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Temer lança pacote de Natal para trabalhadores e classe média
Alan Marques/Folhapress.
Temer: "Não tenho compromisso com erros".

Quinta, 22/12/2016 14:39.

VALDO CRUZ E MARINA DIAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Encerrando o ano com a economia ainda em recessão e baixa popularidade, o presidente Michel Temer anunciou nesta quinta-feira (22) três medidas destinadas a agradar a classe média e trabalhadores: saque de contas inativas do FGTS, redução dos juros de cartões de crédito e prorrogação do programa de proteção ao emprego.

Classificadas de bondades de final de ano, as iniciativas foram divulgadas pelo próprio presidente durante café da manhã com jornalistas no Palácio da Alvorada. Ele fez questão de abrir sua fala à imprensa listando as medidas nesta reta final de ano.

No caso do FGTS, o governo vai autorizar os trabalhadores a sacarem todo saldo de contas inativas existentes em 31 de dezembro de 2015.

Inicialmente, o governo pensou em criar um limite para o saque, de R$ 1.000, mas desistiu na noite de quarta-feira (21) por considerar de alta complexidade operacional.

Os trabalhadores poderão sacar todas as contas inativas que tiverem de FGTS. No início de fevereiro, será divulgado um calendário de saque, de acordo com a data de nascimento do trabalhador, para evitar correria nas agências da Caixa Econômica Federal.

O governo avalia que a medida vai injetar, ao longo do próximo ano, R$ 30 bilhões na economia, ajudando os trabalhadores a quitarem dívidas. Não haverá, porém, vinculação do saque ao pagamento de débitos. A pessoa poderá usar o recurso onde desejar.

"É uma injeção de recursos que vai movimentar a economia e poderia alcançar 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto), afirmou o presidente, lembrando que, hoje, cerca de 86% das contas inativas têm saldo na casa de um salário mínimo, R$ 880.

O saque do FGTS pode beneficiar 10,2 milhões de trabalhadores, segundo estimativas do governo.

No caso dos cartões de crédito, o governo buscou também adotar uma medida sempre reclamada pela classe média, de redução dos juros cobrados nesta modalidade de crédito.

O governo acertou com bancos e operadoras de crédito que o cartão de crédito rotativo será transformado em parcelado depois do primeiro vencimento, de 30 dias.

Com esta medida, a expectativa do Palácio do Planalto é que os juros caiam de mais de 400% para menos de 200%. "No primeiro trimestre, haverá redução de mais da metade dos juros cobrados no cartão de crédito", afirmou o presidente.

Questionado se a medida não era uma intervenção na economia, o presidente refutou. Disse que a medida foi acordada com bancos e operadoras de cartão de crédito, depois de negociações feitas ao longo das últimas semanas, e que o governo está adotando medidas para reduzir os custos destas empresas.

Ainda na linha de encerrar o ano com uma relação melhor com a população, o presidente desistiu de encaminhar por medida provisória ao Congresso a minirreforma trabalhista, que estava sendo contestada pelas centrais sindicais.

Constará na medida provisória apenas a prorrogação do Plano Nacional de Proteção ao Emprego, criado no governo Dilma, que passará a ser chamado de Programa Seguro-Emprego. Neste mecanismo, patrões podem negociar com empregados redução de 30% na jornada de trabalho. A perda salarial é bancada, em parte, com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). emer diz que reforma trabalhista é presente de Natal para o governo

Presente de Natal para o governo

Após assinar projeto de lei encaminhando ao Congresso a minirreforma trabalhista, o presidente Michel Temer disse que o governo ganha com a decisão um "presente de Natal" porque o evento representaria, segundo ele, a união entre patrões e empregados.

"O governo acaba de ganhar um presente de Natal, é um momento de solidariedade", afirmou Temer, numa referência ao que ele classificou de um momento de "paz" entre empresários e trabalhadores.

O Palácio do Planalto chegou a cogitar enviar ao Congresso uma medida provisória propondo a minirreforma trabalhista, mas desistiu na noite de quarta-feira (21) por causa de pressões das centrais sindicais.

O projeto de lei, que precisa ser aprovado pelo Congresso, dá força de lei aos acordos coletivos de trabalho negociados entre empresas e trabalhadores em vários benefícios e direitos trabalhistas.

Entre eles, permite que sindicatos e empresas negociem jornadas de até 12 horas diárias limitadas a 220 horas mensais, ou seja, com duração maior que as 8 horas diárias e 44 semanais previstas pela legislação atual.

O projeto propõe ainda que patrões e empregados negociem o trabalho remoto (fora do ambiente da empresa), remuneração por produtividade e registro de ponto.

Ao final da solenidade, Temer lembrou que chegou a ser desaconselhado a tratar da reforma trabalhista por amigos. "As pessoas diziam, 'Temer, você vai ter um trabalho danado, é muito polêmica, vai gerar muito conflito'", afirmou o presidente, para em seguida elogiar o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, pela negociação feita com empresas e sindicalistas sobre o tema.

Nunca caí de uma pinguela', diz Temer sobre declaração de FHC

O presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (22) que nunca caiu de uma "pinguela", expressão utilizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para classificar o governo do peemedebista.

Durante café da manhã com jornalistas no Palácio da Alvorada, Temer relembrou, em um de seus poucos momentos de descontração, um período de sua infância no qual brincava com amigos em um riacho, justamente atravessando uma pinguela, uma espécie de ponte frágil e improvisada. "E sabe que nunca caí?", disse o presidente, aos risos.

"Quando ouvi essa expressão pinguela, essa expressão delicada, pinguela, em que há muitas amarguras e paixões por trás, a primeira coisa que lembrei foi da minha infância. Se é ponte ou pinguela, não importa. O que importa é atravessar", completou Temer.

No final de novembro, FHC comparou o governo do peemedebista a uma "pinguela" e afirmou que se esforça para contribuir de alguma forma para que Temer consiga chegar até o fim de seu mandato, em 2018.

À época, Temer confidenciou a aliados ter ficado bastante incomodado com as declarações do tucano. O presidente tem feito esforços constantes para manter o PSDB aliado ao governo, inclusive cedendo mais espaço ao partido no núcleo do Planalto.

O deputado Antonio Imbassay (PSDB-BA), por exemplo, será nomeado chefe da Secretaria de Governo no início do ano que vem.
"Temos tido um apoio extraordinário do PSDB", disse Temer.

'NÃO ME INCOMODA'

Em uma espécie de balanço de seus sete meses de governo, quatro deles como interino, Temer afirmou que tem "muitos erros", mas não tem "compromisso" com eles.

"Não tenho compromisso com erros. E não me incomoda ler 'Temer recua' [na imprensa]", declarou o presidente.

Nos últimos meses, a administração do peemedebista foi marcada por recuos, como a data para o envio da reforma da Previdência ao Congresso, alterada diversas vezes desde setembro, e, o mais recente, a desistência por parte do governo de enviar a reforma trabalhista por medida provisória ao Legislativo.

Temer afirmou que, sobre o assunto, "há o requisito de relevância", mas não o de "urgência" e, portanto, iria discutir o tema no Congresso.

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Temer lança pacote de Natal para trabalhadores e classe média

Alan Marques/Folhapress.
Temer:
Temer: "Não tenho compromisso com erros".
Quinta, 22/12/2016 14:39.

VALDO CRUZ E MARINA DIAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Encerrando o ano com a economia ainda em recessão e baixa popularidade, o presidente Michel Temer anunciou nesta quinta-feira (22) três medidas destinadas a agradar a classe média e trabalhadores: saque de contas inativas do FGTS, redução dos juros de cartões de crédito e prorrogação do programa de proteção ao emprego.

Classificadas de bondades de final de ano, as iniciativas foram divulgadas pelo próprio presidente durante café da manhã com jornalistas no Palácio da Alvorada. Ele fez questão de abrir sua fala à imprensa listando as medidas nesta reta final de ano.

No caso do FGTS, o governo vai autorizar os trabalhadores a sacarem todo saldo de contas inativas existentes em 31 de dezembro de 2015.

Inicialmente, o governo pensou em criar um limite para o saque, de R$ 1.000, mas desistiu na noite de quarta-feira (21) por considerar de alta complexidade operacional.

Os trabalhadores poderão sacar todas as contas inativas que tiverem de FGTS. No início de fevereiro, será divulgado um calendário de saque, de acordo com a data de nascimento do trabalhador, para evitar correria nas agências da Caixa Econômica Federal.

O governo avalia que a medida vai injetar, ao longo do próximo ano, R$ 30 bilhões na economia, ajudando os trabalhadores a quitarem dívidas. Não haverá, porém, vinculação do saque ao pagamento de débitos. A pessoa poderá usar o recurso onde desejar.

"É uma injeção de recursos que vai movimentar a economia e poderia alcançar 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto), afirmou o presidente, lembrando que, hoje, cerca de 86% das contas inativas têm saldo na casa de um salário mínimo, R$ 880.

O saque do FGTS pode beneficiar 10,2 milhões de trabalhadores, segundo estimativas do governo.

No caso dos cartões de crédito, o governo buscou também adotar uma medida sempre reclamada pela classe média, de redução dos juros cobrados nesta modalidade de crédito.

O governo acertou com bancos e operadoras de crédito que o cartão de crédito rotativo será transformado em parcelado depois do primeiro vencimento, de 30 dias.

Com esta medida, a expectativa do Palácio do Planalto é que os juros caiam de mais de 400% para menos de 200%. "No primeiro trimestre, haverá redução de mais da metade dos juros cobrados no cartão de crédito", afirmou o presidente.

Questionado se a medida não era uma intervenção na economia, o presidente refutou. Disse que a medida foi acordada com bancos e operadoras de cartão de crédito, depois de negociações feitas ao longo das últimas semanas, e que o governo está adotando medidas para reduzir os custos destas empresas.

Ainda na linha de encerrar o ano com uma relação melhor com a população, o presidente desistiu de encaminhar por medida provisória ao Congresso a minirreforma trabalhista, que estava sendo contestada pelas centrais sindicais.

Constará na medida provisória apenas a prorrogação do Plano Nacional de Proteção ao Emprego, criado no governo Dilma, que passará a ser chamado de Programa Seguro-Emprego. Neste mecanismo, patrões podem negociar com empregados redução de 30% na jornada de trabalho. A perda salarial é bancada, em parte, com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). emer diz que reforma trabalhista é presente de Natal para o governo

Presente de Natal para o governo

Após assinar projeto de lei encaminhando ao Congresso a minirreforma trabalhista, o presidente Michel Temer disse que o governo ganha com a decisão um "presente de Natal" porque o evento representaria, segundo ele, a união entre patrões e empregados.

"O governo acaba de ganhar um presente de Natal, é um momento de solidariedade", afirmou Temer, numa referência ao que ele classificou de um momento de "paz" entre empresários e trabalhadores.

O Palácio do Planalto chegou a cogitar enviar ao Congresso uma medida provisória propondo a minirreforma trabalhista, mas desistiu na noite de quarta-feira (21) por causa de pressões das centrais sindicais.

O projeto de lei, que precisa ser aprovado pelo Congresso, dá força de lei aos acordos coletivos de trabalho negociados entre empresas e trabalhadores em vários benefícios e direitos trabalhistas.

Entre eles, permite que sindicatos e empresas negociem jornadas de até 12 horas diárias limitadas a 220 horas mensais, ou seja, com duração maior que as 8 horas diárias e 44 semanais previstas pela legislação atual.

O projeto propõe ainda que patrões e empregados negociem o trabalho remoto (fora do ambiente da empresa), remuneração por produtividade e registro de ponto.

Ao final da solenidade, Temer lembrou que chegou a ser desaconselhado a tratar da reforma trabalhista por amigos. "As pessoas diziam, 'Temer, você vai ter um trabalho danado, é muito polêmica, vai gerar muito conflito'", afirmou o presidente, para em seguida elogiar o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, pela negociação feita com empresas e sindicalistas sobre o tema.

Nunca caí de uma pinguela', diz Temer sobre declaração de FHC

O presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (22) que nunca caiu de uma "pinguela", expressão utilizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para classificar o governo do peemedebista.

Durante café da manhã com jornalistas no Palácio da Alvorada, Temer relembrou, em um de seus poucos momentos de descontração, um período de sua infância no qual brincava com amigos em um riacho, justamente atravessando uma pinguela, uma espécie de ponte frágil e improvisada. "E sabe que nunca caí?", disse o presidente, aos risos.

"Quando ouvi essa expressão pinguela, essa expressão delicada, pinguela, em que há muitas amarguras e paixões por trás, a primeira coisa que lembrei foi da minha infância. Se é ponte ou pinguela, não importa. O que importa é atravessar", completou Temer.

No final de novembro, FHC comparou o governo do peemedebista a uma "pinguela" e afirmou que se esforça para contribuir de alguma forma para que Temer consiga chegar até o fim de seu mandato, em 2018.

À época, Temer confidenciou a aliados ter ficado bastante incomodado com as declarações do tucano. O presidente tem feito esforços constantes para manter o PSDB aliado ao governo, inclusive cedendo mais espaço ao partido no núcleo do Planalto.

O deputado Antonio Imbassay (PSDB-BA), por exemplo, será nomeado chefe da Secretaria de Governo no início do ano que vem.
"Temos tido um apoio extraordinário do PSDB", disse Temer.

'NÃO ME INCOMODA'

Em uma espécie de balanço de seus sete meses de governo, quatro deles como interino, Temer afirmou que tem "muitos erros", mas não tem "compromisso" com eles.

"Não tenho compromisso com erros. E não me incomoda ler 'Temer recua' [na imprensa]", declarou o presidente.

Nos últimos meses, a administração do peemedebista foi marcada por recuos, como a data para o envio da reforma da Previdência ao Congresso, alterada diversas vezes desde setembro, e, o mais recente, a desistência por parte do governo de enviar a reforma trabalhista por medida provisória ao Legislativo.

Temer afirmou que, sobre o assunto, "há o requisito de relevância", mas não o de "urgência" e, portanto, iria discutir o tema no Congresso.

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