Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Temer silencia sobre declaração de comandante do Exército

Quarta, 4/4/2018 6:05.

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GUSTAVO URIBE, TALITA FERNANDES E MARINA DIAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer decidiu, por ora, não se manifestar sobre a declaração do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, de repúdio à impunidade no país.

Procurada pela Folha, a Secom (Secretária de Comunicação da Presidência) informou que o presidente não vai comentar.

Villas Bôas afirmou em rede social nesta terça-feira (3), véspera do julgamento do habeas corpus impetrado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no STF (Supremo Tribunal Federal), que repudia "a impunidade".

Ele escreveu que o Exército está ainda "atento às suas missões institucionais", sem detalhar o que pretendeu dizer com a expressão.

Em caráter reservado, assessores e auxiliares de Temer adotaram o discurso de que o general teve como intenção marcar uma posição pública diante da cobrança para que as Forças Armadas se manifestassem.

Para eles, a declaração não indicaria uma possibilidade de as Forças Armadas atuarem politicamente caso seja revertida a prisão imediata do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela condenação em segunda instância.

Nas palavras de um ministro, o general marcou posição "em defesa das regras do jogo", defendendo o respeito às instituições públicas.

Alguns auxiliares, mais alarmistas, falam já em "crise institucional".

Para o entorno do presidente, no entanto, o "timing" da declaração, às vésperas do julgamento, pode passar uma mensagem equivocada.

Na avaliação deles, a frase pode gerar críticas às Forças Armadas, sobretudo dos partidos de oposição, que podem aventar um risco de golpe.


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Temer silencia sobre declaração de comandante do Exército

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Quarta, 4/4/2018 6:05.

GUSTAVO URIBE, TALITA FERNANDES E MARINA DIAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer decidiu, por ora, não se manifestar sobre a declaração do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, de repúdio à impunidade no país.

Procurada pela Folha, a Secom (Secretária de Comunicação da Presidência) informou que o presidente não vai comentar.

Villas Bôas afirmou em rede social nesta terça-feira (3), véspera do julgamento do habeas corpus impetrado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no STF (Supremo Tribunal Federal), que repudia "a impunidade".

Ele escreveu que o Exército está ainda "atento às suas missões institucionais", sem detalhar o que pretendeu dizer com a expressão.

Em caráter reservado, assessores e auxiliares de Temer adotaram o discurso de que o general teve como intenção marcar uma posição pública diante da cobrança para que as Forças Armadas se manifestassem.

Para eles, a declaração não indicaria uma possibilidade de as Forças Armadas atuarem politicamente caso seja revertida a prisão imediata do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela condenação em segunda instância.

Nas palavras de um ministro, o general marcou posição "em defesa das regras do jogo", defendendo o respeito às instituições públicas.

Alguns auxiliares, mais alarmistas, falam já em "crise institucional".

Para o entorno do presidente, no entanto, o "timing" da declaração, às vésperas do julgamento, pode passar uma mensagem equivocada.

Na avaliação deles, a frase pode gerar críticas às Forças Armadas, sobretudo dos partidos de oposição, que podem aventar um risco de golpe.


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