Jornal Página 3
Policia
Ex-assessor de Flávio Bolsonaro falta pela 2ª vez a depoimento
Sábado, 22/12/2018 7:00.

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ITALO NOGUEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), faltou pela segunda vez nesta sexta-feira (21) a depoimento no Ministério Público do Rio de Janeiro para explicar uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em sua conta.

Segundo a Promotoria, a defesa do PM disse que ele "precisou ser internado na data de hoje, para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, por meio dos respectivos laudos médicos".

Os detalhes desse procedimento não foram informados.

Queiroz já havia faltado na quarta-feira (19) a depoimento no Ministério Público em razão de "urgência médica".

O MP-RJ afirmou que vai sugerir ao presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), André Ceciliano (PT), o comparecimento de Flávio Bolsonaro no dia 10 de janeiro para prestar esclarecimento sobre o caso.

Os familiares de Queiroz e outros assessores de Flávio Bolsonaro citados no relatório foram chamados a depor no dia 8.

Relatório do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) apontou que Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 -entre depósitos, saques e transferências.

O órgão considerou atípicos o volume e a forma com que as operações foram feitas. O alerta do Coaf, contudo, não significa a identificação de uma prática criminosa. A promotoria apura a origem e o destino do dinheiro movimentado.

Os dados do relatório apontam coincidências entre as datas de pagamento de salários da Alerj, depósitos em espécie na conta de Queiroz e saques em dinheiro pelo policial militar.

A suspeita é que o ex-assessor fosse o responsável por recolher parte do salário dos funcionários de Flávio Bolsonaro –prática em alguns gabinetes do Legislativo. O senador eleito, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, nega essa hipótese.

O caso foi revelado há 15 dias sem que uma explicação para a movimentação financeira do policial militar fosse dada.

Flávio Bolsonaro afirmou há duas semanas que o ex-assessor havia dado uma versão "bastante plausível" para as entradas e saídas de dinheiro em sua conta. Contudo, não divulgou a linha de defesa do PM por, segundo disse, não poder se responsabilizar por ela.

"Quem tem que dar explicação é o meu ex-assessor, não sou eu. A movimentação atípica é na conta dele", declarou ele esta semana.

A única explicação dada até o momento refere-se a um cheque de R$ 24 mil emitido por Queiroz para a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. O presidente eleito afirmou que o valor se refere ao pagamento de uma dívida de, no total, R$ 40 mil.

A Folha visitou três endereços em nome do policial militar, sem conseguir localizá-lo. Foi também a uma padaria que ele costumava tomar café da manhã na zona oeste. Funcionários afirmaram que o cliente assíduo não aparece no local desde a divulgação do relatório.

Queiroz é amigo de Jair Bolsonaro há 30 anos. Foi o presidente eleito quem indicou o policial militar para atuar como motorista do filho na Alerj. Ele foi nomeado em 2007 e deixou o gabinete no dia 15 de outubro deste ano.

O Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal da Procuradoria-Geral da Justiça investiga no total 21 deputados e 75 assessores que tiveram o nome citado em relatório do Coaf. A lista inclui parlamentares de 12 partidos políticos.

De acordo com o MP-RJ, alguns deputados estaduais procuraram o órgão espontaneamente para prestar esclarecimentos.

O caso de Flávio Bolsonaro será encaminhado a um promotor de primeira instância após ele assumir sua cadeira no Senado, em fevereiro, em razão do fim do foro privilegiado definido pelo Supremo Tribunal Federal.

Em nota, a assessoria de imprensa do senador eleito afirmou que "não é investigado, e não fez nada de errado".

"[Flávio Bolsonaro] Estará à disposição das autoridades competentes, por ser o principal interessado na elucidação dos fatos", diz a nota. 

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), faltou pela segunda vez nesta sexta-feira (21) a depoimento no Ministério Público do Rio de Janeiro para explicar uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em sua conta.

Segundo a Promotoria, a defesa do PM disse que ele "precisou ser internado na data de hoje, para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, por meio dos respectivos laudos médicos".

Os detalhes desse procedimento não foram informados.

Queiroz já havia faltado na quarta-feira (19) a depoimento no Ministério Público em razão de "urgência médica".

O MP-RJ afirmou que vai sugerir ao presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), André Ceciliano (PT), o comparecimento de Flávio Bolsonaro no dia 10 de janeiro para prestar esclarecimento sobre o caso.

Os familiares de Queiroz e outros assessores de Flávio Bolsonaro citados no relatório foram chamados a depor no dia 8.

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"Quem tem que dar explicação é o meu ex-assessor, não sou eu. A movimentação atípica é na conta dele", declarou ele esta semana.

A única explicação dada até o momento refere-se a um cheque de R$ 24 mil emitido por Queiroz para a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. O presidente eleito afirmou que o valor se refere ao pagamento de uma dívida de, no total, R$ 40 mil.

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Queiroz é amigo de Jair Bolsonaro há 30 anos. Foi o presidente eleito quem indicou o policial militar para atuar como motorista do filho na Alerj. Ele foi nomeado em 2007 e deixou o gabinete no dia 15 de outubro deste ano.

O Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal da Procuradoria-Geral da Justiça investiga no total 21 deputados e 75 assessores que tiveram o nome citado em relatório do Coaf. A lista inclui parlamentares de 12 partidos políticos.

De acordo com o MP-RJ, alguns deputados estaduais procuraram o órgão espontaneamente para prestar esclarecimentos.

O caso de Flávio Bolsonaro será encaminhado a um promotor de primeira instância após ele assumir sua cadeira no Senado, em fevereiro, em razão do fim do foro privilegiado definido pelo Supremo Tribunal Federal.

Em nota, a assessoria de imprensa do senador eleito afirmou que "não é investigado, e não fez nada de errado".

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