Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Mesmo sob críticas, sessão legislativa discutiu projeto dos comissionados

Oposição afirma que governo está "tratorando" a tramitação

Sexta, 28/9/2018 11:47.
Márcio Gonçalves / Divulgação

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Foi conturbada a sessão extraordinária desta manhã de sexta-feira (28), para análise do projeto enviado pelo Executivo de Balneário Camboriú, para regularização de mais de 130 cargos comissionados. Os cargos foram extintos por decisão judicial e agora o governo tenta regularizá-los às pressas.

Vereadores de situação tentaram justificar a urgência para a discussão e confrontaram a oposição sobre os questionamentos de legalidade do trâmite.

Os vereadores de oposição, por sua vez, deixaram clara a insatisfação em discutir o projeto às pressas.

Os vereadores André Meirinho e Marcelo Achutti, ambos do PP, lembraram que sem parecer das comissões o projeto não pode ir à votação.

O presidente do Legislativo, Roberto Souza Jr (MDB) enfatizou que o projeto foi incluído na pauta para conhecimento e não para votação.

O vereador Nilson Probst rebateu que o Regimento Interno precisa ser respeitado e passar pelas comissões antes de começar a ser discutido.

“A Câmara cometeu um grave erro, o presidente cometeu um grave erro”, disse Probst, sobre a decisão de incluir o projeto na pauta sem as análises de todas as comissões.

E seguiu. “Não reclamem se no futuro essa sessão de hoje for anulada... querem tratorar.. passar por cima do regimento, não tem problema”.

Mas os ânimos se esquentaram mesmo quando o líder do governo, Gelson Rodrigues (PSB), acusou o vereador Nilson Probst de ter mentido para a juíza Adriana Lisboa.

Probst negou a acusação. Ontem, sem respostas quanto a questionamentos feitos ao governo, e lamentando a falta de tempo para analisar o projeto, ele recorreu à Justiça, que concedeu uma liminar impedindo momentaneamente a votação do projeto. O governo correu atrás, enviou as respostas a Nilson e conseguiu a liberação da justiça.

Nilson disse ao Página 3, após a sessão, que analisou as respostas, mas que nem tudo foi esclarecido. Ele lamentou a forma como a condução da votação está sendo feita.

O vereador alertou que a ideia que o governo está querendo passar, que a administração estaria um caos sem os comissionados, é uma falácia. Nilson comentou que a cidade não está parada por causa da falta dos comissionados e que em alguns locais, como determinadas escolas, o trabalho está até melhor.

Na discussão do projeto , Probst criticou a falta de habilidade do líder do governo em articular.

Ele alegou várias vezes que o projeto está sendo analisado de forma ilegal, porque está atropelando o trâmite. Nilson contestou o nivelamento por baixo da escolaridade exigida para cargos de gestão. Ele exigiu que essas alterações fossem feitas pelo governo e não para serem corrigidas pelo vereadores.

O vereador Joceli Nazari, que também integra a base do governo, criticou Nilson por ele, no passado, ter deixado passar projetos com o mesmo problema quanto à escolaridade.

André Meirinho ponderou que “aparentemente os cargos não estão sendo criados conforme a necessidade” e sim pensando em quem vai ocupá-los. Ele cobrou que a reforma administrativa corrija as disparidades do quadro da prefeitura.

Em sua fala, o vereador Aldemar Bola alertou que as atribuições não correspondem aos cargos, fazendo com que o projeto também corra o risco de ser considerado inconstitucional.

O vereador e ex-secretário, que teve o cargo extinto por decisão judicial, Omar Tomalih (PSB), reforçou o coro para que o projeto fosse analisado nesta sexta e que volte à pauta na próxima semana, aí então para votação.

Para ler o projeto na íntegra clique aqui.


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Página 3
Márcio Gonçalves / Divulgação

Mesmo sob críticas, sessão legislativa discutiu projeto dos comissionados

Oposição afirma que governo está "tratorando" a tramitação

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Sexta, 28/9/2018 11:47.

Foi conturbada a sessão extraordinária desta manhã de sexta-feira (28), para análise do projeto enviado pelo Executivo de Balneário Camboriú, para regularização de mais de 130 cargos comissionados. Os cargos foram extintos por decisão judicial e agora o governo tenta regularizá-los às pressas.

Vereadores de situação tentaram justificar a urgência para a discussão e confrontaram a oposição sobre os questionamentos de legalidade do trâmite.

Os vereadores de oposição, por sua vez, deixaram clara a insatisfação em discutir o projeto às pressas.

Os vereadores André Meirinho e Marcelo Achutti, ambos do PP, lembraram que sem parecer das comissões o projeto não pode ir à votação.

O presidente do Legislativo, Roberto Souza Jr (MDB) enfatizou que o projeto foi incluído na pauta para conhecimento e não para votação.

O vereador Nilson Probst rebateu que o Regimento Interno precisa ser respeitado e passar pelas comissões antes de começar a ser discutido.

“A Câmara cometeu um grave erro, o presidente cometeu um grave erro”, disse Probst, sobre a decisão de incluir o projeto na pauta sem as análises de todas as comissões.

E seguiu. “Não reclamem se no futuro essa sessão de hoje for anulada... querem tratorar.. passar por cima do regimento, não tem problema”.

Mas os ânimos se esquentaram mesmo quando o líder do governo, Gelson Rodrigues (PSB), acusou o vereador Nilson Probst de ter mentido para a juíza Adriana Lisboa.

Probst negou a acusação. Ontem, sem respostas quanto a questionamentos feitos ao governo, e lamentando a falta de tempo para analisar o projeto, ele recorreu à Justiça, que concedeu uma liminar impedindo momentaneamente a votação do projeto. O governo correu atrás, enviou as respostas a Nilson e conseguiu a liberação da justiça.

Nilson disse ao Página 3, após a sessão, que analisou as respostas, mas que nem tudo foi esclarecido. Ele lamentou a forma como a condução da votação está sendo feita.

O vereador alertou que a ideia que o governo está querendo passar, que a administração estaria um caos sem os comissionados, é uma falácia. Nilson comentou que a cidade não está parada por causa da falta dos comissionados e que em alguns locais, como determinadas escolas, o trabalho está até melhor.

Na discussão do projeto , Probst criticou a falta de habilidade do líder do governo em articular.

Ele alegou várias vezes que o projeto está sendo analisado de forma ilegal, porque está atropelando o trâmite. Nilson contestou o nivelamento por baixo da escolaridade exigida para cargos de gestão. Ele exigiu que essas alterações fossem feitas pelo governo e não para serem corrigidas pelo vereadores.

O vereador Joceli Nazari, que também integra a base do governo, criticou Nilson por ele, no passado, ter deixado passar projetos com o mesmo problema quanto à escolaridade.

André Meirinho ponderou que “aparentemente os cargos não estão sendo criados conforme a necessidade” e sim pensando em quem vai ocupá-los. Ele cobrou que a reforma administrativa corrija as disparidades do quadro da prefeitura.

Em sua fala, o vereador Aldemar Bola alertou que as atribuições não correspondem aos cargos, fazendo com que o projeto também corra o risco de ser considerado inconstitucional.

O vereador e ex-secretário, que teve o cargo extinto por decisão judicial, Omar Tomalih (PSB), reforçou o coro para que o projeto fosse analisado nesta sexta e que volte à pauta na próxima semana, aí então para votação.

Para ler o projeto na íntegra clique aqui.


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