Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Manifestantes fazem ato na sede da Globo em SP e culpam mídia por prisão de Lula

Quadrlha asalta o país e põe a culpa na imprensa

Quarta, 18/4/2018 8:25.
Adriano Vizoni/Folhapress.jpg

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Manifestantes ligados a entidades de esquerda caminharam, na noite desta terça-feira (17), da estação Morumbi do metrô até a sede da Rede Globo, ambas na zona sul de São Paulo, para denunciar o que chamaram de "golpe político-midiático" e a "prisão política" do ex-presidente Lula.

Cerca de 300 pessoas, em estimativas da organização e da Polícia Militar, fecharam as duas faixas da direita da marginal Pinheiros e entoavam palavras de ordem em apoio ao petista: "Lula inocente, Lula presidente" e "Lula não se prende, Lula é a gente".

No ato, organizado pela Frente Povo Sem Medo (ligada ao presidenciável do PSOL, Guilherme Boulos) e pela Frente Brasil Popular, os manifestantes diziam que os grandes veículos de comunicação, entre eles a Folha de S.Paulo, colaboraram, junto com a Justiça, para criar uma farsa que culminou na prisão de Lula.

Pediam a democratização da mídia e a revisão das concessões de TV, entre gritos de "A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura e ainda apoia", "Mídia golpista" e "O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo".

Uma das manifestantes, Veridiana Carvalho, gravava todo o protesto ao vivo no Facebook, narrando os acontecimentos em inglês. "Tenho muitos amigos de fora." Segundo ela, estava mostrando a polícia no vídeo porque "eles dão 1h para depois 'unleash hell'", que significa tocar o terror, numa tradução livre.

Chegando à portaria dois da emissora, na avenida Chucri Zaidan, outro manifestante quis empurrar o portão de acesso para ocupar o prédio.
Ele disse seguir o exemplo do que fez o MTST nesta segunda (16) no tríplex atribuído a Lula em Guarujá. Os outros líderes do ato, no entanto, o desestimularam. "Vai chegar a hora de a gente ocupar", disseram.

De dentro do prédio, cerca de 11 seguranças cercavam o acesso, enquanto funcionários olhavam curiosos a movimentação. Do lado oposto, ao menos oito carros da PM faziam o cerco e liberavam a avenida. O ato terminou de forma pacífica às 19h30.


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Página 3
Adriano Vizoni/Folhapress.jpg

Manifestantes fazem ato na sede da Globo em SP e culpam mídia por prisão de Lula

Quadrlha asalta o país e põe a culpa na imprensa

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Quarta, 18/4/2018 8:25.

Manifestantes ligados a entidades de esquerda caminharam, na noite desta terça-feira (17), da estação Morumbi do metrô até a sede da Rede Globo, ambas na zona sul de São Paulo, para denunciar o que chamaram de "golpe político-midiático" e a "prisão política" do ex-presidente Lula.

Cerca de 300 pessoas, em estimativas da organização e da Polícia Militar, fecharam as duas faixas da direita da marginal Pinheiros e entoavam palavras de ordem em apoio ao petista: "Lula inocente, Lula presidente" e "Lula não se prende, Lula é a gente".

No ato, organizado pela Frente Povo Sem Medo (ligada ao presidenciável do PSOL, Guilherme Boulos) e pela Frente Brasil Popular, os manifestantes diziam que os grandes veículos de comunicação, entre eles a Folha de S.Paulo, colaboraram, junto com a Justiça, para criar uma farsa que culminou na prisão de Lula.

Pediam a democratização da mídia e a revisão das concessões de TV, entre gritos de "A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura e ainda apoia", "Mídia golpista" e "O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo".

Uma das manifestantes, Veridiana Carvalho, gravava todo o protesto ao vivo no Facebook, narrando os acontecimentos em inglês. "Tenho muitos amigos de fora." Segundo ela, estava mostrando a polícia no vídeo porque "eles dão 1h para depois 'unleash hell'", que significa tocar o terror, numa tradução livre.

Chegando à portaria dois da emissora, na avenida Chucri Zaidan, outro manifestante quis empurrar o portão de acesso para ocupar o prédio.
Ele disse seguir o exemplo do que fez o MTST nesta segunda (16) no tríplex atribuído a Lula em Guarujá. Os outros líderes do ato, no entanto, o desestimularam. "Vai chegar a hora de a gente ocupar", disseram.

De dentro do prédio, cerca de 11 seguranças cercavam o acesso, enquanto funcionários olhavam curiosos a movimentação. Do lado oposto, ao menos oito carros da PM faziam o cerco e liberavam a avenida. O ato terminou de forma pacífica às 19h30.


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