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Após derrota na ONU, Israel convoca embaixador americano
EBC.
Binyamin Netanyahu ficou furioso.

Segunda, 26/12/2016 5:54.

(FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, convocou neste domingo (25) o embaixador americano em Tel Aviv, Daniel Shapiro, para tratar da abstenção inédita dos Estados Unidos em votação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) que contrariou Israel. A convocação do embaixador é vista como uma espécie de reprimenda nas relações diplomáticas entre países.

Aprovada por unanimidade na sexta (23), uma nova resolução do conselho condenou os assentamentos israelenses em territórios palestinos, afirmou que eles não têm validade legal e exigiu que Israel ponha fim à construção de novas colônias. Foi a primeira vez em quase oito anos que o órgão das Nações Unidas se manifestou sobre as questões Israel-Palestina.

A abstenção dos EUA, aliados históricos de Israel, possibilitou o resultado da votação. Por serem um dos cinco membros permanentes do conselho -juntamente com China, Rússia, Reino Unido e França-, os americanos têm poder de veto.

Também foram convocados por Netanyahu os representantes de 10 dos 14 países que votaram a favor da resolução e mantêm embaixadas em Israel: Reino Unido, China, Rússia, França, Egito, Japão, Uruguai, Espanha, Ucrânia e Nova Zelândia. Não é usual a convocação no dia de Natal.
Além de criticar a resolução e prometer reavaliar as relações de Israel com a ONU, Netanyahu acusou a administração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de articular o resultado da votação da sexta.
"De acordo com a nossa informação, não temos dúvida de que o governo Obama iniciou, apoiou, coordenou a redação e demandou que fosse aprovada", disse o primeiro-ministro israelense sobre a resolução. A Casa Branca tem negado as acusações.

De acordo com um oficial do governo israelense, Netanyahu ordenou que ministros se abstenham de viajar ou encontrar-se com autoridades de outros países do Conselho de Segurança. A nova postura será adotada até a posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump. 

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Após derrota na ONU, Israel convoca embaixador americano

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Binyamin Netanyahu ficou furioso.
Binyamin Netanyahu ficou furioso.
Segunda, 26/12/2016 5:54.

(FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, convocou neste domingo (25) o embaixador americano em Tel Aviv, Daniel Shapiro, para tratar da abstenção inédita dos Estados Unidos em votação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) que contrariou Israel. A convocação do embaixador é vista como uma espécie de reprimenda nas relações diplomáticas entre países.

Aprovada por unanimidade na sexta (23), uma nova resolução do conselho condenou os assentamentos israelenses em territórios palestinos, afirmou que eles não têm validade legal e exigiu que Israel ponha fim à construção de novas colônias. Foi a primeira vez em quase oito anos que o órgão das Nações Unidas se manifestou sobre as questões Israel-Palestina.

A abstenção dos EUA, aliados históricos de Israel, possibilitou o resultado da votação. Por serem um dos cinco membros permanentes do conselho -juntamente com China, Rússia, Reino Unido e França-, os americanos têm poder de veto.

Também foram convocados por Netanyahu os representantes de 10 dos 14 países que votaram a favor da resolução e mantêm embaixadas em Israel: Reino Unido, China, Rússia, França, Egito, Japão, Uruguai, Espanha, Ucrânia e Nova Zelândia. Não é usual a convocação no dia de Natal.
Além de criticar a resolução e prometer reavaliar as relações de Israel com a ONU, Netanyahu acusou a administração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de articular o resultado da votação da sexta.
"De acordo com a nossa informação, não temos dúvida de que o governo Obama iniciou, apoiou, coordenou a redação e demandou que fosse aprovada", disse o primeiro-ministro israelense sobre a resolução. A Casa Branca tem negado as acusações.

De acordo com um oficial do governo israelense, Netanyahu ordenou que ministros se abstenham de viajar ou encontrar-se com autoridades de outros países do Conselho de Segurança. A nova postura será adotada até a posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump. 

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