Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Polícia
Falha de comando na Guarda Municipal gera crise na segurança pública

Determinação do prefeito pode ter sido descumprida deliberadamente

Domingo, 29/4/2018 16:43.
Arquivo Página 3.

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Nas útimas duas noites Balneário Camboriú viveu problemas de segurança pública e a Guarda Municipal não estava presente para atender a população.

Na madrugada de sábado foi uma briga próximo ao Atlântico Shopping e no domingo uma briga e agressões a um homem que teria tentado roubar alguém.

O Página 3 confirmou que os GMs não estavam atuando no policiamento ostensivo/repressivo.

Um GM disse ao Página 3, com o compromisso de não ter o nome revelado, que um promotor de justiça teria dito, durante palestra de treinamento, que os guardas poderiam ser pessoalmente responsabilizados se continuassem atuando no policiamento ostensivo/repressivo.

Isso teria levado os guardas a evitar esse trabalho, mas a tese é estranha porque os episódios de violência ocorreram próximos a praças, áreas em que o Ministério Público não se opõe à atuação da polícia municipal.

Há alguns dias a promotora Daianny Cristine Silva Azevedo Pereira, da 8ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú, recomendou ao prefeito Fabrício Oliveira que em 30 dias a Guarda Municipal deixe de atuar diretamente contra a criminalidade, mas praças não estão incluídas nessa recomendação

De imediato o prefeito Fabrício Oliveira dissse que a recomendação não seria seguida e que os guardas continuam trabalhando normalmente.

Os episódios das últimas horas podem ser um movimento deliberado para mostrar que a cidade fica menos segura sem a Guarda Municipal.

Em bate-boca numa rede social o secretário de segurança Gabriel Castanheira escreveu que “se a GM não estava na rua foi por conta de orientação do MP (Ministério Público) e não por culpa do prefeito”.

Significa que o secretário sabia que a Guarda não estava cumprindo a determinação do prefeito de prosseguir normalmente com o trabalho e não tomou providências contra o fato.

Também é claro que os supervisores da Guarda sabiam dos fatos já que o pessoal sob seu comando é permanentemente monitorado por rádio e em campo.

O prefeito emitiu nota (leia abaixo) e disse ao Página 3 que avaliará os fatos para tomar providências cabíveis.

Nota oficial – Guarda Municipal continua nas ruas

Sobre os casos de violência ocorridos no sábado, 28, a Administração Municipal esclarece que em nenhum momento tomou a decisão de suspender o atendimento a ocorrências e chamadas efetuadas para a Guarda Municipal pelo serviço 153 e reafirma seu compromisso com a comunidade em manter os agentes de segurança nas ruas.

Por outro lado, irá apurar os motivos que levaram a guarda municipal a não atender os reclames da população na data acima citada.

Finaliza, informando que o trabalho dos agentes já retornou a normalidade, com o efetivo completo e disposto a atuar em prol do cidadão, tanto no patrulhamento das ruas, quanto no atendimento do 153.

Fabrício Oliveira
Prefeito Balneário Camboriú


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Página 3
Arquivo Página 3.

Falha de comando na Guarda Municipal gera crise na segurança pública

Determinação do prefeito pode ter sido descumprida deliberadamente

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Domingo, 29/4/2018 16:43.

Nas útimas duas noites Balneário Camboriú viveu problemas de segurança pública e a Guarda Municipal não estava presente para atender a população.

Na madrugada de sábado foi uma briga próximo ao Atlântico Shopping e no domingo uma briga e agressões a um homem que teria tentado roubar alguém.

O Página 3 confirmou que os GMs não estavam atuando no policiamento ostensivo/repressivo.

Um GM disse ao Página 3, com o compromisso de não ter o nome revelado, que um promotor de justiça teria dito, durante palestra de treinamento, que os guardas poderiam ser pessoalmente responsabilizados se continuassem atuando no policiamento ostensivo/repressivo.

Isso teria levado os guardas a evitar esse trabalho, mas a tese é estranha porque os episódios de violência ocorreram próximos a praças, áreas em que o Ministério Público não se opõe à atuação da polícia municipal.

Há alguns dias a promotora Daianny Cristine Silva Azevedo Pereira, da 8ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú, recomendou ao prefeito Fabrício Oliveira que em 30 dias a Guarda Municipal deixe de atuar diretamente contra a criminalidade, mas praças não estão incluídas nessa recomendação

De imediato o prefeito Fabrício Oliveira dissse que a recomendação não seria seguida e que os guardas continuam trabalhando normalmente.

Os episódios das últimas horas podem ser um movimento deliberado para mostrar que a cidade fica menos segura sem a Guarda Municipal.

Em bate-boca numa rede social o secretário de segurança Gabriel Castanheira escreveu que “se a GM não estava na rua foi por conta de orientação do MP (Ministério Público) e não por culpa do prefeito”.

Significa que o secretário sabia que a Guarda não estava cumprindo a determinação do prefeito de prosseguir normalmente com o trabalho e não tomou providências contra o fato.

Também é claro que os supervisores da Guarda sabiam dos fatos já que o pessoal sob seu comando é permanentemente monitorado por rádio e em campo.

O prefeito emitiu nota (leia abaixo) e disse ao Página 3 que avaliará os fatos para tomar providências cabíveis.

Nota oficial – Guarda Municipal continua nas ruas

Sobre os casos de violência ocorridos no sábado, 28, a Administração Municipal esclarece que em nenhum momento tomou a decisão de suspender o atendimento a ocorrências e chamadas efetuadas para a Guarda Municipal pelo serviço 153 e reafirma seu compromisso com a comunidade em manter os agentes de segurança nas ruas.

Por outro lado, irá apurar os motivos que levaram a guarda municipal a não atender os reclames da população na data acima citada.

Finaliza, informando que o trabalho dos agentes já retornou a normalidade, com o efetivo completo e disposto a atuar em prol do cidadão, tanto no patrulhamento das ruas, quanto no atendimento do 153.

Fabrício Oliveira
Prefeito Balneário Camboriú


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