Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Polícia
Erro da polícia paranaense leva inocente à prisão por ter nome parecido com o do suspeito

Sexta, 13/3/2020 13:41.
Reprodução

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No último dia 4, no condomínio onde é síndico em Itajaí, José Ricardo Martins da Silva foi preso preventivamente e encaminhado para o Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, na Canhanduba, sob a alegação de ter cometido estupro de vulnerável em Matinhos, no Paraná. Ele foi solto dois dias depois, por ser inocente.

A polícia confundiu o morador de Itajaí com o acusado José Ricardo Martins Melo.

O caso foi divulgado na manhã desta sexta-feira (13). Segundo informações, emocionado e chorando muito, José reencontrou a esposa, os filhos e o genro na saída do presídio.

“Eu agradeço a Deus por minha família, meus amigos, todos que oraram, e agradeço aos advogados que conseguiram me tirar daquele lugar. Eu quero justiça; pude ver que tem outras pessoas vivenciando a mesma injustiça, e isso é horrível e irreparável. Muda a vida da pessoa para sempre”, comentou.

Supervisor de pessoas e síndico, José Ricardo Martins da Silva mora em Itajaí com a família (é casado e pai de três filhos), não possui antecedentes criminais, e não esteve na cidade de Matinhos, no Paraná, na data do suposto crime.

Seu nome foi incluído no inquérito e no processo judicial, substituindo o acusado José Ricardo Martins Melo, como está no processo, que segue em segredo de justiça.

Os advogados Lucas Voigt e Queoma Lemos, de Itajaí, são os responsáveis por identificarem o erro da justiça paranaense e obterem o alvará de soltura.

A polícia de Santa Catarina apenas cumpriu o mandado de prisão, não cabendo questionar o mérito do processo ou identificar se o réu era de fato José Ricardo Martins Melo ou outra pessoa.

Os advogados explicam que a batalha jurídica agora é para inocentar o cliente.

“Por hora houve a revogação da prisão; o processo segue, e nós vamos trabalhar pela absolvição. Esperamos que os egos daqueles que erraram não se inflamem para manter a injustiça aplicada a um inocente”, disse o advogado Lucas Voigt.

Para Queoma Lemos, a falta de cuidado pode transformar justiça em injustiça.

“É indignante que o Processo Penal brasileiro esteja fazendo mais uma vítima. Não se pode querer fazer justiça a qualquer preço e de qualquer forma, por que a justiça feita de maneira errada vira injustiça”, comentou.

Os equívocos no processo

Os fatos ocorreram em 2013 e apenas em 2018 o Ministério Público se posicionou pela mudança do nome dos réus, requerendo a prisão preventiva. Não foi levado em conta na denúncia que na data do suposto crime José Ricardo Martins da Silva residia em Maringá (PR), cidade a cerca de 544 quilômetros de distância do local do suposto fato, o município de Matinhos - uma média de sete horas de viagem de carro.

Na época, José Ricardo Martins da Silva trabalhava como encarregado de produção numa empresa de lajes e pré-moldados, tinha vínculo de trabalho com horário certo e determinado, e não realizava viagens a trabalho, o que confirma que o mesmo não tinha condições de cometer o crime pelo qual foi acusado e preso.


Momento da prisão


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Página 3
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Erro da polícia paranaense leva inocente à prisão por ter nome parecido com o do suspeito

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Sexta, 13/3/2020 13:41.

No último dia 4, no condomínio onde é síndico em Itajaí, José Ricardo Martins da Silva foi preso preventivamente e encaminhado para o Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, na Canhanduba, sob a alegação de ter cometido estupro de vulnerável em Matinhos, no Paraná. Ele foi solto dois dias depois, por ser inocente.

A polícia confundiu o morador de Itajaí com o acusado José Ricardo Martins Melo.

O caso foi divulgado na manhã desta sexta-feira (13). Segundo informações, emocionado e chorando muito, José reencontrou a esposa, os filhos e o genro na saída do presídio.

“Eu agradeço a Deus por minha família, meus amigos, todos que oraram, e agradeço aos advogados que conseguiram me tirar daquele lugar. Eu quero justiça; pude ver que tem outras pessoas vivenciando a mesma injustiça, e isso é horrível e irreparável. Muda a vida da pessoa para sempre”, comentou.

Supervisor de pessoas e síndico, José Ricardo Martins da Silva mora em Itajaí com a família (é casado e pai de três filhos), não possui antecedentes criminais, e não esteve na cidade de Matinhos, no Paraná, na data do suposto crime.

Seu nome foi incluído no inquérito e no processo judicial, substituindo o acusado José Ricardo Martins Melo, como está no processo, que segue em segredo de justiça.

Os advogados Lucas Voigt e Queoma Lemos, de Itajaí, são os responsáveis por identificarem o erro da justiça paranaense e obterem o alvará de soltura.

A polícia de Santa Catarina apenas cumpriu o mandado de prisão, não cabendo questionar o mérito do processo ou identificar se o réu era de fato José Ricardo Martins Melo ou outra pessoa.

Os advogados explicam que a batalha jurídica agora é para inocentar o cliente.

“Por hora houve a revogação da prisão; o processo segue, e nós vamos trabalhar pela absolvição. Esperamos que os egos daqueles que erraram não se inflamem para manter a injustiça aplicada a um inocente”, disse o advogado Lucas Voigt.

Para Queoma Lemos, a falta de cuidado pode transformar justiça em injustiça.

“É indignante que o Processo Penal brasileiro esteja fazendo mais uma vítima. Não se pode querer fazer justiça a qualquer preço e de qualquer forma, por que a justiça feita de maneira errada vira injustiça”, comentou.

Os equívocos no processo

Os fatos ocorreram em 2013 e apenas em 2018 o Ministério Público se posicionou pela mudança do nome dos réus, requerendo a prisão preventiva. Não foi levado em conta na denúncia que na data do suposto crime José Ricardo Martins da Silva residia em Maringá (PR), cidade a cerca de 544 quilômetros de distância do local do suposto fato, o município de Matinhos - uma média de sete horas de viagem de carro.

Na época, José Ricardo Martins da Silva trabalhava como encarregado de produção numa empresa de lajes e pré-moldados, tinha vínculo de trabalho com horário certo e determinado, e não realizava viagens a trabalho, o que confirma que o mesmo não tinha condições de cometer o crime pelo qual foi acusado e preso.


Momento da prisão


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