Jornal Página 3

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Prefeito e vereadores atrapalham desenvolvimento de Balneário Camboriú
Reprodução

Terça, 7/6/2016 7:52.

Por Waldemar Cezar Neto

Apesar da crise econômica que exige dinamismo e rapidez na análise de empreendimentos para Balneário Camboriu, o governo do prefeito Edson Piriquito e a maioria dos vereadores continua criando dificuldades para quem se dispõe a investir na cidade.

Na última semana houve dois momentos marcantes: o discurso do novo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Carlos Haacke, apontando as dificuldades do setor e a entrevista coletiva do presidente da Havan, Luciano Hang, que há oito meses aguarda uma manifestação dos vereadores sobre a nova loja que ele deseja construir na cidade.

Desde que as autoridades desmantelaram uma organização criminosa atuando na prefeitura, o governo Piriquito deixou de existir na prática, todos os projetos foram adiados, um clima de medo e suspeição passou a rondar a administração do município com efeitos nefastos para o empresariado e a comunidade em geral.

Aqui não está em discussão a defesa de um projeto ou outro e sim o direito de quem busca o poder público com a intenção de investir na cidade receber uma resposta em prazo razoável.

Construção

Na semana passada o novo presidente do Sinduscon Carlos Haacke, lembrou que nunca a prefeitura recebeu tantos recursos financeiros (dos construtores) para realizar obras de infraestrutura como nos últimos anos e ainda assim alguns veem a construção civil como danosa. Ele lembrou que a verticalização é o caminho apontado pelos especialistas para encurtar distâncias entre moradia e trabalho e lazer. Haacke assumiu a presidência do Sinduscon no lugar de Carlos Humberto Metzner Silva, que licenciou-se, porque é candidato a prefeito.

No discurso de posse, o presidente dos construtores foi ao ponto: a construção civil está há quase quatro anos com projetos represados na prefeitura esperando aprovação, pelos mais diferentes motivos e alertou que haverá, sem dúvidas, estagnação no setor o que afetará a economia da cidade como um todo.

Havan

Por sua vez o dono da Havan, Luciano Hang, com 93 lojas no país e milhares de empregados, reuniu a imprensa para apelar aos vereadores que liberam uns terrenos próximos ao Balneário Shopping para construção da sua segunda loja Havan na cidade.

A loja terá 15.000 m2, 200 empregados e parte do material para sua construção, no valor de R$ 6 milhões, está apodrecendo num terreno baldio na BR-101.

Os terrenos, pertencentes à família Caseca, foram reservados no Plano Diretor para uma Parceria Público-Privada que previa a construção da loja da Havan e uma nova sede para a prefeitura, mas uma série de problemas levou o município a desistir do negócio. Porém, a área continua sob reserva, é preciso que os vereadores votem o projeto de liberação que está aguardando na Câmara há mais de sete meses.

A alegação dos vereadores (surgida após o dono de um dos terrenos, Jorge Caseca, reclamar que eles criam dificuldades para vender facilidades) é que o assunto será votado junto com a revisão do Plano Diretor que ninguém sabe quando ocorrerá.

Luciano Hang voltou repetiu um discurso que costuma fazer em suas palestras: “se os governos não atrapalhassem, o Brasil cresceria ao ritmo de 10% ao ano.

Supermercado Meschke

Na quarta-feira passada, em nova comprovação que o Legislativo municipal atrapalha o desenvolvimento de Balneário Camboriú, o vereador Asinil Medeiros pediu vista, negada pelos colegas, em um projeto que tramitou no Conselho da Cidade em janeiro e está enrolado na burocracia municipal há quase um ano.

Trata-se da aprovação de uma nova loja do Supermercado Meschke, empresa tradicional da cidade, com reconhecidos serviços prestados à comunidade. Asinil disse que pediu vista para examinar a questão do estacionamento, por causa de reclamações dos vizinhos envolvendo o Supermercado Big.

A desculpa esfarrapada do vereador Asinil demonstra despreparo para a função, porque sequer consegue entender os fatos. No Big basta exigir o cumprimento da lei porque existe a proibição de estacionar no local, alguns motoristas não respeitam e os agentes de trânsito fingem que não enxergam.

Um problema que se resume à má administração dos agentes de trânsito impede que os Meschke construam uma loja com 21.000 m2 e 300 funcionários.

Nota: ontem à noite (7) os vereadores aprovaram este projeto.

Navios de cruzeiro

Outra pessoa que pretende investir na cidade e vê seus planos atrapalhados pela imobilidade do prefeito e vereadores é André Guimarães Rodrigues, idealizador da IPTur (Instalação Portuária de Turismo) uma estrutura para receber navios da cruzeiro que pretende gerar 800 empregos diretos e até 4.000 indiretos.

Apesar da importância do empreendimento que pode mudar a história do turismo em Balneário Camboriú, o empresário não consegue ir adiante porque a prefeitura não lhe fornece um parecer favorável.

O procurador geral do município, Marcelo Freitas disse que nos próximos dias haverá um chamamento público para investimentos nas barras sul e norte. Com isso, ninguém poderá alegar favorecimento ou coisa parecida.

É verdade, mas o empresário aguarda há um ano por uma posição da prefeitura, situação inaceitável numa cidade que pretende ser competitiva no turismo.

Editorial

Em sua edição impressa do último sábado o Jornal Página 3 publicou o seguinte editorial sobre o assunto:

Poder público que atrapalha

Um empresário com mais de 50 anos de praia disse ao Página 3 que espera há três semanas que a prefeitura lhe forneça o alinhamento para iniciar uma obra de muitos milhões de reais.

Um serviço banal de topografia, que pode ser feito rapidamente, já demorou quase um mês e pode demorar mais porque a burocracia da prefeitura se alimenta de si mesma.

Nos corredores empresariais e também em gabinetes do fórum da Comarca pessoas contam abertamente que a prefeitura foi tomada por corrupção, é preciso pagar por fora por carimbos e assinaturas.

Quando os promotores pedem testemunho por escrito as pessoas refugam, têm medo das represálias.

Por essas e por outras não existe hoje no governo Edson Piriquito a menor preocupação em atrair investidores, desenvolver novos negócios e qualificar a cidade como destino turístico.

Fica a impressão que as coisas só andam quando alguém ligado ao grupo político dominante pode levar vantagem.

Na Câmara de Vereadores não tem diferença, é visível o desinteresse e a falta de informação sobre os desafios das classes produtoras, aqueles que geram emprego e renda para a cidade progredir.

Em julho de 2015 um empresário surgiu com a idéia de construir um terminal para navios de turismo na Barra Sul. Quase um ano depois ele continua esperando que o governo Piriquito diga se é a favor ou contra, se apóia ou não o empreendimento que é daqueles que mudam a história de uma cidade.

Independente de gostar ou não de um terminal de navios naquele local -esse jornal, por exemplo, é contra- o que se exige da administração é agilidade nas respostas quando alguém procura o município para propor investimentos.

O governo Piriquito foi desastroso em diversos sentidos, mas sua capacidade de atrapalhar Balneário Camboriú nunca foi tão intensa quando nos últimos tempos.

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Prefeito e vereadores atrapalham desenvolvimento de Balneário Camboriú

Reprodução
Terça, 7/6/2016 7:52.

Por Waldemar Cezar Neto

Apesar da crise econômica que exige dinamismo e rapidez na análise de empreendimentos para Balneário Camboriu, o governo do prefeito Edson Piriquito e a maioria dos vereadores continua criando dificuldades para quem se dispõe a investir na cidade.

Na última semana houve dois momentos marcantes: o discurso do novo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Carlos Haacke, apontando as dificuldades do setor e a entrevista coletiva do presidente da Havan, Luciano Hang, que há oito meses aguarda uma manifestação dos vereadores sobre a nova loja que ele deseja construir na cidade.

Desde que as autoridades desmantelaram uma organização criminosa atuando na prefeitura, o governo Piriquito deixou de existir na prática, todos os projetos foram adiados, um clima de medo e suspeição passou a rondar a administração do município com efeitos nefastos para o empresariado e a comunidade em geral.

Aqui não está em discussão a defesa de um projeto ou outro e sim o direito de quem busca o poder público com a intenção de investir na cidade receber uma resposta em prazo razoável.

Construção

Na semana passada o novo presidente do Sinduscon Carlos Haacke, lembrou que nunca a prefeitura recebeu tantos recursos financeiros (dos construtores) para realizar obras de infraestrutura como nos últimos anos e ainda assim alguns veem a construção civil como danosa. Ele lembrou que a verticalização é o caminho apontado pelos especialistas para encurtar distâncias entre moradia e trabalho e lazer. Haacke assumiu a presidência do Sinduscon no lugar de Carlos Humberto Metzner Silva, que licenciou-se, porque é candidato a prefeito.

No discurso de posse, o presidente dos construtores foi ao ponto: a construção civil está há quase quatro anos com projetos represados na prefeitura esperando aprovação, pelos mais diferentes motivos e alertou que haverá, sem dúvidas, estagnação no setor o que afetará a economia da cidade como um todo.

Havan

Por sua vez o dono da Havan, Luciano Hang, com 93 lojas no país e milhares de empregados, reuniu a imprensa para apelar aos vereadores que liberam uns terrenos próximos ao Balneário Shopping para construção da sua segunda loja Havan na cidade.

A loja terá 15.000 m2, 200 empregados e parte do material para sua construção, no valor de R$ 6 milhões, está apodrecendo num terreno baldio na BR-101.

Os terrenos, pertencentes à família Caseca, foram reservados no Plano Diretor para uma Parceria Público-Privada que previa a construção da loja da Havan e uma nova sede para a prefeitura, mas uma série de problemas levou o município a desistir do negócio. Porém, a área continua sob reserva, é preciso que os vereadores votem o projeto de liberação que está aguardando na Câmara há mais de sete meses.

A alegação dos vereadores (surgida após o dono de um dos terrenos, Jorge Caseca, reclamar que eles criam dificuldades para vender facilidades) é que o assunto será votado junto com a revisão do Plano Diretor que ninguém sabe quando ocorrerá.

Luciano Hang voltou repetiu um discurso que costuma fazer em suas palestras: “se os governos não atrapalhassem, o Brasil cresceria ao ritmo de 10% ao ano.

Supermercado Meschke

Na quarta-feira passada, em nova comprovação que o Legislativo municipal atrapalha o desenvolvimento de Balneário Camboriú, o vereador Asinil Medeiros pediu vista, negada pelos colegas, em um projeto que tramitou no Conselho da Cidade em janeiro e está enrolado na burocracia municipal há quase um ano.

Trata-se da aprovação de uma nova loja do Supermercado Meschke, empresa tradicional da cidade, com reconhecidos serviços prestados à comunidade. Asinil disse que pediu vista para examinar a questão do estacionamento, por causa de reclamações dos vizinhos envolvendo o Supermercado Big.

A desculpa esfarrapada do vereador Asinil demonstra despreparo para a função, porque sequer consegue entender os fatos. No Big basta exigir o cumprimento da lei porque existe a proibição de estacionar no local, alguns motoristas não respeitam e os agentes de trânsito fingem que não enxergam.

Um problema que se resume à má administração dos agentes de trânsito impede que os Meschke construam uma loja com 21.000 m2 e 300 funcionários.

Nota: ontem à noite (7) os vereadores aprovaram este projeto.

Navios de cruzeiro

Outra pessoa que pretende investir na cidade e vê seus planos atrapalhados pela imobilidade do prefeito e vereadores é André Guimarães Rodrigues, idealizador da IPTur (Instalação Portuária de Turismo) uma estrutura para receber navios da cruzeiro que pretende gerar 800 empregos diretos e até 4.000 indiretos.

Apesar da importância do empreendimento que pode mudar a história do turismo em Balneário Camboriú, o empresário não consegue ir adiante porque a prefeitura não lhe fornece um parecer favorável.

O procurador geral do município, Marcelo Freitas disse que nos próximos dias haverá um chamamento público para investimentos nas barras sul e norte. Com isso, ninguém poderá alegar favorecimento ou coisa parecida.

É verdade, mas o empresário aguarda há um ano por uma posição da prefeitura, situação inaceitável numa cidade que pretende ser competitiva no turismo.

Editorial

Em sua edição impressa do último sábado o Jornal Página 3 publicou o seguinte editorial sobre o assunto:

Poder público que atrapalha

Um empresário com mais de 50 anos de praia disse ao Página 3 que espera há três semanas que a prefeitura lhe forneça o alinhamento para iniciar uma obra de muitos milhões de reais.

Um serviço banal de topografia, que pode ser feito rapidamente, já demorou quase um mês e pode demorar mais porque a burocracia da prefeitura se alimenta de si mesma.

Nos corredores empresariais e também em gabinetes do fórum da Comarca pessoas contam abertamente que a prefeitura foi tomada por corrupção, é preciso pagar por fora por carimbos e assinaturas.

Quando os promotores pedem testemunho por escrito as pessoas refugam, têm medo das represálias.

Por essas e por outras não existe hoje no governo Edson Piriquito a menor preocupação em atrair investidores, desenvolver novos negócios e qualificar a cidade como destino turístico.

Fica a impressão que as coisas só andam quando alguém ligado ao grupo político dominante pode levar vantagem.

Na Câmara de Vereadores não tem diferença, é visível o desinteresse e a falta de informação sobre os desafios das classes produtoras, aqueles que geram emprego e renda para a cidade progredir.

Em julho de 2015 um empresário surgiu com a idéia de construir um terminal para navios de turismo na Barra Sul. Quase um ano depois ele continua esperando que o governo Piriquito diga se é a favor ou contra, se apóia ou não o empreendimento que é daqueles que mudam a história de uma cidade.

Independente de gostar ou não de um terminal de navios naquele local -esse jornal, por exemplo, é contra- o que se exige da administração é agilidade nas respostas quando alguém procura o município para propor investimentos.

O governo Piriquito foi desastroso em diversos sentidos, mas sua capacidade de atrapalhar Balneário Camboriú nunca foi tão intensa quando nos últimos tempos.

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