-la às 7h. “Uma médica veio e disse que a bolsa havia estourado, mas eu não senti isso. Quando ela tocou só saiu uma ‘sujeira’ de mim. Ela colocou uma espécie de ferro para furar a bolsa, mas disse que não tinha nenhum líquido para sair”, relembra.

Solange foi colocada novamente no soro para ver se às 16h poderia fazer o parto (cesárea). Ela dilatou somente mais um centímetro, e as contrações continuavam fortes.

Às 15h, as enfermeiras verificaram novamente e viram que os batimentos do bebê estavam fracos e enfim levaram a mulher para o parto. “Na cesárea quando me abriram viram que a bebê tinha ingerido cocô. Meu esposo assistiu e viu que ela chorou pouco e que estava toda suja de fezes. Colocaram ela no oxigênio e me levaram para o pós-parto e isso demorou cerca de três horas. Somente depois disso eu fiquei sabendo que haviam levado minha filha para a UTI neonatal”, relata Solange com detalhes.

Até o outro dia (26) de manhã a família ficou sem informações da menina, quando descobriram que ela estava com hipertensão pulmonar e não conseguia respirar, por isso teve de ser entubada. Ela ficou viva por seis dias.

“Nos primeiros dias ela estava à base de uma droga que não fez efeito e quando trocaram ela parou de fazer xixi e cocô. Quando trocaram ela piorou e acabou falecendo. No fim ela estava com oito aparelhos de medicação... falaram que ela não aguentou e teve falência múltipla de órgãos, mas ninguém sabia o que ela realmente tinha”, informou a mãe.

A família pede uma resposta mais clara do hospital já que a mãe entrou saudável para ter o bebê. “Se tivessem feito a cesárea na segunda-feira minha filha tinha nascido e sobrevivido. O erro foi terem me colocado no soro, verem a diminuição dos batimentos e não terem feito nada”, lamenta Solange que só pegou a filha no colo quando ela faleceu.

O que diz o hospital

A pedido do Página 3 a direção do Hospital Municipal Ruth Cardoso emitiu a seguinte nota:

“A direção do Hospital Municipal Ruth Cardoso reforça que segue todos os protocolos determinados pelo Ministério da Saúde, neste caso os preconizados pela Rede Cegonha, e que o tempo de espera em um trabalho de parto é relativo caso a caso.

Com relação à alegação de falta de equipamentos ou medicamento o HMRC garante que a mesma não procede e que o atendimento à gestante e ao bebê não foi prejudicado por inexistência de qualquer insumo. Com relação à falta de anestesista na data em questão, a informação também não procede, uma vez que o HMRC possui anestesistas de plantão 24 horas e mais de sobreaviso, caso todos estejam ocupados, e este não era o caso.

A direção do Hospital reforça que, mediante denúncia, está investigando o ocorrido e, caso seja comprovada alguma falha, pessoal ou técnica, os responsáveis serão devidamente punidos. Qualquer denúncia ou sugestão pode ser registrada e protocolada junto à Ouvidoria da Saúde pelo 0800 644 3388”.

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