Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Polícia
“A polícia não tem muito o que fazer”, diz secretário da Segurança sobre menores infratores

Terça, 30/7/2019 17:53.
Divulgação.
O adolescente apreendido na noite de ontem na Avenida Atlântica, nas proximidades da rua 1.400

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Somente nessas últimas horas, na noite de ontem (29), três menores infratores foram apreendidos, dois pela Guarda Municipal e um pela Polícia Militar. A situação alerta para a questão da dificuldade enfrentada pelas forças da segurança, já que as leis sobre infrações cometidas por adolescentes são ‘brandas’ e dificultam as penalidades.

Os dois menores infratores apreendidos pela Guarda Municipal estavam traficando drogas no centro da cidade, ambos na Avenida Atlântica. Um estava com 29 pedras de crack nas proximidades da Rua 1.400 e o outro perto da Alvin Bauer com cocaína e maconha. Os dois têm 16 anos. Já o apreendido pela PM tem 17 anos e também estava traficando cocaína e maconha, mas no Bairro Nova Esperança. Os três estavam com dinheiro proveniente da venda dos ilícitos.

O secretário de Segurança, David Queiroz, analisa a situação e pontua que ‘infelizmente as leis brandas com relação aos adolescentes, completadas pelas questões sociais e o desvirtuamento moral’ dificultam o trabalho das forças da segurança. Ele vê que os problemas familiares e a rebeldia dessa idade também potencializam o envolvimento com atividades ilícitas.

“É a realidade do país, não só de Balneário Camboriú e a polícia não tem muito o que fazer. Envolve a educação também, além da perspectiva de futuro. Vejo que é muito importante esses adolescentes terem o que fazer no contraturno escolar, como esporte, lazer, e também precisam ter uma profissão”, opina.

Para melhorar a situação, Queiroz conta que os guardas e policiais vêm intensificando as rondas e os patrulhamentos a pé. Segundo ele, a área onde o público reclama mais de infrações do tipo é o centro da cidade.

Apesar dos GMs e PMs conhecerem boa parte dos menores envolvidos com o crime, sempre há gente nova na cidade.

“A maioria são conhecidos e muitos com várias passagens pela polícia, mas sempre tem gente nova. Balneário atrai muitas pessoas de fora, que trazem suas famílias e alguns se perdem. Não é algo muito fácil de solucionar e só o lado da repressão não adianta, é um trabalho a longo prazo. Os adolescentes precisam ter perspectiva de futuro, olhar para eles mesmos, e não podem admirar os traficantes”, completa.

O adolescente apreendido na noite de ontem na Avenida Atlântica, nas proximidades da Alvim Bauer.

O adolescente apreendido na noite de ontem no Bairro Nova Esperança


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Página 3
Divulgação.
O adolescente apreendido na noite de ontem na Avenida Atlântica, nas proximidades da rua 1.400
O adolescente apreendido na noite de ontem na Avenida Atlântica, nas proximidades da rua 1.400

“A polícia não tem muito o que fazer”, diz secretário da Segurança sobre menores infratores

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Terça, 30/7/2019 17:53.

Somente nessas últimas horas, na noite de ontem (29), três menores infratores foram apreendidos, dois pela Guarda Municipal e um pela Polícia Militar. A situação alerta para a questão da dificuldade enfrentada pelas forças da segurança, já que as leis sobre infrações cometidas por adolescentes são ‘brandas’ e dificultam as penalidades.

Os dois menores infratores apreendidos pela Guarda Municipal estavam traficando drogas no centro da cidade, ambos na Avenida Atlântica. Um estava com 29 pedras de crack nas proximidades da Rua 1.400 e o outro perto da Alvin Bauer com cocaína e maconha. Os dois têm 16 anos. Já o apreendido pela PM tem 17 anos e também estava traficando cocaína e maconha, mas no Bairro Nova Esperança. Os três estavam com dinheiro proveniente da venda dos ilícitos.

O secretário de Segurança, David Queiroz, analisa a situação e pontua que ‘infelizmente as leis brandas com relação aos adolescentes, completadas pelas questões sociais e o desvirtuamento moral’ dificultam o trabalho das forças da segurança. Ele vê que os problemas familiares e a rebeldia dessa idade também potencializam o envolvimento com atividades ilícitas.

“É a realidade do país, não só de Balneário Camboriú e a polícia não tem muito o que fazer. Envolve a educação também, além da perspectiva de futuro. Vejo que é muito importante esses adolescentes terem o que fazer no contraturno escolar, como esporte, lazer, e também precisam ter uma profissão”, opina.

Para melhorar a situação, Queiroz conta que os guardas e policiais vêm intensificando as rondas e os patrulhamentos a pé. Segundo ele, a área onde o público reclama mais de infrações do tipo é o centro da cidade.

Apesar dos GMs e PMs conhecerem boa parte dos menores envolvidos com o crime, sempre há gente nova na cidade.

“A maioria são conhecidos e muitos com várias passagens pela polícia, mas sempre tem gente nova. Balneário atrai muitas pessoas de fora, que trazem suas famílias e alguns se perdem. Não é algo muito fácil de solucionar e só o lado da repressão não adianta, é um trabalho a longo prazo. Os adolescentes precisam ter perspectiva de futuro, olhar para eles mesmos, e não podem admirar os traficantes”, completa.

O adolescente apreendido na noite de ontem na Avenida Atlântica, nas proximidades da Alvim Bauer.

O adolescente apreendido na noite de ontem no Bairro Nova Esperança


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