Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Recontratar exonerados na prefeitura depende também de política

Uma das comissões legislativas é controlada pela oposição

Domingo, 23/9/2018 10:04.
Facebook pessoal.
O vereador Bola à esquerda do deputado Jorginho Mello e de Junior Pavan.

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(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - O governo Fabrício Oliveira correrá contra o tempo nessa semana para aprovar rapidamente projeto de lei que possibilite recontratar 150 funcionários ocupantes de 132 cargos de confiança exonerados depois que o judiciário declarou inconstitucionais as leis que amparavam essas nomeações.

No entanto, o trâmite pode não ser tão rápido porque mesmo o governo tendo maioria em quase todas as comissões legislativas, não tem em uma que é vital nesse caso, a de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público.

A prefeitura, por motivos históricos que remontam a três décadas, não funciona sem cargos de confiança. Embora alguns sejam notórios “encostados”, nomeados para agradar vereadores e cabos eleitorais, outros se dedicam à causa pública e esses fazem falta.

O presidente da Comissão de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público, Aldemar “Bola” Pereira, oposicionista, disse ao Página 3 na manhã deste domingo que vai “estudar bastante o projeto e já detectou alguns erros”.

Bola não gostou que o prefeito disse a exonerados que eles podem continuar trabalhando desde que não batam ponto, não enviem e-mails oficiais nem assinem documentos. “É enganar a justiça”, reclamou o vereador.

"Não atrapalho ninguém, mas não quero fazer meu trabalho errado", destacou.

Ele informou que seus assessores estão trabalhando no final de semana para avaliar os impactos e entende que a proposta do governo aumenta despesas e a quantidade de cargos de confiança.

O outro oposicionista integrante da Comissão de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público, Elizeu Pereira, não foi localizado pela reportagem.

Essa Comissão, composta por três membros, tem 15 dias para analisar os projetos que tramitam por ela, mas o governo tem pressa e quer aprovar tudo nesta semana.


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Página 3
Facebook pessoal.
O vereador Bola à esquerda do deputado Jorginho Mello e de Junior Pavan.
O vereador Bola à esquerda do deputado Jorginho Mello e de Junior Pavan.

Recontratar exonerados na prefeitura depende também de política

Uma das comissões legislativas é controlada pela oposição

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Domingo, 23/9/2018 10:04.

(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - O governo Fabrício Oliveira correrá contra o tempo nessa semana para aprovar rapidamente projeto de lei que possibilite recontratar 150 funcionários ocupantes de 132 cargos de confiança exonerados depois que o judiciário declarou inconstitucionais as leis que amparavam essas nomeações.

No entanto, o trâmite pode não ser tão rápido porque mesmo o governo tendo maioria em quase todas as comissões legislativas, não tem em uma que é vital nesse caso, a de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público.

A prefeitura, por motivos históricos que remontam a três décadas, não funciona sem cargos de confiança. Embora alguns sejam notórios “encostados”, nomeados para agradar vereadores e cabos eleitorais, outros se dedicam à causa pública e esses fazem falta.

O presidente da Comissão de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público, Aldemar “Bola” Pereira, oposicionista, disse ao Página 3 na manhã deste domingo que vai “estudar bastante o projeto e já detectou alguns erros”.

Bola não gostou que o prefeito disse a exonerados que eles podem continuar trabalhando desde que não batam ponto, não enviem e-mails oficiais nem assinem documentos. “É enganar a justiça”, reclamou o vereador.

"Não atrapalho ninguém, mas não quero fazer meu trabalho errado", destacou.

Ele informou que seus assessores estão trabalhando no final de semana para avaliar os impactos e entende que a proposta do governo aumenta despesas e a quantidade de cargos de confiança.

O outro oposicionista integrante da Comissão de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público, Elizeu Pereira, não foi localizado pela reportagem.

Essa Comissão, composta por três membros, tem 15 dias para analisar os projetos que tramitam por ela, mas o governo tem pressa e quer aprovar tudo nesta semana.


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