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Calor tem levado ao aparecimento de novos focos do Aedes aegypti em BC
Divulgação PMBC

Terça, 20/12/2016 8:22.

Segundo uma pesquisa da Unicamp, o calor não só é propício para a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, como altera o comportamento do mosquito, que passa a picar mais pessoas e botar maior número de ovos. Esta época do ano é perfeita para a proliferação, por causa da combinação temperatura mais chuvas constantes. E em Balneário Camboriú o Programa de Combate à Dengue já notou um salto no número de novos focos, desde o começo do calor.

"Percebemos um aumento natural por causa do calor", pontuou o coordenador do Programa, Márcio Passing. Ao todo, a cidade já contabilizou este ano 799 focos do mosquito da dengue, é uma situação de infestação.

Para se ter uma ideia, em agosto foram registrados apenas três focos novos, em setembro também, em outubro foram 11, em novembro pulou para 46 focos e em dezembro, só até a metade do mês, já haviam sido contabilizados 27 novos focos.

Essas condições reforçam a necessidade de cuidados para eliminar locais que acumulem água e que possam se tornar criadouros para as larvas do mosquito.

Sem novos doentes

Apesar do crescimento de novos focos, o número de doentes está se estabilizando na cidade. Conforme a diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Laís Emídio não há casos novos de doentes deste julho. Ao todo, Balneário registrou este ano 36 casos autóctones de dengue, ou seja, quando a doença é contraída no município.

Lixo e sucata agravam a situação

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou o resultado de um levantamento sobre a presença do Aedes aegypti em municípios catarinenses. De 54 municípios analisados, apenas quatro apresentaram médio risco de infestação predial, entre eles Balneário Camboriú. Dos mais de 50 mil locais averiguados, 35,68% tinham lixo ou sucata.

Essa realidade reforça a importância da destinação correta do lixo, da vigilância permanente da população sobre o que pode ser eliminado e o que deve ser vedado e limpo semanalmente. O que chamou a atenção também foi que a maioria dos focos estava em pequenos recipientes móveis, como baldes e pratos de vasos de plantas; em seguida apareceram recipientes fixos, como calhas, tanques e piscinas; bromélias e troncos de árvores; pneus e recipientes de armazenamento de água ao nível do solo, como cisternas e tonéis.

"Infelizmente, muitas pessoas ainda mantêm em seus imóveis recipientes que poderiam ser eliminados, pois são criadouros do mosquito em potencial. Essa negligência coloca em risco não só os moradores daquele imóvel, mas toda a vizinhança", lamenta João Fuck, coordenador do Programa de Controle da Dengue em Santa Catarina.

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Calor tem levado ao aparecimento de novos focos do Aedes aegypti em BC

Divulgação PMBC
Terça, 20/12/2016 8:22.

Segundo uma pesquisa da Unicamp, o calor não só é propício para a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, como altera o comportamento do mosquito, que passa a picar mais pessoas e botar maior número de ovos. Esta época do ano é perfeita para a proliferação, por causa da combinação temperatura mais chuvas constantes. E em Balneário Camboriú o Programa de Combate à Dengue já notou um salto no número de novos focos, desde o começo do calor.

"Percebemos um aumento natural por causa do calor", pontuou o coordenador do Programa, Márcio Passing. Ao todo, a cidade já contabilizou este ano 799 focos do mosquito da dengue, é uma situação de infestação.

Para se ter uma ideia, em agosto foram registrados apenas três focos novos, em setembro também, em outubro foram 11, em novembro pulou para 46 focos e em dezembro, só até a metade do mês, já haviam sido contabilizados 27 novos focos.

Essas condições reforçam a necessidade de cuidados para eliminar locais que acumulem água e que possam se tornar criadouros para as larvas do mosquito.

Sem novos doentes

Apesar do crescimento de novos focos, o número de doentes está se estabilizando na cidade. Conforme a diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Laís Emídio não há casos novos de doentes deste julho. Ao todo, Balneário registrou este ano 36 casos autóctones de dengue, ou seja, quando a doença é contraída no município.

Lixo e sucata agravam a situação

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou o resultado de um levantamento sobre a presença do Aedes aegypti em municípios catarinenses. De 54 municípios analisados, apenas quatro apresentaram médio risco de infestação predial, entre eles Balneário Camboriú. Dos mais de 50 mil locais averiguados, 35,68% tinham lixo ou sucata.

Essa realidade reforça a importância da destinação correta do lixo, da vigilância permanente da população sobre o que pode ser eliminado e o que deve ser vedado e limpo semanalmente. O que chamou a atenção também foi que a maioria dos focos estava em pequenos recipientes móveis, como baldes e pratos de vasos de plantas; em seguida apareceram recipientes fixos, como calhas, tanques e piscinas; bromélias e troncos de árvores; pneus e recipientes de armazenamento de água ao nível do solo, como cisternas e tonéis.

"Infelizmente, muitas pessoas ainda mantêm em seus imóveis recipientes que poderiam ser eliminados, pois são criadouros do mosquito em potencial. Essa negligência coloca em risco não só os moradores daquele imóvel, mas toda a vizinhança", lamenta João Fuck, coordenador do Programa de Controle da Dengue em Santa Catarina.

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