Jornal Página 3

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Mudança milionária no Plano Diretor favorece apenas um imóvel
Google Maps.
Querem fazer 576 apartamentos onde pode construir 60 casas.

Terça, 14/6/2016 9:39.

O prefeito Edson Piriquito enviou à Câmara de Vereadores projeto que prevê alterar o Plano Diretor para construir 576 apartamentos, na Avenida Hermógenes de Assis Feijó com a Rua Daniel Anastácio Fraga, no Bairro da Barra, distribuídos em edifícios de 13 andares, numa região onde este tipo de construção é proibida. Esse negócio beneficia diretamente um aliado político do prefeito, Paulo Corrêa Jr. nomeado em cargo de confiança no gabinete do vereador peemedebista Elizeu Pereira.

Este projeto já tramitou em 2014 e não foi aprovado, mas agora o construtor e o dono do terreno, voltaram à carga porque é um “negócio da China” fazer 13 pavimentos onde só podem ser feitos 2,5.

Nas duas audiências públicas de revisão do Plano Diretor ocorridas na Barra no ano passado a população daquele bairro decidiu que não queria edifícios altos. Agora o prefeito quer liberar e para apenas um proprietário de terrenos dentre tantos.

O argumento para violar o Plano Diretor é que esses apartamentos serão vendidos apenas para servidores públicos, mas não existe garantia alguma que isso seja verdade. E mesmo que fosse não justifica porque daria direito a outras categorias profissionais pedirem o mesmo tratamento, gerando uma série de “pombais” que vão resultar em toda sorte de problemas urbanísticos.

A comprovação de que o negócio foi dirigido para beneficiar um dono de terreno é que a sugestão de distribuir os edifícios em várias áreas dos bairros, feita por um Conselheiro da Cidade para amenizar os impactos de vizinhança, não foi aceita.

Alguns integrantes do Conselho da Cidade disseram que se sentiram constrangidos em examinar o assunto em ano eleitoral e às pressas. Os conselheiros não aprovaram a construção, apenas decidiram que o projeto pode ser apresentado para nova deliberação quando tiver os estudos de impacto de trânsito e de vizinhança. Um deles disse ao Página 3 que “fizeram uma armação, encheram a sala de funcionários públicos pressionando os conselheiros”.

O ex-secretário do Planejamento, Fábio Flôr, ficou alterado quando a reportagem questionou o fato do projeto agredir frontalmente o Plano Diretor e alegou que quem aprova é o Conselho da Cidade, não ele. É verdade, mas o peso da prefeitura é enorme porque além da máquina perseguir quem não reza pela sua cartilha, dos 21 conselheiros nove são nomeados pelo prefeito e votam como ele mandar. Na verdade, no dia dessa votação, a maioria dos presentes era nomeada pelo prefeito.

O projeto é também eleitoreiro porque beneficia o presidente do sindicato dos servidores, Valdir Loli, candidato a vereador e o próprio Fábio Flôr que concorre a prefeito.

Não vale nada

Ao enviar o projeto para a Câmara o prefeito alegou que o assunto foi aprovado em audiência pública. Se essa audiência realmente ocorreu, não teve divulgação, portanto descumpriu a lei.

No portal de prefeitura do começo do ano até agora foram divulgadas seis audiências públicas e essa não está entre elas.

 

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Mudança milionária no Plano Diretor favorece apenas um imóvel

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Querem fazer 576 apartamentos onde pode construir 60 casas.
Querem fazer 576 apartamentos onde pode construir 60 casas.
Terça, 14/6/2016 9:39.

O prefeito Edson Piriquito enviou à Câmara de Vereadores projeto que prevê alterar o Plano Diretor para construir 576 apartamentos, na Avenida Hermógenes de Assis Feijó com a Rua Daniel Anastácio Fraga, no Bairro da Barra, distribuídos em edifícios de 13 andares, numa região onde este tipo de construção é proibida. Esse negócio beneficia diretamente um aliado político do prefeito, Paulo Corrêa Jr. nomeado em cargo de confiança no gabinete do vereador peemedebista Elizeu Pereira.

Este projeto já tramitou em 2014 e não foi aprovado, mas agora o construtor e o dono do terreno, voltaram à carga porque é um “negócio da China” fazer 13 pavimentos onde só podem ser feitos 2,5.

Nas duas audiências públicas de revisão do Plano Diretor ocorridas na Barra no ano passado a população daquele bairro decidiu que não queria edifícios altos. Agora o prefeito quer liberar e para apenas um proprietário de terrenos dentre tantos.

O argumento para violar o Plano Diretor é que esses apartamentos serão vendidos apenas para servidores públicos, mas não existe garantia alguma que isso seja verdade. E mesmo que fosse não justifica porque daria direito a outras categorias profissionais pedirem o mesmo tratamento, gerando uma série de “pombais” que vão resultar em toda sorte de problemas urbanísticos.

A comprovação de que o negócio foi dirigido para beneficiar um dono de terreno é que a sugestão de distribuir os edifícios em várias áreas dos bairros, feita por um Conselheiro da Cidade para amenizar os impactos de vizinhança, não foi aceita.

Alguns integrantes do Conselho da Cidade disseram que se sentiram constrangidos em examinar o assunto em ano eleitoral e às pressas. Os conselheiros não aprovaram a construção, apenas decidiram que o projeto pode ser apresentado para nova deliberação quando tiver os estudos de impacto de trânsito e de vizinhança. Um deles disse ao Página 3 que “fizeram uma armação, encheram a sala de funcionários públicos pressionando os conselheiros”.

O ex-secretário do Planejamento, Fábio Flôr, ficou alterado quando a reportagem questionou o fato do projeto agredir frontalmente o Plano Diretor e alegou que quem aprova é o Conselho da Cidade, não ele. É verdade, mas o peso da prefeitura é enorme porque além da máquina perseguir quem não reza pela sua cartilha, dos 21 conselheiros nove são nomeados pelo prefeito e votam como ele mandar. Na verdade, no dia dessa votação, a maioria dos presentes era nomeada pelo prefeito.

O projeto é também eleitoreiro porque beneficia o presidente do sindicato dos servidores, Valdir Loli, candidato a vereador e o próprio Fábio Flôr que concorre a prefeito.

Não vale nada

Ao enviar o projeto para a Câmara o prefeito alegou que o assunto foi aprovado em audiência pública. Se essa audiência realmente ocorreu, não teve divulgação, portanto descumpriu a lei.

No portal de prefeitura do começo do ano até agora foram divulgadas seis audiências públicas e essa não está entre elas.

 

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