Jornal Página 3

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Autoridades abafaram plano de suposto ataque a escola em Balneário Camboriú
Redes sociais.
Alunos da Ruizélio assistindo a uma palestra.

Segunda, 1/4/2019 10:02.

Autoridades da segurança pública em Balneário Camboriú “abafaram” o plano de um suposto ataque planejado por alunos à escola estadual Ruizélio Cabral, no Nova Esperança.

Dois alunos, após denúncias de colegas, foram apreendidos pelas autoridades com materiais que indicavam a preparação de um ataque, mas ainda de maneira incipiente, amadora.

Apesar do caso ter acontecido na sexta-feira, ele só veio à tona ontem (31), quando pais de alunos denunciaram a situação.

O “abafa” por parte das autoridades coloca em discussão se isso é ou não correto, se a comunidade tem ou não o direito de ser informada sobre um evento relevante na segurança pública.

A Polícia Militar havia optado por não se pronunciar, mas como o Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) divulgou a ocorrência sem autorização do Comandante, Tenente-Coronel Alexandre Coelho, ele resolveu conversar com o Página 3.

O Comandante explica que por volta das 16h a diretora do colégio os chamou, pois dois alunos denunciaram que outros dois estavam ameaçando cometer um atentado no colégio.

Os denunciados foram chamados e disseram que era brincadeira, que gostavam muito dos militares e de temas polêmicos, como o Estado Islâmico e ataques contra escolas.

“Eles disseram que não tinham intenção de atacar e nem machucar ninguém, porém como sabiam muitos detalhes de outros atentados, resolvemos ir até a casa deles, onde encontramos nos quartos os objetos apreendidos, como munições, explosivos, conteúdo extremista e até um alvo com um criminoso e uma vítima”, contou o Comandante.

O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso e os adolescentes encaminhados à delegacia, mas não ficaram apreendidos.

Eles prestaram depoimento e foram liberados, dizendo novamente que não possuíam intenção de atacar ninguém.

“Ficamos preocupados, claro. Situações do tipo eram mais comuns nos Estados Unidos, e agora chegou ao Brasil. Esperamos que não haja nada do tipo aqui, e por isso vamos intensificar as rondas escolares nos colégios públicos e privados, e fazer preventivo também dentro das escolas, nas salas de aula e corredores”, acrescentou.

O Comandante da PM pede ainda que as pessoas tenham cuidado com as fake news, pois depois do caso de Suzano muitas denúncias falsas chegaram até a polícia. “Causa pânico desnecessário. Pelo relato não podemos dizer que os meninos mentiram, não somos psicólogos para analisar o perfil deles, mas a Polícia Civil e o Conselho Tutelar vão seguir acompanhando o caso”, afirma.

O delegado regional de Balneário Camboriú, Fábio Moreira Osório, também foi procurado e disse que em razão da sensibilidade do assunto e para não despertar o interesse de outros jovens em ações similares opta por não se manifestar. Porém, ele informou que os envolvidos foram apreendidos pela Polícia Civil (após condução da Polícia Militar) e o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para apreciação.

O secretário municipal de Segurança, David Queiroz, também está sabendo da situação, e conta que coincidentemente nesta segunda-feira (1º) haverá o lançamento do projeto Abraço à Vida nas Escolas, que já está acontecendo no Centro Educacional Municipal Tomaz Francisco Garcia.

“Focamos mais na rede municipal, por isso são as policias Militar e Civil que estão cuidando desse caso, mas estamos acompanhando. Já era nosso foco fazer mais rondas escolares, inclusive com os quatro cães do K9, para termos uma presença menos hostil e nos aproximarmos de uma forma melhor dos alunos. Inclusive, no plano estratégico de segurança já havíamos previsto as palestras nos colégios, tratando de temas como bullying, que é um dos principais geradores dos ataques, e também como os professores e alunos devem reagir em situações do tipo”, completou.

A gerência da educação em Itajaí decidiu suspender os alunos e encaminhá-los para assistência psicológica.

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

Autoridades abafaram plano de suposto ataque a escola em Balneário Camboriú

Redes sociais.
Alunos da Ruizélio assistindo a uma palestra.
Alunos da Ruizélio assistindo a uma palestra.

Publicidade

Segunda, 1/4/2019 10:02.

Autoridades da segurança pública em Balneário Camboriú “abafaram” o plano de um suposto ataque planejado por alunos à escola estadual Ruizélio Cabral, no Nova Esperança.

Dois alunos, após denúncias de colegas, foram apreendidos pelas autoridades com materiais que indicavam a preparação de um ataque, mas ainda de maneira incipiente, amadora.

Apesar do caso ter acontecido na sexta-feira, ele só veio à tona ontem (31), quando pais de alunos denunciaram a situação.

O “abafa” por parte das autoridades coloca em discussão se isso é ou não correto, se a comunidade tem ou não o direito de ser informada sobre um evento relevante na segurança pública.

A Polícia Militar havia optado por não se pronunciar, mas como o Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) divulgou a ocorrência sem autorização do Comandante, Tenente-Coronel Alexandre Coelho, ele resolveu conversar com o Página 3.

O Comandante explica que por volta das 16h a diretora do colégio os chamou, pois dois alunos denunciaram que outros dois estavam ameaçando cometer um atentado no colégio.

Os denunciados foram chamados e disseram que era brincadeira, que gostavam muito dos militares e de temas polêmicos, como o Estado Islâmico e ataques contra escolas.

“Eles disseram que não tinham intenção de atacar e nem machucar ninguém, porém como sabiam muitos detalhes de outros atentados, resolvemos ir até a casa deles, onde encontramos nos quartos os objetos apreendidos, como munições, explosivos, conteúdo extremista e até um alvo com um criminoso e uma vítima”, contou o Comandante.

O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso e os adolescentes encaminhados à delegacia, mas não ficaram apreendidos.

Eles prestaram depoimento e foram liberados, dizendo novamente que não possuíam intenção de atacar ninguém.

“Ficamos preocupados, claro. Situações do tipo eram mais comuns nos Estados Unidos, e agora chegou ao Brasil. Esperamos que não haja nada do tipo aqui, e por isso vamos intensificar as rondas escolares nos colégios públicos e privados, e fazer preventivo também dentro das escolas, nas salas de aula e corredores”, acrescentou.

O Comandante da PM pede ainda que as pessoas tenham cuidado com as fake news, pois depois do caso de Suzano muitas denúncias falsas chegaram até a polícia. “Causa pânico desnecessário. Pelo relato não podemos dizer que os meninos mentiram, não somos psicólogos para analisar o perfil deles, mas a Polícia Civil e o Conselho Tutelar vão seguir acompanhando o caso”, afirma.

O delegado regional de Balneário Camboriú, Fábio Moreira Osório, também foi procurado e disse que em razão da sensibilidade do assunto e para não despertar o interesse de outros jovens em ações similares opta por não se manifestar. Porém, ele informou que os envolvidos foram apreendidos pela Polícia Civil (após condução da Polícia Militar) e o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para apreciação.

O secretário municipal de Segurança, David Queiroz, também está sabendo da situação, e conta que coincidentemente nesta segunda-feira (1º) haverá o lançamento do projeto Abraço à Vida nas Escolas, que já está acontecendo no Centro Educacional Municipal Tomaz Francisco Garcia.

“Focamos mais na rede municipal, por isso são as policias Militar e Civil que estão cuidando desse caso, mas estamos acompanhando. Já era nosso foco fazer mais rondas escolares, inclusive com os quatro cães do K9, para termos uma presença menos hostil e nos aproximarmos de uma forma melhor dos alunos. Inclusive, no plano estratégico de segurança já havíamos previsto as palestras nos colégios, tratando de temas como bullying, que é um dos principais geradores dos ataques, e também como os professores e alunos devem reagir em situações do tipo”, completou.

A gerência da educação em Itajaí decidiu suspender os alunos e encaminhá-los para assistência psicológica.

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade