Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Tirar o Coaf da Justiça quebra as pernas de Moro, insiste líder do PSL no Senado

Segunda, 27/5/2019 18:24.

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(DANIEL CARVALHO/FOLHAPRESS) - Um dia depois das manifestações pelo país e um dia antes da votação da medida provisória que define a estrutura do governo Jair Bolsonaro (PSL), o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), insiste em que a Casa faça alterações no texto para devolver o Coaf ao Ministério da Justiça.

Mesmo que a alteração na versão que saiu da Câmara eleve o risco de a MP caducar e o governo sair dos 22 ministérios e retornar para as 29 pastas da gestão Michel Temer, Olímpio diz que vai liberar sua bancada na votação desta terça-feira (28), mas apoiará o destaque para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras volte para o guarda-chuva do ministro Sergio Moro.

"Quebra as pernas dele tirar o Coaf de lá", disse Olímpio na tarde desta segunda-feira (27).

Para o senador, manter o Coaf com Moro deixa o órgão mais próximo à estrutura da Polícia Federal, o que, segundo sele, garante um funcionamento mais ágil.

Em seu primeiro dia como presidente, Bolsonaro tirou o Coaf do extinto Ministério da Fazenda e levou o órgão que atua na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro para a pasta da Justiça.

Uma comissão especial de deputados e senadores alterou o texto da MP e levou o Coaf para o Ministério da Economia. Na semana passada, a Câmara manteve esta decisão.

Devolver o órgão para Moro tornou-se uma das principais bandeiras das manifestações a favor do governo que ocorreram neste domingo (26) em todo o país.

Na quinta-feira (23), Bolsonaro usou uma de suas lives na internet para defender que o Senado não mude o texto aprovado pela Câmara.

A medida provisória da reforma administrativa, que precisa ser aprovada até 3 de junho, visa confirmar a estrutura do governo implantada pelo presidente no começo do ano.

O destaque para alterar este trecho da MP foi apresentado pelo senador Alvaro Dias (Pode-PR) e, segundo Olímpio, até sexta-feira (24), antes das manifestações, contava com 30 votos, menos que o necessário para aprovar uma alteração em votação nominal.

Nesta segunda, senadores foram à tribuna defender a alteração.

"Amanhã [terça-feira], a gente vai dar uma resposta. Voltando para a Câmara, eu tenho certeza de que muitos que votaram lá para tirar do Ministro Sergio Moro o Coaf, com o que aconteceu no final de semana, pressão direto, não só física, mas nas redes, muitos vão repensar o seu voto e deixar como o governo colocou. O governo tem o direito de colocar o organograma que quiser", discursou o senador Eduardo Girão (Pode-CE).

Indagado sobre o apelo feito pelo presidente para que seus aliados no Senado aprovassem o texto da maneira que saiu da Câmara, para evitar que caduque, Major Olímpio se mostrou irredutível e disse que o risco sempre existe.

"O presidente pode abrir mão de um direito. Eu não posso abrir mão de uma obrigação. Todos os dias estamos aqui, com a compressão de tempo, votando medidas provisórias. Se a Câmara não quiser [votar um texto alterado], a Câmara responda para a sociedade, cada um na medida de sua responsabilidade", afirmou.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), terá uma reunião com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) no final desta tarde para traçar uma estratégia de atuação. 


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Tirar o Coaf da Justiça quebra as pernas de Moro, insiste líder do PSL no Senado

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Segunda, 27/5/2019 18:24.

(DANIEL CARVALHO/FOLHAPRESS) - Um dia depois das manifestações pelo país e um dia antes da votação da medida provisória que define a estrutura do governo Jair Bolsonaro (PSL), o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), insiste em que a Casa faça alterações no texto para devolver o Coaf ao Ministério da Justiça.

Mesmo que a alteração na versão que saiu da Câmara eleve o risco de a MP caducar e o governo sair dos 22 ministérios e retornar para as 29 pastas da gestão Michel Temer, Olímpio diz que vai liberar sua bancada na votação desta terça-feira (28), mas apoiará o destaque para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras volte para o guarda-chuva do ministro Sergio Moro.

"Quebra as pernas dele tirar o Coaf de lá", disse Olímpio na tarde desta segunda-feira (27).

Para o senador, manter o Coaf com Moro deixa o órgão mais próximo à estrutura da Polícia Federal, o que, segundo sele, garante um funcionamento mais ágil.

Em seu primeiro dia como presidente, Bolsonaro tirou o Coaf do extinto Ministério da Fazenda e levou o órgão que atua na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro para a pasta da Justiça.

Uma comissão especial de deputados e senadores alterou o texto da MP e levou o Coaf para o Ministério da Economia. Na semana passada, a Câmara manteve esta decisão.

Devolver o órgão para Moro tornou-se uma das principais bandeiras das manifestações a favor do governo que ocorreram neste domingo (26) em todo o país.

Na quinta-feira (23), Bolsonaro usou uma de suas lives na internet para defender que o Senado não mude o texto aprovado pela Câmara.

A medida provisória da reforma administrativa, que precisa ser aprovada até 3 de junho, visa confirmar a estrutura do governo implantada pelo presidente no começo do ano.

O destaque para alterar este trecho da MP foi apresentado pelo senador Alvaro Dias (Pode-PR) e, segundo Olímpio, até sexta-feira (24), antes das manifestações, contava com 30 votos, menos que o necessário para aprovar uma alteração em votação nominal.

Nesta segunda, senadores foram à tribuna defender a alteração.

"Amanhã [terça-feira], a gente vai dar uma resposta. Voltando para a Câmara, eu tenho certeza de que muitos que votaram lá para tirar do Ministro Sergio Moro o Coaf, com o que aconteceu no final de semana, pressão direto, não só física, mas nas redes, muitos vão repensar o seu voto e deixar como o governo colocou. O governo tem o direito de colocar o organograma que quiser", discursou o senador Eduardo Girão (Pode-CE).

Indagado sobre o apelo feito pelo presidente para que seus aliados no Senado aprovassem o texto da maneira que saiu da Câmara, para evitar que caduque, Major Olímpio se mostrou irredutível e disse que o risco sempre existe.

"O presidente pode abrir mão de um direito. Eu não posso abrir mão de uma obrigação. Todos os dias estamos aqui, com a compressão de tempo, votando medidas provisórias. Se a Câmara não quiser [votar um texto alterado], a Câmara responda para a sociedade, cada um na medida de sua responsabilidade", afirmou.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), terá uma reunião com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) no final desta tarde para traçar uma estratégia de atuação. 


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