Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Polícia
DIC de Itajaí desmantela esquema de sonegação de mais de R$ 1,5 milhão

Segunda, 17/9/2018 9:02.
Divulgação

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A Divisão de Investigações Criminais de Itajaí realizou na manhã de hoje (17) as últimas diligências de uma operação de desmantelou um esquema de sonegação e fabricação clandestina de semirreboques.

Segundo o delegado Weydson da Silva, foram 18 meses de investigações coletando elementos de prova contra uma organização criminosa. O bando é acusado de falsidade ideológica, uso de documentos falsos, adulteração de sinais identificadores de veículos, crime contra a ordem tributária e de lavagem de dinheiro.

Como funcionava

Com tarefas específicas divididas entre seus membros, o grupo usava cadastros de pessoas jurídicas para simular a fabricação de semirreboques pelos emitentes das respectivas notas fiscais.

No entanto, as pessoas jurídicas emitentes dos documentos fiscais sequer possuem como atividade a fabricação de semirreboques e os implementos ainda ostentam marcas de outros supostos fabricantes.

As notas fiscais emitidas ainda apresentam valores entre R$ 600,00 e 1.000,00 para implementos de três ou quatro eixos cuja venda inicial (0 km) é simulada como realizada - em sua grande maioria - para integrantes do próprio grupo.

Porém, a segunda venda, realizada em poucos dias, expõe o efetivo valor de mercado do bem, muitos acima de R$ 100.000,00 (cem mil reais). De acordo com a polícia, a operação é realizada pelos criminosos com o intuito de não recolher o ICMS de 17% sobre o valor real que deveria constar na nota fiscal quando da primeira venda (0 km).

A suposta primeira aquisição dos implementos por membros do próprio grupo se dá invariavelmente com a utilização de declarações de residência falsas. Ou seja, são indivíduos residentes no estado do Paraná (a maioria em Cascavel) ou em outras cidades de Santa Catarina que apresentaram declarações afirmando residir em Itajaí, muitos em endereços de próprios integrantes do grupo.

Em um único imóvel situado em Itajaí, conforme documentos angariados pela investigação, “residem” 13 adquirentes de semirreboques.

As empresas

Assim, foi comprovado que a empresa LILIAN PEREIRA FERRAZ ME, que possui como atividade o transporte rodoviário de cargas e o comércio de pescados e carnes, fabricou reboques da marca RECLAL, semirreboques da marca VALIN e semirreboques da marca RODOKINHO.

A TRUCKAR INDUSTRIA E COMÉRCIO DE REBOQUES E CARRETAS LTDA – ME, que não possui dentre suas atividades a fabricação de semirreboques, emitiu notas fiscais de fabricação de semirreboques da marca RODOKINHO e VALIN.

Também foram comprovadas simulações de vendas de semirreboques das marcas RODOKINHO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE VEÍCULOS RODOVIÁRIOS LTDA e TWR INDUSTRIA E COMERCIO DE MAQUINAS – EIRELI por preços irrisórios. A TWR também não possui autorização para a fabricação de semirreboques.

O impacto

Algumas empresas emitiram notas fiscais de fabricação de semirreboques de ano/modelo anteriores à data de sua própria constituição.

A DIC estima que mais de R$ 1,5 milhão tenham sido sonegados pelo não pagamento de ICMS.

15 pessoas já foram indiciadas e os trabalhos continuam para a completa identificação de todos os delitos praticados pelas empresas acima indicadas e indivíduos a elas relacionados.

Mais de 100 veículos com fabricações irregulares foram bloqueados administrativamente. No entanto, ainda restam veículos que se encontram nas situações acima retratadas a serem identificados e que também serão restringidos.

Estima-se que ao final das investigações, mais de 150 semirreboques irregulares serão atingidos pelas medidas administrativas.

As imagens dos chassis dos supostos semirreboques de 3 e 4 eixos fabricados pelas empresas expõem a clandestinidade das fabricações.

A DIC reafirma que informações sobre a prática de crimes podem ser encaminhadas ao e-mail [email protected], telefone 47 33482004 ou ainda na Rua Expedicionário Aleixo Maba, 199, Barra do Rio, Itajaí. O anonimato é garantido.


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DIC de Itajaí desmantela esquema de sonegação de mais de R$ 1,5 milhão

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Segunda, 17/9/2018 9:02.

A Divisão de Investigações Criminais de Itajaí realizou na manhã de hoje (17) as últimas diligências de uma operação de desmantelou um esquema de sonegação e fabricação clandestina de semirreboques.

Segundo o delegado Weydson da Silva, foram 18 meses de investigações coletando elementos de prova contra uma organização criminosa. O bando é acusado de falsidade ideológica, uso de documentos falsos, adulteração de sinais identificadores de veículos, crime contra a ordem tributária e de lavagem de dinheiro.

Como funcionava

Com tarefas específicas divididas entre seus membros, o grupo usava cadastros de pessoas jurídicas para simular a fabricação de semirreboques pelos emitentes das respectivas notas fiscais.

No entanto, as pessoas jurídicas emitentes dos documentos fiscais sequer possuem como atividade a fabricação de semirreboques e os implementos ainda ostentam marcas de outros supostos fabricantes.

As notas fiscais emitidas ainda apresentam valores entre R$ 600,00 e 1.000,00 para implementos de três ou quatro eixos cuja venda inicial (0 km) é simulada como realizada - em sua grande maioria - para integrantes do próprio grupo.

Porém, a segunda venda, realizada em poucos dias, expõe o efetivo valor de mercado do bem, muitos acima de R$ 100.000,00 (cem mil reais). De acordo com a polícia, a operação é realizada pelos criminosos com o intuito de não recolher o ICMS de 17% sobre o valor real que deveria constar na nota fiscal quando da primeira venda (0 km).

A suposta primeira aquisição dos implementos por membros do próprio grupo se dá invariavelmente com a utilização de declarações de residência falsas. Ou seja, são indivíduos residentes no estado do Paraná (a maioria em Cascavel) ou em outras cidades de Santa Catarina que apresentaram declarações afirmando residir em Itajaí, muitos em endereços de próprios integrantes do grupo.

Em um único imóvel situado em Itajaí, conforme documentos angariados pela investigação, “residem” 13 adquirentes de semirreboques.

As empresas

Assim, foi comprovado que a empresa LILIAN PEREIRA FERRAZ ME, que possui como atividade o transporte rodoviário de cargas e o comércio de pescados e carnes, fabricou reboques da marca RECLAL, semirreboques da marca VALIN e semirreboques da marca RODOKINHO.

A TRUCKAR INDUSTRIA E COMÉRCIO DE REBOQUES E CARRETAS LTDA – ME, que não possui dentre suas atividades a fabricação de semirreboques, emitiu notas fiscais de fabricação de semirreboques da marca RODOKINHO e VALIN.

Também foram comprovadas simulações de vendas de semirreboques das marcas RODOKINHO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE VEÍCULOS RODOVIÁRIOS LTDA e TWR INDUSTRIA E COMERCIO DE MAQUINAS – EIRELI por preços irrisórios. A TWR também não possui autorização para a fabricação de semirreboques.

O impacto

Algumas empresas emitiram notas fiscais de fabricação de semirreboques de ano/modelo anteriores à data de sua própria constituição.

A DIC estima que mais de R$ 1,5 milhão tenham sido sonegados pelo não pagamento de ICMS.

15 pessoas já foram indiciadas e os trabalhos continuam para a completa identificação de todos os delitos praticados pelas empresas acima indicadas e indivíduos a elas relacionados.

Mais de 100 veículos com fabricações irregulares foram bloqueados administrativamente. No entanto, ainda restam veículos que se encontram nas situações acima retratadas a serem identificados e que também serão restringidos.

Estima-se que ao final das investigações, mais de 150 semirreboques irregulares serão atingidos pelas medidas administrativas.

As imagens dos chassis dos supostos semirreboques de 3 e 4 eixos fabricados pelas empresas expõem a clandestinidade das fabricações.

A DIC reafirma que informações sobre a prática de crimes podem ser encaminhadas ao e-mail [email protected], telefone 47 33482004 ou ainda na Rua Expedicionário Aleixo Maba, 199, Barra do Rio, Itajaí. O anonimato é garantido.


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