Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Polícia
Prefeito de Japeri, RJ é preso por suspeita de elo com facção criminosa no Rio

Sexta, 27/7/2018 13:33.
Jose lucena/Futura Press/Folhapress
Prefeito de Japeri, Carlos Moraes chega à Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro (RJ), após ser preso na manhã desta sexta-feira

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

O prefeito de Japeri, Carlos Moraes Costa, foi preso na manhã desta sexta-feira (27) por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, em operação do Ministério Público e da Polícia Civil. O município fica na região metropolitana do Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense.

Também são alvos da ação o presidente da Câmara Municipal da cidade, Wesley George de Oliveira, que está foragido, e o vereador Claudio José da Silva, também preso. Os três políticos, todos do Partido Progressista (PP), tiveram o exercício de suas funções públicas suspensas pelo Tribunal de Justiça do estado.

Além deles, foi presa Jenifer Aparecida Kaizer de Matos -apontada como elo entre os políticos e os traficantes- e há mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra outros 37 denunciados por integrarem a facção criminosa que controla a venda de drogas em diversas favelas de Japeri, a Amigos dos Amigos. Quatro deles já estavam presos.

A reportagem não conseguiu encontrar a defesa do prefeito Carlos Moraes Costa e aguarda uma resposta do Partido Progressista (PP).

Segundo a denúncia do Ministério Público, o prefeito e os vereadores faziam parte do núcleo político da organização, que domina o complexo de favelas do Guandu. O órgão diz que eles se aproveitavam do peso e prestígio de seus cargos para atuar em favor dos interesses criminosos, em especial do líder Breno de Souza, o BR, preso no último dia 20 depois de ter forjado a própria morte.

Além de repassar informações privilegiadas e articular ações integradas que permitissem ao bando praticar atividades ilícitas, os três políticos também são suspeitos de fraudes em licitações e desvios de dinheiro público para ajudar a facção. A denúncia diz que, em troca, eles se beneficiavam politicamente ao construírem um "curral eleitoral".

O esquema foi descoberto, ainda segundo o Ministério Público, a partir de telefonemas gravados com autorização da Justiça. Em uma das escutas, Breno de Souza liga para o prefeito e para outras pessoas influentes na cidade para interromper uma operação policial que impediria um baile funk organizado pelos traficantes.

O vereador Claudio José, o Cacau, se prontifica a ajudar a encontrar uma solução, e o prefeito diz que está empenhado em atender a demanda e em passar informações privilegiadas sobre outra operação policial na comunidade. Ele fala ainda que, junto ao presidente da Câmara Wesley George, o Miga, iria "alinhar" com o comando do 24º batalhão da PM.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense e por dois grupos do Ministério Público do Rio (Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). A ação contou com apoio da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar.

Segundo o G1, ao chegar à Cidade da Polícia, na zona norte da capital, e ser questionado pela prisão, o prefeito xingou e ameaçou jornalistas: "Vai pra puta que pariu. Vai pra puta que pariu. Depois a gente acerta na Baixada", gritou Moraes em vídeo.

Ainda de acordo com o portal, a polícia encontrou na casa do político uma arma, munição, R$ 34 mil em espécie e US$ 850 (R$ 3.100). Parte do dinheiro estava em duas bolsas azuis com logotipo da Prefeitura de Japeri.

Carlos Moraes Costa tem 73 anos e é advogado. Foi eleito no primeiro turno das eleições de 2016 com apenas 611 votos de diferença para o segundo colocado (1,13 ponto percentual). Ele já havia sido prefeito da cidade duas vezes, de 1993 a 1996 e de 2001 a 2004.


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Página 3
Jose lucena/Futura Press/Folhapress
Prefeito de Japeri, Carlos Moraes chega à Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro (RJ), após ser preso na manhã desta sexta-feira
Prefeito de Japeri, Carlos Moraes chega à Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro (RJ), após ser preso na manhã desta sexta-feira

Prefeito de Japeri, RJ é preso por suspeita de elo com facção criminosa no Rio

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Sexta, 27/7/2018 13:33.

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

O prefeito de Japeri, Carlos Moraes Costa, foi preso na manhã desta sexta-feira (27) por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, em operação do Ministério Público e da Polícia Civil. O município fica na região metropolitana do Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense.

Também são alvos da ação o presidente da Câmara Municipal da cidade, Wesley George de Oliveira, que está foragido, e o vereador Claudio José da Silva, também preso. Os três políticos, todos do Partido Progressista (PP), tiveram o exercício de suas funções públicas suspensas pelo Tribunal de Justiça do estado.

Além deles, foi presa Jenifer Aparecida Kaizer de Matos -apontada como elo entre os políticos e os traficantes- e há mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra outros 37 denunciados por integrarem a facção criminosa que controla a venda de drogas em diversas favelas de Japeri, a Amigos dos Amigos. Quatro deles já estavam presos.

A reportagem não conseguiu encontrar a defesa do prefeito Carlos Moraes Costa e aguarda uma resposta do Partido Progressista (PP).

Segundo a denúncia do Ministério Público, o prefeito e os vereadores faziam parte do núcleo político da organização, que domina o complexo de favelas do Guandu. O órgão diz que eles se aproveitavam do peso e prestígio de seus cargos para atuar em favor dos interesses criminosos, em especial do líder Breno de Souza, o BR, preso no último dia 20 depois de ter forjado a própria morte.

Além de repassar informações privilegiadas e articular ações integradas que permitissem ao bando praticar atividades ilícitas, os três políticos também são suspeitos de fraudes em licitações e desvios de dinheiro público para ajudar a facção. A denúncia diz que, em troca, eles se beneficiavam politicamente ao construírem um "curral eleitoral".

O esquema foi descoberto, ainda segundo o Ministério Público, a partir de telefonemas gravados com autorização da Justiça. Em uma das escutas, Breno de Souza liga para o prefeito e para outras pessoas influentes na cidade para interromper uma operação policial que impediria um baile funk organizado pelos traficantes.

O vereador Claudio José, o Cacau, se prontifica a ajudar a encontrar uma solução, e o prefeito diz que está empenhado em atender a demanda e em passar informações privilegiadas sobre outra operação policial na comunidade. Ele fala ainda que, junto ao presidente da Câmara Wesley George, o Miga, iria "alinhar" com o comando do 24º batalhão da PM.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense e por dois grupos do Ministério Público do Rio (Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). A ação contou com apoio da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar.

Segundo o G1, ao chegar à Cidade da Polícia, na zona norte da capital, e ser questionado pela prisão, o prefeito xingou e ameaçou jornalistas: "Vai pra puta que pariu. Vai pra puta que pariu. Depois a gente acerta na Baixada", gritou Moraes em vídeo.

Ainda de acordo com o portal, a polícia encontrou na casa do político uma arma, munição, R$ 34 mil em espécie e US$ 850 (R$ 3.100). Parte do dinheiro estava em duas bolsas azuis com logotipo da Prefeitura de Japeri.

Carlos Moraes Costa tem 73 anos e é advogado. Foi eleito no primeiro turno das eleições de 2016 com apenas 611 votos de diferença para o segundo colocado (1,13 ponto percentual). Ele já havia sido prefeito da cidade duas vezes, de 1993 a 1996 e de 2001 a 2004.


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