Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Fabrício envia à Câmara novo projeto para regularizar comissionados

Prefeitura de Balneário Camboriú não tem gestão de recursos humanos

Terça, 25/9/2018 7:49.
EBC.

Publicidade

O prefeito Fabrício Oliveira enviou ontem (24) à tarde para a Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú projeto que prevê a criação de 158 cargos comissionados de livre nomeação, para regularizar os que foram exonerados no último dia 17 devido a uma decisão da justiça.

Por ser um projeto de lei complementar ele não pode tramitar em regime de urgência, mas o governo municipal usará sua força política para tentar aprová-lo rapidamente.

A cúpula da administração, estruturada em torno de cargos comissionados, está desmantelada e ontem um assessor do prefeito definiu o clima no gabinete como “de velório”.

Esses cargos são na maioria políticos e a exoneração obrigatória aconteceu no pior momento, a reta decisiva da campanha eleitoral.

O projeto em si traduz a ausência de uma política séria de recursos humanos na prefeitura. Nunca teve e continuará não tendo.

A principal empregadora da cidade, com cerca de 6.000 funcionários, sequer saber o que cada um faz ou quais são suas qualificações.

Trechos do projeto são peculiares. Por exemplo, o diretor do Departamento Técnico-Pedagógico, responsável por supervisionar aspectos vitais do ensino no município, não precisa ser profissional de educação, basta possuir diploma do ensino médio.

O secretário de Articulação Governamental (salário de R$ 11.108,43) não precisa nem ter estudado, basta ser alfabetizado.

Aos coordenadores das creches também é suficiente o ensino médio; o superintende de esporte só necessita ser alfabetizado, assim como o coordenador do sistema municipal de empregos.

Nesse caminho da desvalorização do conhecimento prossegue o projeto ao exigir apenas o ensino médio do diretor de planejamento e gestão orçamentária e do diretor do departamento de análise e projetos.

O projeto não explica a forma como alguém sem conhecimento de engenharia ou arquitetura dirigirá a análise de projetos de construção numa cidade onde esse é um dos principais setores da economia.

O projeto não está nas pautas de votação da Câmara de hoje e amanhã, mas há rumores de que haverá tentativa de incluí-lo de última hora.

Para ler o projeto clique aqui


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
EBC.

Fabrício envia à Câmara novo projeto para regularizar comissionados

Prefeitura de Balneário Camboriú não tem gestão de recursos humanos

Publicidade

Terça, 25/9/2018 7:49.

O prefeito Fabrício Oliveira enviou ontem (24) à tarde para a Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú projeto que prevê a criação de 158 cargos comissionados de livre nomeação, para regularizar os que foram exonerados no último dia 17 devido a uma decisão da justiça.

Por ser um projeto de lei complementar ele não pode tramitar em regime de urgência, mas o governo municipal usará sua força política para tentar aprová-lo rapidamente.

A cúpula da administração, estruturada em torno de cargos comissionados, está desmantelada e ontem um assessor do prefeito definiu o clima no gabinete como “de velório”.

Esses cargos são na maioria políticos e a exoneração obrigatória aconteceu no pior momento, a reta decisiva da campanha eleitoral.

O projeto em si traduz a ausência de uma política séria de recursos humanos na prefeitura. Nunca teve e continuará não tendo.

A principal empregadora da cidade, com cerca de 6.000 funcionários, sequer saber o que cada um faz ou quais são suas qualificações.

Trechos do projeto são peculiares. Por exemplo, o diretor do Departamento Técnico-Pedagógico, responsável por supervisionar aspectos vitais do ensino no município, não precisa ser profissional de educação, basta possuir diploma do ensino médio.

O secretário de Articulação Governamental (salário de R$ 11.108,43) não precisa nem ter estudado, basta ser alfabetizado.

Aos coordenadores das creches também é suficiente o ensino médio; o superintende de esporte só necessita ser alfabetizado, assim como o coordenador do sistema municipal de empregos.

Nesse caminho da desvalorização do conhecimento prossegue o projeto ao exigir apenas o ensino médio do diretor de planejamento e gestão orçamentária e do diretor do departamento de análise e projetos.

O projeto não explica a forma como alguém sem conhecimento de engenharia ou arquitetura dirigirá a análise de projetos de construção numa cidade onde esse é um dos principais setores da economia.

O projeto não está nas pautas de votação da Câmara de hoje e amanhã, mas há rumores de que haverá tentativa de incluí-lo de última hora.

Para ler o projeto clique aqui


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade