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Fortes indícios de que Nilson Probst recebeu salários ilegais

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Márcio Gonçalves

Terça, 19/1/2016 10:23.

Há fortes indícios de que o presidente da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, Nilson Probst, recebeu salários indevidos desde 2013, porque acumulou seus vencimentos de parlamentar com os de policial civil.

Nilson explicou que pediu aposentadoria em 2013 e seus superiores teriam dito para aguardar em casa, mas o exame das folhas de pagamento mostra uma realidade diversa.

Vereadores podem acumular o salário da Câmara com o de um emprego público obtido por concurso, mas no caso de Probst isso era impossível, porque desde 1º de janeiro de 2013 ele preside o Legislativo, dá expediente de no mínimo oito horas diárias e não teria como cumprir outras 40 horas semanais na Polícia Civil. Além disso, como o próprio vereador admite, ele não trabalhava como policial.

A reportagem examinou todas as folhas de pagamento de Nilson na Polícia Civil desde o final de 2012 e a anotação referente ao pedido de aposentadoria só aparece em setembro de 2014. Por outro lado, pedindo ou não a aposentadoria, a verdade é que ele não estava aposentado e a Constituição proíbe o acúmulo salarial.

Em fevereiro de 2014 aconteceu um fato que torna o assunto mais estranho: o vereador pediu licença da polícia para exercer mandato eletivo e foi naquele mês que ele assumiu interinamente como prefeito de Balneário Camboriú. É uma contradição, Nilson alega que para ser presidente da Câmara não precisava se licenciar da polícia porque pediu aposentadoria, então por que se licenciou para ser prefeito?

E saiu de licença para ser prefeito, mas não deixou de receber integralmente o salário na Polícia Civil.

Outro fato bizarro é que Nilson ficou de setembro de 2014 a setembro de 2015 aguardando a aposentadoria, mas deixou de aguardar no trimestre final de 2015, ao menos nos registros da folha de pagamentos. E continuou recebendo salários dobrados.

A reportagem conversou com especialistas que não conseguiram entender como essas coisas funcionam. Os fatos poderão ser esclarecidos quando o Ministério Público abrir investigações sobre o assunto.

Editorial: Os salários de Probst

O vereador Nilson Probst alega que foram regulares os salários que recebeu do governo do estado, acumulando com os vencimentos que lhe foram pagos pela Câmara de Vereadores durante os últimos três anos.

O assunto precisa ser completamente esclarecido porque se trata de dinheiro público e Probst, além de presidir a Câmara, também é pré-candidato a vice-prefeito na chapa governista.

Conhecer todos os detalhes da vida pública dos pré-candidatos a cargos públicos só causa estranheza a alguns, é direito da imprensa e da sociedade estabelecer este debate porque na prática os cidadãos são patrões selecionando empregados, os políticos.

No entanto, é conveniente não esquecer que até prova em contrário o vereador Probst é inocente.


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