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Comissão Processante pede a cassação de Elton Garcia

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Reprodução.
Vereador Elton Garcia com a cabeça a prêmio.

Quinta, 11/2/2016 7:45.

A Comissão Processante eleita para analisar as acusações e escutar a defesa do vereador Elton Garcia concluiu ontem os trabalhos decidindo unanimemente pela cassação do mandato. Agora o relatório será votado em plenário, até no máximo a próxima quinta-feira (18).

A Comissão, composta por Moacir Schmidt (presidente); Leonardo Piruka (relator) e Elizeu Pereira (membro) analisou as provas colhidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) na Operação Trato Feito que mostrou roubalheira generalizada na prefeitura de Balneário Camboriú.

A Comissão também escutou testemunhas e  os argumentos da defesa.

Quando atuou como secretário de obras Elton Garcia foi um dos principais protagonistas de um assalto sistemático aos cofres públicos, mas no momento está sendo julgado na Câmara por se apropriar de salários de funcionários do Legislativo para os quais ele arranjou emprego.

Ontem a Executiva Municipal do PR que tem dois vereadores decidiu por unanimidade que o partido votará pela cassação de Elton Garcia e com isso a salvação do mandato do acusado está principalmente nas mãos do seu partido, o PMDB.

São 11 votos abertos e com nove acontece a cassação, tornando Elton Garcia inelegível por oito anos. Caso contrário o vereador é absolvido e prossegue seu mandato normalmente.

Os prováveis votos pela cassação, se for seguida a recomendação da Executiva do PR, são esses: Moacir Schmidt (PSDB); Asinil Medeiros (PR); Elizeu Pereira (PR); Leonardo Piruka (PP); Ary Souza (PSD); Pedro Francez (PSD); Marisa Fernandes (PT) e André Meirinho (PP).

Por depender do PMDB para manter seus interesses políticos é incerto o voto de Orlando Angioletti (DEM).

Por pertencerem ao partido do acusado também são incertos os votos de Roberto Souza Jr. e Zé da Praiana.

O dilema dos vereadores é que votar pela absolvição num caso em que há tantas provas de corrupção contra o acusado é assumir que concordam com a roubalheira dos cofres públicos o que os coloca em posição difícil perante o eleitorado, em especial num ano que tem eleições.

Outras acusações

- Os empresários Maikol Holz e Elaine Andreia Polentini, da Camboriú Indústria e Comércio de Materiais de Construção Ltda. pagaram propinas regularmente a Elton Garcia, segundo o MP ao menos em 30 ocasiões.

- As investigações das autoridades mostraram depósitos desta empresa na conta de Patrícia de Oliveira, companheira do vereador. Foram R$ 20 mil no dia 10/04/2014 e R$ 5 mil no dia 28 do mesmo mês.

- Na busca realizada nos endereços do vereador foram encontrados três cheques repassados pela mesma empresa a Elton, todos no valor de R$ 20 mil, com datas para outubro, novembro e dezembro de 2014.

- Na busca também foi apreendido um envelope com R$ 10 mil em dinheiro que o MP suspeita ser propina paga por outro fornecedor bem mais poderoso, a PLM que em três anos faturou R$ 25 milhões no cofre municipal fornecendo asfalto.

- Uma gravação entre o diretor da empresa PLM, Lauro Stefani e seu filho Lucas Elias Stefani, mostra ambos combinando roubar a cidade de Balneário Camboriú, ao executar uma camada de asfalto com 40% menos material do que o contratado. Elton Garcia era o secretário de obras.

- Há várias acusações com robustas provas que o acusado usava recursos públicos para se beneficiar e a terceiros.
 


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