Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Polícia
Briga na Avenida Atlântica repercute, comandante da Guarda dá explicações

Quarta, 9/12/2020 15:36.

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Uma briga na tarde de terça-feira (8), por volta de 17h, na Avenida Atlântica, repercutiu nas redes sociais pela participação de Juliano Wandalen, o ‘Ninja’, marido da vereadora Juliethe Nitz, que já se envolveu em outras situações de violência.

Através das imagens é possível ver que um homem é imobilizado pelo lutador. O comandante da Guarda Municipal, Douglas Ferraz explicou que foi uma discussão que evoluiu para briga.

Ele disse que o procedimento dos guardas que atenderam a ocorrência foi padrão. O relato repassado foi de que dois irmãos (uma mulher e um homem) estariam consumindo entorpecente maconha na praia central e que Juliano Ninja os repreendeu, os três discutiram e os dois homens acabaram brigando.

“O guarda-vidas chamou a Guarda Municipal e Juliano Ninja imobilizou o homem até a chegada da Guarda. Os três foram conduzidos à delegacia, assim como testemunhas que estavam no local. No relato, tanto da ocorrência, como no boletim de ocorrência, não houve qualquer menção de injúria racial ou qualquer outra coisa, nem por testemunhas, só vi isso em mídias sociais; foi feito o termo circunstanciado pela via de fato”, diz.

Segundo Ferraz, os envolvidos responderão em liberdade já que é um crime de menor potencial ofensivo e nenhum dos envolvidos se feriu gravemente.

Homem reclama de agressão

O homem, que não foi identificado, alegou em redes sociais que não houve motivo para a agressão e que ele e a irmã foram ‘encarados’ por Juliano que o pegou por trás e o socou no queixo.

O homem foi derrubado na calçada e imobilizado pelo lutador. Eke alega que guarda-vidas teriam se aproximado para auxiliar Juliano, e que seriam amigos pessoais dele.

“Acredito que o motivo foi racismo, pois ele não parava de me chamar de preto e minha irmã de sapatona [...] dizendo que ia ‘estrupa’ ela. [...] Já abri processo contra racismo e vou levar isso adiante”, escreveu. O homem também citou um guarda municipal, que teria levado Ninja até a delegacia.

Comandante nega privilégios

Sobre o comentário do envolvido de que Ninja teria tido privilégios – ele já ministrou aulas de luta para os guardas municipais em 2018 e 2019 – o Comandante Douglas nega, salientando que não há qualquer vínculo com a Guarda e que os guardas que atenderam o caso ‘agiram com isonomia’.

Não foi encontrada maconha

O Comandante confirmou ao Página3 que não houve flagrante do uso de maconha ou do porte da droga.

O que diz Juliano Ninja

Juliano Ninja foi procurado pelo Página 3 e deu a sua versão dos fatos. Confira abaixo.

“Eu não aceito que pessoas de bem precisem ficar reclusas perante marginais, traficantes, pessoas que praticam a imoralidade. Estão achando que a praia é quintal de casa para usar drogas e traficar. Eu moro na frente da praia, já precisei enquadrar cara que estava usando drogas na frente da minha filha, a Juliethe (Nitz, vereadora, esposa dele) foi ameaçada semana passada na frente do nosso prédio porque pediu para um homem que estava usando drogas se afastar. Ele xingou ela, ela poderia ter apanhado. Não é permitido isso, e para mim o errado continuará sendo errado. Ontem (terça-feira, 8) eu desci para treinar na praia e eles (os irmãos) estavam fumando maconha atrás de um quiosque, eu pedi para apagar, o cara disse que já apagaria e então eu repeti, pedindo para ele apagar. Ele disse então que ‘por minha causa o Brasil não vai pra frente’, me xingou. Eu perguntei se ele queria alguma coisa e o mandei embora. Me afastei e então os dois passaram me provocando, me xingando. O cara se armou e veio pra cima de mim, e então acabou apanhando de um cara menor que ele, pai de família, mais velho que ele. Eu o imobilizei por uns 25 minutos, até a chegada da Guarda Municipal, mas ele apanhou um pouco no começo. A irmã dele me chutou várias vezes, mas continuei o segurando. Há testemunhas de tudo o que aconteceu, cerca de seis ou sete guarda-vidas, eles falaram que não aguentam mais esse tipo de situação, o uso de drogas na praia. Falam que sou agressivo, mas se for para defender a minha família sempre serei. Sou conservador. Falaram que eu conheço o GM Junior, e de fato o conheço de vista, e aí fica incoerente falarem que sou racista, pois o próprio Junior é negro. O cara falou que eu estava sob uso de drogas, vou fazer um exame toxicológico porque eu não uso nada, nem em bares por aí eu vou. Não aceito ser cerceado do meu lazer por esse tipo de imoralidade, vejo que se as pessoas não se manifestarem daqui a pouco esses marginais vão estar usando droga dentro da nossa casa, se aproveitarão de nossas mulheres e filhas. Se pessoas de bem se calam, as más ocupam espaço”.



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Página 3

Briga na Avenida Atlântica repercute, comandante da Guarda dá explicações

Quarta, 9/12/2020 15:36.

Uma briga na tarde de terça-feira (8), por volta de 17h, na Avenida Atlântica, repercutiu nas redes sociais pela participação de Juliano Wandalen, o ‘Ninja’, marido da vereadora Juliethe Nitz, que já se envolveu em outras situações de violência.

Através das imagens é possível ver que um homem é imobilizado pelo lutador. O comandante da Guarda Municipal, Douglas Ferraz explicou que foi uma discussão que evoluiu para briga.

Ele disse que o procedimento dos guardas que atenderam a ocorrência foi padrão. O relato repassado foi de que dois irmãos (uma mulher e um homem) estariam consumindo entorpecente maconha na praia central e que Juliano Ninja os repreendeu, os três discutiram e os dois homens acabaram brigando.

“O guarda-vidas chamou a Guarda Municipal e Juliano Ninja imobilizou o homem até a chegada da Guarda. Os três foram conduzidos à delegacia, assim como testemunhas que estavam no local. No relato, tanto da ocorrência, como no boletim de ocorrência, não houve qualquer menção de injúria racial ou qualquer outra coisa, nem por testemunhas, só vi isso em mídias sociais; foi feito o termo circunstanciado pela via de fato”, diz.

Segundo Ferraz, os envolvidos responderão em liberdade já que é um crime de menor potencial ofensivo e nenhum dos envolvidos se feriu gravemente.

Homem reclama de agressão

O homem, que não foi identificado, alegou em redes sociais que não houve motivo para a agressão e que ele e a irmã foram ‘encarados’ por Juliano que o pegou por trás e o socou no queixo.

O homem foi derrubado na calçada e imobilizado pelo lutador. Eke alega que guarda-vidas teriam se aproximado para auxiliar Juliano, e que seriam amigos pessoais dele.

“Acredito que o motivo foi racismo, pois ele não parava de me chamar de preto e minha irmã de sapatona [...] dizendo que ia ‘estrupa’ ela. [...] Já abri processo contra racismo e vou levar isso adiante”, escreveu. O homem também citou um guarda municipal, que teria levado Ninja até a delegacia.

Comandante nega privilégios

Sobre o comentário do envolvido de que Ninja teria tido privilégios – ele já ministrou aulas de luta para os guardas municipais em 2018 e 2019 – o Comandante Douglas nega, salientando que não há qualquer vínculo com a Guarda e que os guardas que atenderam o caso ‘agiram com isonomia’.

Não foi encontrada maconha

O Comandante confirmou ao Página3 que não houve flagrante do uso de maconha ou do porte da droga.

O que diz Juliano Ninja

Juliano Ninja foi procurado pelo Página 3 e deu a sua versão dos fatos. Confira abaixo.

“Eu não aceito que pessoas de bem precisem ficar reclusas perante marginais, traficantes, pessoas que praticam a imoralidade. Estão achando que a praia é quintal de casa para usar drogas e traficar. Eu moro na frente da praia, já precisei enquadrar cara que estava usando drogas na frente da minha filha, a Juliethe (Nitz, vereadora, esposa dele) foi ameaçada semana passada na frente do nosso prédio porque pediu para um homem que estava usando drogas se afastar. Ele xingou ela, ela poderia ter apanhado. Não é permitido isso, e para mim o errado continuará sendo errado. Ontem (terça-feira, 8) eu desci para treinar na praia e eles (os irmãos) estavam fumando maconha atrás de um quiosque, eu pedi para apagar, o cara disse que já apagaria e então eu repeti, pedindo para ele apagar. Ele disse então que ‘por minha causa o Brasil não vai pra frente’, me xingou. Eu perguntei se ele queria alguma coisa e o mandei embora. Me afastei e então os dois passaram me provocando, me xingando. O cara se armou e veio pra cima de mim, e então acabou apanhando de um cara menor que ele, pai de família, mais velho que ele. Eu o imobilizei por uns 25 minutos, até a chegada da Guarda Municipal, mas ele apanhou um pouco no começo. A irmã dele me chutou várias vezes, mas continuei o segurando. Há testemunhas de tudo o que aconteceu, cerca de seis ou sete guarda-vidas, eles falaram que não aguentam mais esse tipo de situação, o uso de drogas na praia. Falam que sou agressivo, mas se for para defender a minha família sempre serei. Sou conservador. Falaram que eu conheço o GM Junior, e de fato o conheço de vista, e aí fica incoerente falarem que sou racista, pois o próprio Junior é negro. O cara falou que eu estava sob uso de drogas, vou fazer um exame toxicológico porque eu não uso nada, nem em bares por aí eu vou. Não aceito ser cerceado do meu lazer por esse tipo de imoralidade, vejo que se as pessoas não se manifestarem daqui a pouco esses marginais vão estar usando droga dentro da nossa casa, se aproveitarão de nossas mulheres e filhas. Se pessoas de bem se calam, as más ocupam espaço”.



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