Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Angioletti denuncia práticas antidemocráticas e diz que é preciso reagir

Quinta, 18/7/2019 17:14.
Divulgação/CVBC

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Vereador Orlando Angioletti fez contundente pronunciamento na tribuna livre da sessão legislativa desta quarta-feira (17), alertando sobre fatos graves que estão acontecendo no país, que colocam em risco a democracia. Basicamente ele referia-se à liberdade de expressão e como exemplo usou o episódio ocorrido esta semana em Jaraguá do Sul, quando a jornalista Miriam Leitão e o sociólogo Sérgio Abranches foram ‘desconvidados’ a palestrar na Feira Literária, que acontece de 8 a 18 de agosto, por questões de segurança.

A censura veio após o lançamento de uma petição online de repúdio contra a jornalista da Globo, Miriam Leitão por ‘seu viés ideológico e posicionamento’. Em nota, a direção da Feira do Livro disse que “nunca, em toda sua história, a festa da literatura foi atacada pela escolha de seus convidados”, e que a decisão de cancelar a vinda dos escritores não foi unânime. A organização informou ter recebido petições, telefonemas e mensagens com ameaças à jornalista.

“Que vergonha para Jaraguá, para Santa Catarina, que vergonha para todos nós”, pronunciou Angioletti na tribuna sobre o episódio.

Acompanhe partes do seu pronunciamento:

Indignado

“Estou indignado com as coisas que estão acontecendo na macro política e as pessoas não estão reagindo, porque não estão dando oportunidade das pessoas, primeiro compreender o que está acontecendo e segundo, chance e tempo de reagir”.

Sem reação

“Uma jornalista e um sociólogo foram desconvidados, porque houve na cidade uma petição de um advogado que fez um abaixo-assinado, porque eles não eram benvindos na cidade, inclusive em tom ameaçador para eles e para os organizadores do evento. Se eles vissem poderia acontecer alguma coisa. Por mais incrível que pareça, os organizadores do evento desconvidaram a jornalista e o sociólogo em função desta ameaça e não teve reação nenhuma. Foi matéria da grande imprensa nacional, internacional, mas as pessoas não reagem, não estão tendo a capacidade de compreender o que significa um ato desses, e a necessidade que temos de defender a democracia e reagirmos”.

Sem direito a opinião?

“Não é possível que um Paulo Henrique Amorim por manter um canal de opinião, que nem recebia dinheiro público algum, ser demitido da Record...não é possível que a Rachel Sheherazade, da SBT foi demitida por um empresário que patrocina aquele canal de televisão e assim vamos indo, nas rádios, jornais, canais de tevê tantos jornalistas sendo sumariamente demitidos, porque emitem sua opinião. Não é possível que Paraty, onde acontece a maior feira literária do Brasil (Flip), foi manchete porque correram com o jornalista americano, Glenn Greenwald, ele teve que sair pela porta dos fundos…a gente não tem mais direito de ter opinião?”

Nem a categoria reage

“Pior ainda, a categoria também não reage, porque em Santa Catarina a Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert) ou qualquer órgão relacionado teria que ter emitido uma nota de repúdio, em defesa da jornalista, porque o silêncio deles faz as pessoas achar que está tudo certo”.

A democracia

“A democracia sobrevive no contraponto de ideias. As pessoas estão cada vez mais dependentes que algum órgão de imprensa, que alguém preparado para isso decodifique os fatos e traga para ela o tipo de informação, do jeito que ela entender e a gente fica na mão destas pessoas”.

Silenciar vozes

“Sou presidente do Democratas, partido de centro direita, partido que tem a presidência da Câmara, do Senado, temos o primeiro ministro deste governo, mas quero registrar que não concordamos com esses atos. Silenciar vozes desta forma é um absurdo e as pessoas estão tão anestesiadas com tanta informação, com tanta interpretação que não conseguem reagir e aqueles que têm obrigação de reagir não o fazem e aí essas coisas parecem normais e elas não são normais. Não podemos concordar com isso em hipótese alguma, gostando ou não”.

Democracia sem voz

“Estamos encaminhando nossa democracia sem uma voz antagônica? Isso tem outro nome. O povo está sendo induzido a imaginar que isso está correto, sem fazer avaliação de consequência, aí está o grande mistério. Neste momento aqueles que detém o poder da comunicação tem que reagir, mostrar que tem um editorial claro, definido, e que o outro tem outro editorial, diferente e então deixar cada pessoa fazer sua avaliação. Isso é democracia, o livre pensar, a livre opinião. Acho uma vergonha, um atraso, perceber que quase semanalmente acontecem coisas com essa importância no país e não há uma resposta de esclarecimento a altura para dar essa oportunidade as pessoas, porque com estas situações as pessoas estão sendo induzidas a erro. Cada vez mais impositivo, mais contundente e aqueles que deveriam ter uma voz, estão cada vez mais mudos. Precisamos garantir a democracia, que é nossa maior garantia de liberdade”.


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Página 3
Divulgação/CVBC

Angioletti denuncia práticas antidemocráticas e diz que é preciso reagir

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Quinta, 18/7/2019 17:14.

Vereador Orlando Angioletti fez contundente pronunciamento na tribuna livre da sessão legislativa desta quarta-feira (17), alertando sobre fatos graves que estão acontecendo no país, que colocam em risco a democracia. Basicamente ele referia-se à liberdade de expressão e como exemplo usou o episódio ocorrido esta semana em Jaraguá do Sul, quando a jornalista Miriam Leitão e o sociólogo Sérgio Abranches foram ‘desconvidados’ a palestrar na Feira Literária, que acontece de 8 a 18 de agosto, por questões de segurança.

A censura veio após o lançamento de uma petição online de repúdio contra a jornalista da Globo, Miriam Leitão por ‘seu viés ideológico e posicionamento’. Em nota, a direção da Feira do Livro disse que “nunca, em toda sua história, a festa da literatura foi atacada pela escolha de seus convidados”, e que a decisão de cancelar a vinda dos escritores não foi unânime. A organização informou ter recebido petições, telefonemas e mensagens com ameaças à jornalista.

“Que vergonha para Jaraguá, para Santa Catarina, que vergonha para todos nós”, pronunciou Angioletti na tribuna sobre o episódio.

Acompanhe partes do seu pronunciamento:

Indignado

“Estou indignado com as coisas que estão acontecendo na macro política e as pessoas não estão reagindo, porque não estão dando oportunidade das pessoas, primeiro compreender o que está acontecendo e segundo, chance e tempo de reagir”.

Sem reação

“Uma jornalista e um sociólogo foram desconvidados, porque houve na cidade uma petição de um advogado que fez um abaixo-assinado, porque eles não eram benvindos na cidade, inclusive em tom ameaçador para eles e para os organizadores do evento. Se eles vissem poderia acontecer alguma coisa. Por mais incrível que pareça, os organizadores do evento desconvidaram a jornalista e o sociólogo em função desta ameaça e não teve reação nenhuma. Foi matéria da grande imprensa nacional, internacional, mas as pessoas não reagem, não estão tendo a capacidade de compreender o que significa um ato desses, e a necessidade que temos de defender a democracia e reagirmos”.

Sem direito a opinião?

“Não é possível que um Paulo Henrique Amorim por manter um canal de opinião, que nem recebia dinheiro público algum, ser demitido da Record...não é possível que a Rachel Sheherazade, da SBT foi demitida por um empresário que patrocina aquele canal de televisão e assim vamos indo, nas rádios, jornais, canais de tevê tantos jornalistas sendo sumariamente demitidos, porque emitem sua opinião. Não é possível que Paraty, onde acontece a maior feira literária do Brasil (Flip), foi manchete porque correram com o jornalista americano, Glenn Greenwald, ele teve que sair pela porta dos fundos…a gente não tem mais direito de ter opinião?”

Nem a categoria reage

“Pior ainda, a categoria também não reage, porque em Santa Catarina a Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert) ou qualquer órgão relacionado teria que ter emitido uma nota de repúdio, em defesa da jornalista, porque o silêncio deles faz as pessoas achar que está tudo certo”.

A democracia

“A democracia sobrevive no contraponto de ideias. As pessoas estão cada vez mais dependentes que algum órgão de imprensa, que alguém preparado para isso decodifique os fatos e traga para ela o tipo de informação, do jeito que ela entender e a gente fica na mão destas pessoas”.

Silenciar vozes

“Sou presidente do Democratas, partido de centro direita, partido que tem a presidência da Câmara, do Senado, temos o primeiro ministro deste governo, mas quero registrar que não concordamos com esses atos. Silenciar vozes desta forma é um absurdo e as pessoas estão tão anestesiadas com tanta informação, com tanta interpretação que não conseguem reagir e aqueles que têm obrigação de reagir não o fazem e aí essas coisas parecem normais e elas não são normais. Não podemos concordar com isso em hipótese alguma, gostando ou não”.

Democracia sem voz

“Estamos encaminhando nossa democracia sem uma voz antagônica? Isso tem outro nome. O povo está sendo induzido a imaginar que isso está correto, sem fazer avaliação de consequência, aí está o grande mistério. Neste momento aqueles que detém o poder da comunicação tem que reagir, mostrar que tem um editorial claro, definido, e que o outro tem outro editorial, diferente e então deixar cada pessoa fazer sua avaliação. Isso é democracia, o livre pensar, a livre opinião. Acho uma vergonha, um atraso, perceber que quase semanalmente acontecem coisas com essa importância no país e não há uma resposta de esclarecimento a altura para dar essa oportunidade as pessoas, porque com estas situações as pessoas estão sendo induzidas a erro. Cada vez mais impositivo, mais contundente e aqueles que deveriam ter uma voz, estão cada vez mais mudos. Precisamos garantir a democracia, que é nossa maior garantia de liberdade”.


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