Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Mulheres não têm vez no Legislativo de Balneário Camboriú

Em 55 anos, 13 mulheres em 13 legislaturas

Quarta, 25/11/2020 6:51.
Reprodução

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No domingo (15), dia da eleição municipal, dia da Proclamação da República foi também dia do aniversário do Legislativo de Balneário Camboriú, que completou 55 anos.

Desde o dia 15 de novembro de 1965 ocuparam as cadeiras legislativas 126 vereadores (entre titulares e suplentes). Entre eles, apenas 13 mulheres (saiba quem são as 13 no quadro abaixo). E nestes 55 anos pouca coisa mudou e a prova disso veio nas urnas desta eleição: apenas uma mulher foi eleita, Juliana Pavan. Ela ocupa vaga de Juliethe Nitz, que também foi a única eleita quatro anos atrás.

Na atual legislatura duas suplentes assumiram por algumas semanas, Osnilda Amorim (Nena Amorim), em novembro de 2019 e Claudineia da Costa Wolff (Zezé Wolff), em fevereiro de 2020.Não foi por falta de opções, porque entre os 308 candidatos, tinha 95 mulheres, correspondendo a 30,8%. E entre elas, uma novidade: um coletivo formado por cinco mulheres.

“Nosso desafio é o de ampliar a representatividade da mulher não somente na Câmara de Vereadores, mas também nos espaços da sociedade civil”, disse Juliana Pavan.

A reportagem buscou a opinião da única vereadora eleita, de uma integrante do primeiro coletivo que disputou uma eleição em Balneário Camboriú e de uma ex-vereadora, que já sentiu na pele essa ‘solidão’ feminina no Legislativo municipal.

Juliana Pavan, única vereadora eleita:

“O que falta realmente é incentivo”

Foto - Lucas Bazan

“Entendo que precisamos inicialmente envolver a mulher na política de Balneário Camboriú por meio das entidades, associações, e também dos próprios partidos. Quantas mulheres presidem partidos em nossa cidade? Qual a proporção de mulheres que compõem o secretariado da prefeitura? Vale a reflexão.

Naturalmente eu tive uma grande motivação já no âmbito familiar, pela trajetória eleitoral do meu pai, sempre sendo respaldado em todos os momentos pela força e sensibilidade da minha mãe, que construiu um grande legado na área do desenvolvimento social. Então sempre me inspirei neles, sendo para mim este momento a realização de um sonho: trabalhar para também deixar a minha contribuição para Balneário Camboriú e seu povo.

Acredito que as mulheres estão sim preparadas, o que falta realmente é um incentivo a fim de que transitem para um patamar de maior protagonismo. O despertar feminino para o exercício da liderança política precisa de bandeiras de motivação. Saúde, educação, segurança... envolvendo as mulheres em pautas que façam a diferença na sua própria vida, fazendo resgatar essa crença de que sim - é por meio da política que vamos conseguir as mudanças que avanços que tanto sonhamos – e que vão impactar inicialmente no nosso próprio lar. E são estas as bandeiras que vou defender na Câmara Municipal!

Como disse já durante a campanha, espero honrar a trajetória das poucas mulheres que me antecederam ocupando vagas no Poder Legislativo. E para tanto não vou subir o tom de voz e nem me impor simplesmente por ser mulher, pois entendo que uma representante precisa ser esteio de todos os segmentos, e de todos os bairros. Mas creio que o mais importante é ter a capacidade de ouvir as pessoas e suas demandas, utilizando como única força a do argumento, exercitando a capacidade de ouvir e assim demonstrar que as mulheres podem sim fazer a diferença e ajudar na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e sobretudo democrática”.


Ciça Muller, integrante do Coletivo, junto com Bia Mattar, Dagma Castro, Gisele Santos e Rafaela Cruz:

“Nossa sociedade é machista e elitista”

Foto - Divulgação

“As eleições municipais em Balneário Camboriú foram muito frustrantes. Mais uma vez o triste resultado para as mulheres: somente uma representante no Legislativo, mesmo com tantas candidatas capacitadas para ocupar uma vaga. Precisamos refletir o porque as mulheres não conseguem chegar lá.

Vejamos, as entidades de classe e clubes de serviços da cidade, em sua maioria são presididas por mulheres. Escolas são dirigidas por mulheres. Empresas são administradas por mulheres. As mulheres também são chefes de família, e quando há problemas de saúde em casa, geralmente são as mulheres que tomam a frente para cuidar dos familiares. Nos partidos a preocupação é cumprir a cota, mas o apoio às candidatas nem sempre é o mesmo que é dado aos candidatos.

Afinal, será que nossa cidade não quer mulheres ocupando os espaços de liderança? Elas são sim dedicadas, corretas, determinadas e resilientes. E então, por que não? Nossa sociedade é machista e elitista, talvez embora pareça uma cidade cosmopolita, ainda tenhamos uma cultura de república”.


Marisa Zanoni Fernandes, única vereadora eleita na 12ª legislatura (2013/2016):

“18 homens brancos, heterossexuais e uma mulher”

Foto - Arquivo Pessoal

“Lamentar a ausência de maior representação feminina nos espaços políticos na nossa cidade exige uma ampla reflexão sobre o modo como essa cidade historicamente se constitui: dominada pelos mesmos grupos políticos – ligados a setores majoritariamente econômicos religiosos conservadores. Nesse viés, o resultado mais uma vez é esse: 18 homens brancos, heterossexuais e apenas uma mulher.

O que me espanta é que “vendemos” uma imagem de cidade plural, cosmopolita, receptiva, contemporânea, mas que na realidade não passa apenas de uma imagem ilusória.

Acredito que reparar a desigualdade de gênero é uma tarefa que deve começar nas escolas (debate de gênero – excluído do Plano de Educação pela Câmara de Vereadores), nas casas, nos espaços de trabalho, nas praças. Refletir e desconstruir ideologias e práticas conservadoras que perpetuam e ocultam as causas dessa desigualdade, como por exemplo, criminalizando e menosprezando os movimentos feministas, os movimentos LGBTs, minimizando os altos índices de violência contra a mulher, o machismo, o patriarcado tão enraizado e tão brutal.

Precisamos de estratégias que assegurem uma vivência política partidária contínua e não apenas a busca por mulheres no período de eleição para cumprir o percentual de gênero, que promovam e fortaleçam lideranças femininas na cidade. Precisamos de homens e mulheres que se unam em torno de um projeto coletivo de cidade mais democrática - vejamos quantas ocupam as ruas, as praças, os seminários para debater esse tema?

Enquanto ficarmos apenas lamentando, uma ou outra sentará naquelas cadeiras. Essa desigualdade não pode ser cena que perpassa aos olhos de quatro em quatro anos. O que faremos hoje, o que seremos capazes de descortinar hoje poderá ser uma janela mais esperançosa para nossas meninas amanhã”.


Foto Arquivo JP3Iolanda Achutti fez cinco legislaturas.


Galeria das ex-vereadoras da CVBC

1a. Vereadora: Wanda de Abreu Webler

  • 4ª Legislatura - 1977/1983

2a.Vereadora: Remi da Silva Osório

  • 5ª Legislatura - 1983/1988
  • 6ª Legislatura - 1989/1992
  • Presidente da Mesa Diretora no biênio 1991/1992
  • 7ª Legislatura - 1993/1996

3a. Vereadora: Iolanda Achutti

  • 6ª Legislatura - 1989/1992
  • 8ª Legislatura - 1997/2000
  • 9ª Legislatura - 2001/2004
  • Presidente da Mesa Diretora em 2004
  • 10ª Legislatura - 2005/2008
  • Presidente da Mesa Diretora no biênio 2007/2008
  • 11ª Legislatura – 2ª suplente em 2009

4a. Vereadora: Terezinha Lenita de Miranda Novaes*

  • 6ª Legislatura - 2ª suplente em 1992

5a. Vereadora: Anna Christina Barichello*

  • 8ª Legislatura - 1997/2000
  • 10ª Legislatura - 2005/2008
  • Presidente da Mesa Diretora em 2005
  • 11ª Legislatura – 1ª suplente em 2009

6a. Vereadora: Joselene Manfredini (Guga)*

  • 9ª Legislatura - 1ª suplente - (uma vez em 2001, duas em 2002 e uma em 2004)

7a. Vereadora: Nilcéa T. P. Barichello*

  • 9ª Legislatura – 1ª suplente em 2004

8a.Vereadora: Délia Terezinha Pavan*

  • 10ª Legislatura – 2ª suplente em 2006 e 2007

9a. Vereadora: Sílvia de Mello*

  • 11ª Legislatura – 1ª suplente em 2010 e 2011

10a. Vereadora: Marisa Zanoni Fernandes*

  • 12ª Legislatura – 2013/2016

11a. Vereadora: Juliethe Pereira Nitz*

  • 13ª Legislatura – 2017/2020

12a. Vereadora: Osnilda Amorim (Nena Amorim)*

  • 13ª legislatura – 2ª suplente em novembro de 2019

13a. Vereadora: Claudineia da Costa Wolff (Zezé Wolff)*

  • 13ª Legislatura – 1ª suplente em fevereiro de 2020
A Galeria das ex-vereadoras de BC foi criada pela Resolução 486/2011, de autoria do vereador Dão Koeddermann, e implantada na presidência do vereador Orlando Angioletti, no dia 8 de março de 2012.


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Mulheres não têm vez no Legislativo de Balneário Camboriú

Em 55 anos, 13 mulheres em 13 legislaturas

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Quarta, 25/11/2020 6:51.

No domingo (15), dia da eleição municipal, dia da Proclamação da República foi também dia do aniversário do Legislativo de Balneário Camboriú, que completou 55 anos.

Desde o dia 15 de novembro de 1965 ocuparam as cadeiras legislativas 126 vereadores (entre titulares e suplentes). Entre eles, apenas 13 mulheres (saiba quem são as 13 no quadro abaixo). E nestes 55 anos pouca coisa mudou e a prova disso veio nas urnas desta eleição: apenas uma mulher foi eleita, Juliana Pavan. Ela ocupa vaga de Juliethe Nitz, que também foi a única eleita quatro anos atrás.

Na atual legislatura duas suplentes assumiram por algumas semanas, Osnilda Amorim (Nena Amorim), em novembro de 2019 e Claudineia da Costa Wolff (Zezé Wolff), em fevereiro de 2020.Não foi por falta de opções, porque entre os 308 candidatos, tinha 95 mulheres, correspondendo a 30,8%. E entre elas, uma novidade: um coletivo formado por cinco mulheres.

“Nosso desafio é o de ampliar a representatividade da mulher não somente na Câmara de Vereadores, mas também nos espaços da sociedade civil”, disse Juliana Pavan.

A reportagem buscou a opinião da única vereadora eleita, de uma integrante do primeiro coletivo que disputou uma eleição em Balneário Camboriú e de uma ex-vereadora, que já sentiu na pele essa ‘solidão’ feminina no Legislativo municipal.

Juliana Pavan, única vereadora eleita:

“O que falta realmente é incentivo”

Foto - Lucas Bazan

“Entendo que precisamos inicialmente envolver a mulher na política de Balneário Camboriú por meio das entidades, associações, e também dos próprios partidos. Quantas mulheres presidem partidos em nossa cidade? Qual a proporção de mulheres que compõem o secretariado da prefeitura? Vale a reflexão.

Naturalmente eu tive uma grande motivação já no âmbito familiar, pela trajetória eleitoral do meu pai, sempre sendo respaldado em todos os momentos pela força e sensibilidade da minha mãe, que construiu um grande legado na área do desenvolvimento social. Então sempre me inspirei neles, sendo para mim este momento a realização de um sonho: trabalhar para também deixar a minha contribuição para Balneário Camboriú e seu povo.

Acredito que as mulheres estão sim preparadas, o que falta realmente é um incentivo a fim de que transitem para um patamar de maior protagonismo. O despertar feminino para o exercício da liderança política precisa de bandeiras de motivação. Saúde, educação, segurança... envolvendo as mulheres em pautas que façam a diferença na sua própria vida, fazendo resgatar essa crença de que sim - é por meio da política que vamos conseguir as mudanças que avanços que tanto sonhamos – e que vão impactar inicialmente no nosso próprio lar. E são estas as bandeiras que vou defender na Câmara Municipal!

Como disse já durante a campanha, espero honrar a trajetória das poucas mulheres que me antecederam ocupando vagas no Poder Legislativo. E para tanto não vou subir o tom de voz e nem me impor simplesmente por ser mulher, pois entendo que uma representante precisa ser esteio de todos os segmentos, e de todos os bairros. Mas creio que o mais importante é ter a capacidade de ouvir as pessoas e suas demandas, utilizando como única força a do argumento, exercitando a capacidade de ouvir e assim demonstrar que as mulheres podem sim fazer a diferença e ajudar na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e sobretudo democrática”.


Ciça Muller, integrante do Coletivo, junto com Bia Mattar, Dagma Castro, Gisele Santos e Rafaela Cruz:

“Nossa sociedade é machista e elitista”

Foto - Divulgação

“As eleições municipais em Balneário Camboriú foram muito frustrantes. Mais uma vez o triste resultado para as mulheres: somente uma representante no Legislativo, mesmo com tantas candidatas capacitadas para ocupar uma vaga. Precisamos refletir o porque as mulheres não conseguem chegar lá.

Vejamos, as entidades de classe e clubes de serviços da cidade, em sua maioria são presididas por mulheres. Escolas são dirigidas por mulheres. Empresas são administradas por mulheres. As mulheres também são chefes de família, e quando há problemas de saúde em casa, geralmente são as mulheres que tomam a frente para cuidar dos familiares. Nos partidos a preocupação é cumprir a cota, mas o apoio às candidatas nem sempre é o mesmo que é dado aos candidatos.

Afinal, será que nossa cidade não quer mulheres ocupando os espaços de liderança? Elas são sim dedicadas, corretas, determinadas e resilientes. E então, por que não? Nossa sociedade é machista e elitista, talvez embora pareça uma cidade cosmopolita, ainda tenhamos uma cultura de república”.


Marisa Zanoni Fernandes, única vereadora eleita na 12ª legislatura (2013/2016):

“18 homens brancos, heterossexuais e uma mulher”

Foto - Arquivo Pessoal

“Lamentar a ausência de maior representação feminina nos espaços políticos na nossa cidade exige uma ampla reflexão sobre o modo como essa cidade historicamente se constitui: dominada pelos mesmos grupos políticos – ligados a setores majoritariamente econômicos religiosos conservadores. Nesse viés, o resultado mais uma vez é esse: 18 homens brancos, heterossexuais e apenas uma mulher.

O que me espanta é que “vendemos” uma imagem de cidade plural, cosmopolita, receptiva, contemporânea, mas que na realidade não passa apenas de uma imagem ilusória.

Acredito que reparar a desigualdade de gênero é uma tarefa que deve começar nas escolas (debate de gênero – excluído do Plano de Educação pela Câmara de Vereadores), nas casas, nos espaços de trabalho, nas praças. Refletir e desconstruir ideologias e práticas conservadoras que perpetuam e ocultam as causas dessa desigualdade, como por exemplo, criminalizando e menosprezando os movimentos feministas, os movimentos LGBTs, minimizando os altos índices de violência contra a mulher, o machismo, o patriarcado tão enraizado e tão brutal.

Precisamos de estratégias que assegurem uma vivência política partidária contínua e não apenas a busca por mulheres no período de eleição para cumprir o percentual de gênero, que promovam e fortaleçam lideranças femininas na cidade. Precisamos de homens e mulheres que se unam em torno de um projeto coletivo de cidade mais democrática - vejamos quantas ocupam as ruas, as praças, os seminários para debater esse tema?

Enquanto ficarmos apenas lamentando, uma ou outra sentará naquelas cadeiras. Essa desigualdade não pode ser cena que perpassa aos olhos de quatro em quatro anos. O que faremos hoje, o que seremos capazes de descortinar hoje poderá ser uma janela mais esperançosa para nossas meninas amanhã”.


Foto Arquivo JP3Iolanda Achutti fez cinco legislaturas.


Galeria das ex-vereadoras da CVBC

1a. Vereadora: Wanda de Abreu Webler

  • 4ª Legislatura - 1977/1983

2a.Vereadora: Remi da Silva Osório

  • 5ª Legislatura - 1983/1988
  • 6ª Legislatura - 1989/1992
  • Presidente da Mesa Diretora no biênio 1991/1992
  • 7ª Legislatura - 1993/1996

3a. Vereadora: Iolanda Achutti

  • 6ª Legislatura - 1989/1992
  • 8ª Legislatura - 1997/2000
  • 9ª Legislatura - 2001/2004
  • Presidente da Mesa Diretora em 2004
  • 10ª Legislatura - 2005/2008
  • Presidente da Mesa Diretora no biênio 2007/2008
  • 11ª Legislatura – 2ª suplente em 2009

4a. Vereadora: Terezinha Lenita de Miranda Novaes*

  • 6ª Legislatura - 2ª suplente em 1992

5a. Vereadora: Anna Christina Barichello*

  • 8ª Legislatura - 1997/2000
  • 10ª Legislatura - 2005/2008
  • Presidente da Mesa Diretora em 2005
  • 11ª Legislatura – 1ª suplente em 2009

6a. Vereadora: Joselene Manfredini (Guga)*

  • 9ª Legislatura - 1ª suplente - (uma vez em 2001, duas em 2002 e uma em 2004)

7a. Vereadora: Nilcéa T. P. Barichello*

  • 9ª Legislatura – 1ª suplente em 2004

8a.Vereadora: Délia Terezinha Pavan*

  • 10ª Legislatura – 2ª suplente em 2006 e 2007

9a. Vereadora: Sílvia de Mello*

  • 11ª Legislatura – 1ª suplente em 2010 e 2011

10a. Vereadora: Marisa Zanoni Fernandes*

  • 12ª Legislatura – 2013/2016

11a. Vereadora: Juliethe Pereira Nitz*

  • 13ª Legislatura – 2017/2020

12a. Vereadora: Osnilda Amorim (Nena Amorim)*

  • 13ª legislatura – 2ª suplente em novembro de 2019

13a. Vereadora: Claudineia da Costa Wolff (Zezé Wolff)*

  • 13ª Legislatura – 1ª suplente em fevereiro de 2020
A Galeria das ex-vereadoras de BC foi criada pela Resolução 486/2011, de autoria do vereador Dão Koeddermann, e implantada na presidência do vereador Orlando Angioletti, no dia 8 de março de 2012.

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