Jornal Página 3

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No RS, polícia usa bombas de gás e jatos d’água; 54 manifestantes foram presos
Alexandre Adair - Raw Image/Folhapress
Na BR-290, na altura do mm 124, cerca de 60 militantes do MST bloqueiam a estrada com fogo em objetos causando enorme congestionamento no local.

Sexta, 14/6/2019 11:57.

(FOLHAPRESS) - A Tropa de Choque da Brigada Militar, a PM gaúcha, prendeu 54 manifestantes na madrugada desta sexta-feira (14), durante repressão à greve geral em frente à garagem de ônibus da Viação Teresópolis Cavalhada, na zona sul de Porto Alegre. A polícia alega que os manifestantes reagiram e impediram a saída dos ônibus.

Em outra ação, em um piquete em frente a empresa municipal de transportes, a Carris, na zona norte da capital gaúcha, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo, jatos d'água e cavalaria para afastar o protesto.

De acordo com Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS (Central dos Trabalhadores do Brasil) e Fecosul (Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul), cerca de 250 pessoas estavam no ato da Carris.

"Foi uma ação desproporcional contra o nosso piquete. Partiram para cima dos manifestantes com bomba de efeito moral, depois cavalaria com os brigadianos [policiais militares] com espada em punho, ameaçando. Não havia resistência, só reivindicávamos uma conversa prévia com os trabalhadores para saber se queriam aderir ao movimento, mas não foi permitido", disse Vidor à reportagem.

De acordo com ele, os manifestantes precisaram correr pela Avenida Bento Gonçalves e se refugiaram no estacionamento da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), onde a policial não entrou.

O comandante geral da BM, coronel Mário Ikeda, disse à reportagem que o direito à greve é previsto na Constituição, mas que os manifestantes estavam impedindo a saída dos ônibus com os motoristas que não quiseram aderir à paralisação.

"Foi feito o uso progressivo da força. Não temos notícia que alguém tenha sido lesionado. Temos a técnica da utilização de todos os meios empregados e não temos notícia formal de algum excesso. Se alguém da população se sentir agredido, pode reclamar junto à Corregedoria, todos os fatos poderão ser analisados", disse Ikeda.

O presidente da CTB afirma que uma mulher foi feriada pela espada de um policial montado. Além dos 54 presos no piquete da zona sul da capital, seis pessoas foram presas em Sapucaia do Sul, na região metropolitana, por obstrução do transporte de trens da empresa Trensurb, uma estatal federal.

Em Alvorada, também na região metropolitana, um soldado ficou feriado na cabeça após levar uma pedrada de um manifestante.

Tanto os trens como os ônibus voltaram a funcionar em Porto Alegre.

INTERIOR DO ESTADO

Na madrugada desta sexta-feira, sindicatos e movimentos sociais bloquearam garagens de empresas de ônibus e trechos de estradas federais no interior do Rio Grande do Sul.

Em Eldorado do Sul, no km 174 da BR-290, o protesto interrompeu o trânsito. O trancaço teve pneus queimados e uma faixa com os dizeres "Somos contra a reforma da Previdência".

Em Ijuí, a 318 km de Porto Alegre, no noroeste do estado, um piquete trancou a saída dos ônibus do município. Em Passo Fundo, a 228 km da capital gaúcha, a manifestação também bloqueou as garagens de ônibus da cidade.

Na região da campanha, em Bagé, a 310 km de Porto Alegre, as empresas de ônibus da cidade também tiveram as garagens bloqueadas por piquetes. 

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No RS, polícia usa bombas de gás e jatos d’água; 54 manifestantes foram presos

Alexandre Adair - Raw Image/Folhapress
Na BR-290, na altura do mm 124, cerca de 60 militantes do MST bloqueiam a estrada com fogo em objetos causando enorme congestionamento no local.
Na BR-290, na altura do mm 124, cerca de 60 militantes do MST bloqueiam a estrada com fogo em objetos causando enorme congestionamento no local.

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Sexta, 14/6/2019 11:57.

(FOLHAPRESS) - A Tropa de Choque da Brigada Militar, a PM gaúcha, prendeu 54 manifestantes na madrugada desta sexta-feira (14), durante repressão à greve geral em frente à garagem de ônibus da Viação Teresópolis Cavalhada, na zona sul de Porto Alegre. A polícia alega que os manifestantes reagiram e impediram a saída dos ônibus.

Em outra ação, em um piquete em frente a empresa municipal de transportes, a Carris, na zona norte da capital gaúcha, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo, jatos d'água e cavalaria para afastar o protesto.

De acordo com Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS (Central dos Trabalhadores do Brasil) e Fecosul (Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul), cerca de 250 pessoas estavam no ato da Carris.

"Foi uma ação desproporcional contra o nosso piquete. Partiram para cima dos manifestantes com bomba de efeito moral, depois cavalaria com os brigadianos [policiais militares] com espada em punho, ameaçando. Não havia resistência, só reivindicávamos uma conversa prévia com os trabalhadores para saber se queriam aderir ao movimento, mas não foi permitido", disse Vidor à reportagem.

De acordo com ele, os manifestantes precisaram correr pela Avenida Bento Gonçalves e se refugiaram no estacionamento da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), onde a policial não entrou.

O comandante geral da BM, coronel Mário Ikeda, disse à reportagem que o direito à greve é previsto na Constituição, mas que os manifestantes estavam impedindo a saída dos ônibus com os motoristas que não quiseram aderir à paralisação.

"Foi feito o uso progressivo da força. Não temos notícia que alguém tenha sido lesionado. Temos a técnica da utilização de todos os meios empregados e não temos notícia formal de algum excesso. Se alguém da população se sentir agredido, pode reclamar junto à Corregedoria, todos os fatos poderão ser analisados", disse Ikeda.

O presidente da CTB afirma que uma mulher foi feriada pela espada de um policial montado. Além dos 54 presos no piquete da zona sul da capital, seis pessoas foram presas em Sapucaia do Sul, na região metropolitana, por obstrução do transporte de trens da empresa Trensurb, uma estatal federal.

Em Alvorada, também na região metropolitana, um soldado ficou feriado na cabeça após levar uma pedrada de um manifestante.

Tanto os trens como os ônibus voltaram a funcionar em Porto Alegre.

INTERIOR DO ESTADO

Na madrugada desta sexta-feira, sindicatos e movimentos sociais bloquearam garagens de empresas de ônibus e trechos de estradas federais no interior do Rio Grande do Sul.

Em Eldorado do Sul, no km 174 da BR-290, o protesto interrompeu o trânsito. O trancaço teve pneus queimados e uma faixa com os dizeres "Somos contra a reforma da Previdência".

Em Ijuí, a 318 km de Porto Alegre, no noroeste do estado, um piquete trancou a saída dos ônibus do município. Em Passo Fundo, a 228 km da capital gaúcha, a manifestação também bloqueou as garagens de ônibus da cidade.

Na região da campanha, em Bagé, a 310 km de Porto Alegre, as empresas de ônibus da cidade também tiveram as garagens bloqueadas por piquetes. 

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