Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Polícia
Imprensa internacional repercute morte da vereadora do PSOL no Rio

Governo federal oferece PF para investigar

Quinta, 15/3/2018 8:37.
Midia Ninja/PSOL.

Publicidade

(FOLHAPRESS) - A morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), 38, na noite desta quarta-feira (14), no Rio, repercutiu na imprensa internacional. Sites dos principais veículos de imprensa dos EUA, Inglaterra, Argentina, Peru e Venezuela publicaram a notícia do assassinato da parlamentar.

O inglês The Guardian e os americanos New York Times, Washington Post e ABC Press usaram texto da agência Associated Press para noticiar a morte da vereadora. Na reportagem é destacado que a vereadora e seu motorista foram mortos por criminosos não identificados no centro do Rio, onde militares estão encarregados pela segurança há um mês após uma onda de violência.

O texto descreve Marielle como especialista em violência policial e lembra que no último sábado (10) ela acusou policiais de serem extremamente agressivos nas incursões em favelas.

O texto publicado no site da TV venezuelana Telesur falou do assassinato de Marielle a caminho de casa e destacou que o carro no qual estava foi alvo de oito tiros.

O site do jornal argentino Clarín fala que a morte da vereadora choca o Brasil e mobiliza partidos e organizações sociais que pediram marchas nesta quinta (15). O jornal peruano El Comércio descreveu Marielle como uma pessoa muito ativa na luta por direitos humanos e que ela tinha se convertido em uma dura crítica da intervenção do Exército na segurança do Rio.

ATAQUE

A vereadora Marielle Franco (PSOL) foi morta na rua Joaquim Palhares, no Estácio, zona norte do Rio.

Ela e o motorista do carro em que estavam foram baleados e ambos morreram. Uma assessora que a acompanhava sobreviveu. Testemunhas ouviram cerca de dez tiros no momento do crime.

A parlamentar voltava do evento "Jovens Negras Movendo as Estruturas", uma roda de conversa na Lapa (centro), quando foi interceptada pelos criminosos.

A vereadora era aliada do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que ficou em segundo lugar na eleição para prefeito do Rio. Freixo e correligionários compareceram ao local do crime. O deputado disse que todas as características indicam ter se tratado de uma execução e que vai cobrar providências.

Segundo ele, nem o partido e nem a família de Marielle sabiam de ameaças contra ela. "Cabe à polícia investigar. Há caminhos para se investigar esse crime", afirmou.

Para ele, a morte de Marielle "é um crime contra a democracia, um crime contra todos nós." Chorando, disse que a conheceu jovem, há dez anos, quando ela começou a trabalhar com o deputado.

"Era uma pessoa muito importante na luta contra o racismo no Rio", disse ele. A terceira ocupante do carro, sua assessora de imprensa, prestou depoimento à Delegacia de Homicídios. Ela, que foi ferida por estilhaços, deixou o local muito abalada e não quis falar com a imprensa.

Planalto oferece PF e partidos cobram apuração

TALITA FERNANDES E ANGELA BOLDRINI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL-RJ) ter sido morta a tiros nesta quarta-feira (14), o governo anunciou ter colocado a Polícia Federal à disposição para apurar o caso.

O assassinato ocorre em meio à intervenção federal no Rio de Janeiro, que completa um mês na sexta-feira (16).

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou ter conversado com o interventor federal no estado, general Walter Braga Netto.

À reportagem, o ministro disse que cuidará pessoalmente do caso junto às autoridades do Rio. Ele disse ter contatado o chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, que tomou posse do cargo na terça (13).

Jungmann disse ainda que ligou para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) para prestar solidariedade.

A morte de Marielle, quinta vereadora mais votada nas eleições de 2016, ocorre num momento em que o governo busca melhorar sua aprovação por meio da agenda de segurança pública.

Em fevereiro, o Michel Temer criou um ministério extraordinário para cuidar do tema, para o qual destacou Jungmann, que estava à frente da pasta da Defesa.

REPERCUSSÃO

Partidos e políticos lamentaram o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) na noite de quarta-feira (14) na zona norte do Rio de Janeiro.

O PSOL, partido de Marielle, exigiu em nota "apuração imediata e rigorosa" do crime, e afirmou que a atuação de Marielle "como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta".

"Estamos ao lado dos familiares, amigos, assessores e dirigentes partidários do PSOL/RJ nesse momento de dor e indignação. A atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta. Exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo. Não nos calaremos!", diz o texto.

A vereadora e o motorista do carro em que estavam foram baleados e ambos morreram. Uma assessora que a acompanhava sobreviveu.

Testemunhas dizem ter ouvido dez tiros.

A morte da política de 38 anos ocorre dois dias antes de a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro completar um mês. A vereadora era contrária à medida.

O partido convocou uma manifestação em homenagem à vereadora para esta quinta-feira (15), na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Em nota, o PT afirmou que "Marielle foi executada no momento em que vinha denunciando os abusos de autoridade e a violência contra moradores das favelas e bairros pobres da cidade, por parte de integrantes de um batalhão da Polícia Militar".

"As circunstâncias em que o crime ocorreu ainda são nebulosas, e a Bancada do PT alia-se a todas as forças democráticas que exigem neste momento uma rápida e rigorosa apuração do crime pelas autoridades da área de segurança", diz o texto. "Militante dos direitos humanos e ardorosa defensora da igualdade social, Marielle deixa um exemplo para aqueles que lutam por um Brasil mais justo, solidário e desenvolvido."

No Twitter, pré-candidatos à presidência da República também lamentaram o assassinato da vereadora.

"É muito grave e triste a notícia do assassinato da vereadora Marielle Franco do PSOL-RJ. As autoridades precisam abrir investigações rigorosas. Minha solidariedade, nesse momento de perda e dor. Que Deus possa consolar a família, amigos e companheiros de militância", escreveu a pré-candidata da REDE, Marina Silva.

A pré-candidata do PC do B, Manuela D'Ávila também se manifestou pela rede social: "Chocada e triste com o assassinato da Vereadora do PSOL no Rio, Marielle Franco. Apuração já! Ninguém vai calar as mulheres que lutam, Marielle. Meu abraço à família e aos companheiros e companheiras do PSOL."

Flávio Bolsonaro (PSC), deputado estadual e adversário político do PSOL, também expressou condolências. Ele afirmou que a causa da morte da vereadora foi a "impunidade e a legislação penal frouxa". "Meus sentimentos às famílias da vereadora Marielle Franco e de seu motorista. Apesar de profundas divergências políticas, sempre tive relação respeitosa com ela. A impunidade e a legislação penal frouxa seguem estimulando a violência."

Em nota, o líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), afirmou que o "assassinato da vereadora Marielle Franco do PSOL fere não apenas o Rio de Janeiro. Fere a democracia brasileira". "O país todo clama por mais segurança. Minha solidariedade à família de Marielle", diz o texto.

Outros parlamentares, como os deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP), Erika Kokay (PT-DF), Jandira Feghali (PC do B-RJ), Chico Alencar (PSOL-RJ), Wadih Damous (PT-RJ), Jean Wyllys (PSOL-RJ) também usaram a rede social para lamentar a morte de Marielle e cobrar investigações.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
Midia Ninja/PSOL.

Imprensa internacional repercute morte da vereadora do PSOL no Rio

Governo federal oferece PF para investigar

Publicidade

Quinta, 15/3/2018 8:37.

(FOLHAPRESS) - A morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), 38, na noite desta quarta-feira (14), no Rio, repercutiu na imprensa internacional. Sites dos principais veículos de imprensa dos EUA, Inglaterra, Argentina, Peru e Venezuela publicaram a notícia do assassinato da parlamentar.

O inglês The Guardian e os americanos New York Times, Washington Post e ABC Press usaram texto da agência Associated Press para noticiar a morte da vereadora. Na reportagem é destacado que a vereadora e seu motorista foram mortos por criminosos não identificados no centro do Rio, onde militares estão encarregados pela segurança há um mês após uma onda de violência.

O texto descreve Marielle como especialista em violência policial e lembra que no último sábado (10) ela acusou policiais de serem extremamente agressivos nas incursões em favelas.

O texto publicado no site da TV venezuelana Telesur falou do assassinato de Marielle a caminho de casa e destacou que o carro no qual estava foi alvo de oito tiros.

O site do jornal argentino Clarín fala que a morte da vereadora choca o Brasil e mobiliza partidos e organizações sociais que pediram marchas nesta quinta (15). O jornal peruano El Comércio descreveu Marielle como uma pessoa muito ativa na luta por direitos humanos e que ela tinha se convertido em uma dura crítica da intervenção do Exército na segurança do Rio.

ATAQUE

A vereadora Marielle Franco (PSOL) foi morta na rua Joaquim Palhares, no Estácio, zona norte do Rio.

Ela e o motorista do carro em que estavam foram baleados e ambos morreram. Uma assessora que a acompanhava sobreviveu. Testemunhas ouviram cerca de dez tiros no momento do crime.

A parlamentar voltava do evento "Jovens Negras Movendo as Estruturas", uma roda de conversa na Lapa (centro), quando foi interceptada pelos criminosos.

A vereadora era aliada do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que ficou em segundo lugar na eleição para prefeito do Rio. Freixo e correligionários compareceram ao local do crime. O deputado disse que todas as características indicam ter se tratado de uma execução e que vai cobrar providências.

Segundo ele, nem o partido e nem a família de Marielle sabiam de ameaças contra ela. "Cabe à polícia investigar. Há caminhos para se investigar esse crime", afirmou.

Para ele, a morte de Marielle "é um crime contra a democracia, um crime contra todos nós." Chorando, disse que a conheceu jovem, há dez anos, quando ela começou a trabalhar com o deputado.

"Era uma pessoa muito importante na luta contra o racismo no Rio", disse ele. A terceira ocupante do carro, sua assessora de imprensa, prestou depoimento à Delegacia de Homicídios. Ela, que foi ferida por estilhaços, deixou o local muito abalada e não quis falar com a imprensa.

Planalto oferece PF e partidos cobram apuração

TALITA FERNANDES E ANGELA BOLDRINI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL-RJ) ter sido morta a tiros nesta quarta-feira (14), o governo anunciou ter colocado a Polícia Federal à disposição para apurar o caso.

O assassinato ocorre em meio à intervenção federal no Rio de Janeiro, que completa um mês na sexta-feira (16).

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou ter conversado com o interventor federal no estado, general Walter Braga Netto.

À reportagem, o ministro disse que cuidará pessoalmente do caso junto às autoridades do Rio. Ele disse ter contatado o chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, que tomou posse do cargo na terça (13).

Jungmann disse ainda que ligou para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) para prestar solidariedade.

A morte de Marielle, quinta vereadora mais votada nas eleições de 2016, ocorre num momento em que o governo busca melhorar sua aprovação por meio da agenda de segurança pública.

Em fevereiro, o Michel Temer criou um ministério extraordinário para cuidar do tema, para o qual destacou Jungmann, que estava à frente da pasta da Defesa.

REPERCUSSÃO

Partidos e políticos lamentaram o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) na noite de quarta-feira (14) na zona norte do Rio de Janeiro.

O PSOL, partido de Marielle, exigiu em nota "apuração imediata e rigorosa" do crime, e afirmou que a atuação de Marielle "como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta".

"Estamos ao lado dos familiares, amigos, assessores e dirigentes partidários do PSOL/RJ nesse momento de dor e indignação. A atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta. Exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo. Não nos calaremos!", diz o texto.

A vereadora e o motorista do carro em que estavam foram baleados e ambos morreram. Uma assessora que a acompanhava sobreviveu.

Testemunhas dizem ter ouvido dez tiros.

A morte da política de 38 anos ocorre dois dias antes de a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro completar um mês. A vereadora era contrária à medida.

O partido convocou uma manifestação em homenagem à vereadora para esta quinta-feira (15), na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Em nota, o PT afirmou que "Marielle foi executada no momento em que vinha denunciando os abusos de autoridade e a violência contra moradores das favelas e bairros pobres da cidade, por parte de integrantes de um batalhão da Polícia Militar".

"As circunstâncias em que o crime ocorreu ainda são nebulosas, e a Bancada do PT alia-se a todas as forças democráticas que exigem neste momento uma rápida e rigorosa apuração do crime pelas autoridades da área de segurança", diz o texto. "Militante dos direitos humanos e ardorosa defensora da igualdade social, Marielle deixa um exemplo para aqueles que lutam por um Brasil mais justo, solidário e desenvolvido."

No Twitter, pré-candidatos à presidência da República também lamentaram o assassinato da vereadora.

"É muito grave e triste a notícia do assassinato da vereadora Marielle Franco do PSOL-RJ. As autoridades precisam abrir investigações rigorosas. Minha solidariedade, nesse momento de perda e dor. Que Deus possa consolar a família, amigos e companheiros de militância", escreveu a pré-candidata da REDE, Marina Silva.

A pré-candidata do PC do B, Manuela D'Ávila também se manifestou pela rede social: "Chocada e triste com o assassinato da Vereadora do PSOL no Rio, Marielle Franco. Apuração já! Ninguém vai calar as mulheres que lutam, Marielle. Meu abraço à família e aos companheiros e companheiras do PSOL."

Flávio Bolsonaro (PSC), deputado estadual e adversário político do PSOL, também expressou condolências. Ele afirmou que a causa da morte da vereadora foi a "impunidade e a legislação penal frouxa". "Meus sentimentos às famílias da vereadora Marielle Franco e de seu motorista. Apesar de profundas divergências políticas, sempre tive relação respeitosa com ela. A impunidade e a legislação penal frouxa seguem estimulando a violência."

Em nota, o líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), afirmou que o "assassinato da vereadora Marielle Franco do PSOL fere não apenas o Rio de Janeiro. Fere a democracia brasileira". "O país todo clama por mais segurança. Minha solidariedade à família de Marielle", diz o texto.

Outros parlamentares, como os deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP), Erika Kokay (PT-DF), Jandira Feghali (PC do B-RJ), Chico Alencar (PSOL-RJ), Wadih Damous (PT-RJ), Jean Wyllys (PSOL-RJ) também usaram a rede social para lamentar a morte de Marielle e cobrar investigações.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade