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Presos rendem agente penitenciário nesta segunda-feira
Renata Rutes/Página 3

Terça, 18/10/2016 9:47.

Um agente penitenciário que atua no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí (CPVI), no Bairro Canhanduba, em Itajaí, foi feito refém por 15 presos na noite desta segunda-feira (17). A situação no local está tensa desde a semana passada, quando houve protestos e ‘salve geral’ de uma facção estadual, ameaçando a região. Até então, os órgãos da segurança consideravam que tudo estava tranquilo.

Segundo informações do Departamento de Administração Prisional (Deap/SC), o agente, que é terceirizado, foi atender a um preso quando foi rendido. Na cela havia ao total 15 detentos. Eles o mantiveram refém por cerca de 30 minutos, com um espeto apontado para o pescoço dele.

Os presos pediam a presença de um juiz e da imprensa para liberar a vítima, porém, após conversa com a coordenação do CPVI, aceitaram libertar o homem. Ele não foi ferido. Segundo o Deap, os presos que tentaram se rebelar são da área ‘do seguro’, onde estão acusados de estupro e presos jurados de morte por outros internos.

O Governo do Estado emitiu uma nota no final da manhã desta terça, informando que "todas as providências legais já foram adotadas e a Corregedoria Geral da SJC já instaurou um procedimento interno para a investigação do caso".

 

Relembre

Desde a última segunda-feira, o CPVI está passando por um momento tenso. Os presos pedem melhorias na água; nas refeições (pediram alimentos como doce de leite, Nescau e mortadela); mais postos de trabalho internos e externos; e mudanças na revista de quem os visita.

Na tarde de terça-feira (11) os presos começaram a bater as grades das celas e a gritar, por isso a PM entrou no local e a coordenação decidiu transferir 21 presos para outras penitenciárias do Estado. Isso gerou revolta em uma facção criminosa catarinense, porque dentre esses transferidos estavam alguns dos líderes regionais do grupo. Foram registrados incêndios na BR-101 e contra veículos, tiros contra casas de agentes da segurança, dentre outros crimes. Pelo menos sete homens suspeitos de integrarem a facção foram mortos pela polícia.

O último ataque havia acontecido na manhã de sexta-feira passada (14) - um incêndio contra um carro, em Balneário Camboriú. Como o final de semana foi tranquilo, a PM considerou que a situação estava normalizada. O BOPE de Florianópolis, que estava na região para apoiar nas operações, voltou para a capital na segunda-feira (17).

E mais

Mas esses não foram os únicos casos envolvendo detentos de Canhanduba nos últimos dias. Um homicida conseguiu fugir no domingo, mas por sorte foi recapturado. Leia mais aqui.

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Presos rendem agente penitenciário nesta segunda-feira

Renata Rutes/Página 3
Terça, 18/10/2016 9:47.

Um agente penitenciário que atua no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí (CPVI), no Bairro Canhanduba, em Itajaí, foi feito refém por 15 presos na noite desta segunda-feira (17). A situação no local está tensa desde a semana passada, quando houve protestos e ‘salve geral’ de uma facção estadual, ameaçando a região. Até então, os órgãos da segurança consideravam que tudo estava tranquilo.

Segundo informações do Departamento de Administração Prisional (Deap/SC), o agente, que é terceirizado, foi atender a um preso quando foi rendido. Na cela havia ao total 15 detentos. Eles o mantiveram refém por cerca de 30 minutos, com um espeto apontado para o pescoço dele.

Os presos pediam a presença de um juiz e da imprensa para liberar a vítima, porém, após conversa com a coordenação do CPVI, aceitaram libertar o homem. Ele não foi ferido. Segundo o Deap, os presos que tentaram se rebelar são da área ‘do seguro’, onde estão acusados de estupro e presos jurados de morte por outros internos.

O Governo do Estado emitiu uma nota no final da manhã desta terça, informando que "todas as providências legais já foram adotadas e a Corregedoria Geral da SJC já instaurou um procedimento interno para a investigação do caso".

 

Relembre

Desde a última segunda-feira, o CPVI está passando por um momento tenso. Os presos pedem melhorias na água; nas refeições (pediram alimentos como doce de leite, Nescau e mortadela); mais postos de trabalho internos e externos; e mudanças na revista de quem os visita.

Na tarde de terça-feira (11) os presos começaram a bater as grades das celas e a gritar, por isso a PM entrou no local e a coordenação decidiu transferir 21 presos para outras penitenciárias do Estado. Isso gerou revolta em uma facção criminosa catarinense, porque dentre esses transferidos estavam alguns dos líderes regionais do grupo. Foram registrados incêndios na BR-101 e contra veículos, tiros contra casas de agentes da segurança, dentre outros crimes. Pelo menos sete homens suspeitos de integrarem a facção foram mortos pela polícia.

O último ataque havia acontecido na manhã de sexta-feira passada (14) - um incêndio contra um carro, em Balneário Camboriú. Como o final de semana foi tranquilo, a PM considerou que a situação estava normalizada. O BOPE de Florianópolis, que estava na região para apoiar nas operações, voltou para a capital na segunda-feira (17).

E mais

Mas esses não foram os únicos casos envolvendo detentos de Canhanduba nos últimos dias. Um homicida conseguiu fugir no domingo, mas por sorte foi recapturado. Leia mais aqui.

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