Jornal Página 3

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APAE de Balneário Camboriú participa de trabalho pioneiro de prevenção
Daniele Sisnandes/Página 3
Dr João e o residente de Genética Deivid

Terça, 13/12/2016 9:28.

O geneticista da USP João Monteiro de Pina Neto está realizando junto a APAE de Balneário um trabalho pioneiro no país. A cada dois meses ele vem fazer avaliações completas de alunos e familiares. O objetivo é desenvolver um sistema preventivo, que ajude a identificar as doenças e prevenir que ocorram novos casos de deficiência dentro das famílias.

"Não é só o médico chegar e cuidar da crise convulsiva, do distúrbio de comportamento, é ir além, saber qual é a doença", diz o médico. Segundo dados repassados por ele, são produzidos 800 novos casos de deficiência em Santa Catarina todos os anos, dos quais 70% seriam evitáveis. Entre os cuidados possíveis estão Pré-natal correto, não tomar medicamentos durante a gravidez, nem tentar aborto com medicamentos.

As dificuldades

Muitas famílias com filhos deficientes sequer sabem o nome exato da síndrome, tendo em vista o amplo leque de doenças e a falta de condições para especificar essas doenças. Conforme o médico, estão tão desacreditados, que nem todos aceitam prontamente fazer parte, mas logo que recebem o resultado ficam exultantes e querem saber como podem melhorar a vida de seus filhos.

"Atendemos hoje aqui uma família que tem uns oito deficientes. Todos homens. É uma doença genética, que faz com que as mulheres passem um gene alterado para o seu filho e elas têm uma chance grande de passar mas não estão sabendo, elas precisam saber, nós termos que dar a elas o direito de fazer o exame genético. O meu trabalho também é vir às APAEs e facilitar os exames", destacou o geneticista.

O grande problema é a falta de acesso, já que exames podem custar milhares de reais. Durante o estudo, no entanto, eles são feitos em parceira com o laboratório da USP e custeados através de um convênio com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Futuro

A ideia, que começou com quatro APAEs em São Paulo e a de Balneário, ganha força. Hoje ele conta com a ajuda do residente de Genética Deivid Souza e está conseguindo atender mais casos. Agora com o apoio das secretarias de saúde, o geneticista espera poder estender o trabalho no próximo ano para 10 cidades da região.

"Nossa intenção é conseguir implantar a prevenção primária de deficientes dentro dos municípios", finaliza o geneticista.

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Cidade

ATUALIZADO às 7h de 15/12/2018.


Cidade

Balneário Camboriú passa a ser a cidade brasileira com mais bandeiras azuis


Justiça

Ele considera ilegal a lei municipal que permitiu o empreendimento 


Rapidinhas


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Página 3

APAE de Balneário Camboriú participa de trabalho pioneiro de prevenção

Daniele Sisnandes/Página 3
Dr João e o residente de Genética Deivid
Dr João e o residente de Genética Deivid
Terça, 13/12/2016 9:28.

O geneticista da USP João Monteiro de Pina Neto está realizando junto a APAE de Balneário um trabalho pioneiro no país. A cada dois meses ele vem fazer avaliações completas de alunos e familiares. O objetivo é desenvolver um sistema preventivo, que ajude a identificar as doenças e prevenir que ocorram novos casos de deficiência dentro das famílias.

"Não é só o médico chegar e cuidar da crise convulsiva, do distúrbio de comportamento, é ir além, saber qual é a doença", diz o médico. Segundo dados repassados por ele, são produzidos 800 novos casos de deficiência em Santa Catarina todos os anos, dos quais 70% seriam evitáveis. Entre os cuidados possíveis estão Pré-natal correto, não tomar medicamentos durante a gravidez, nem tentar aborto com medicamentos.

As dificuldades

Muitas famílias com filhos deficientes sequer sabem o nome exato da síndrome, tendo em vista o amplo leque de doenças e a falta de condições para especificar essas doenças. Conforme o médico, estão tão desacreditados, que nem todos aceitam prontamente fazer parte, mas logo que recebem o resultado ficam exultantes e querem saber como podem melhorar a vida de seus filhos.

"Atendemos hoje aqui uma família que tem uns oito deficientes. Todos homens. É uma doença genética, que faz com que as mulheres passem um gene alterado para o seu filho e elas têm uma chance grande de passar mas não estão sabendo, elas precisam saber, nós termos que dar a elas o direito de fazer o exame genético. O meu trabalho também é vir às APAEs e facilitar os exames", destacou o geneticista.

O grande problema é a falta de acesso, já que exames podem custar milhares de reais. Durante o estudo, no entanto, eles são feitos em parceira com o laboratório da USP e custeados através de um convênio com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Futuro

A ideia, que começou com quatro APAEs em São Paulo e a de Balneário, ganha força. Hoje ele conta com a ajuda do residente de Genética Deivid Souza e está conseguindo atender mais casos. Agora com o apoio das secretarias de saúde, o geneticista espera poder estender o trabalho no próximo ano para 10 cidades da região.

"Nossa intenção é conseguir implantar a prevenção primária de deficientes dentro dos municípios", finaliza o geneticista.

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