Jornal Página 3

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Ataques na região: ao que parece a situação se normalizou
Renata Rutes/Página 3

Segunda, 17/10/2016 9:41.

A princípio, os ataques comandados por uma facção criminosa catarinense cessaram na região. O último caso registrado pela Polícia Militar foi um incêndio contra um Citroën/C3, que estava estacionado na Rua Doralice Linhares Bernardes, no Bairro Nova Esperança, na madrugada de sexta-feira (14), em Balneário Camboriú. Como tudo acalmou, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) retorna a Florianópolis nesta segunda-feira (17).

Relembre

Desde o dia 10, os presos do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, que fica no Bairro Canhanduba, em Itajaí, estavam protestando, a princípio pacificamente, e pedindo melhorias na água e nas refeições (eles pediram até mortadela, doce de leite e Nescau); mais postos de emprego interno e externo; melhorias nos atendimentos de saúde e na revista de quem os visita, dentre outras coisas. Eles se recusavam a sair das celas e a receber visitas, inclusive advogados e familiares.

Porém, na tarde de terça (11), os internos começaram a gritar e a balançar as grades das celas. Por isso, a PM entrou no Complexo e usou equipamentos “menos letais” para restabelecer a ordem. Foi aí que a coordenação do CPVI decidiu transferir 21 detentos para Criciúma, dentre eles líderes importantes da facção catarinense que atuavam em BC e região.

Atentados

Houve revolta de familiares dos presos, que na noite de terça incendiaram pneus e os jogaram na BR, interferindo no trânsito. Não se sabe se foram eles ou se já eram membros da facção criminosa, mas houve relatos de motoristas que tiveram seus veículos danificados por pedras. Houve casos de incêndios na BR por toda a região, inclusive em Balneário. Incêndios contra veículos, como caminhões, ônibus e carros, também foram registrados.

Na madrugada de quarta (12) a casa de um PM da reserva de Balneário, no Bairro dos Municípios, foi baleada por criminosos. E na madrugada de quinta (13) foi a vez de um agente penitenciário que atua no CPVI ser alvo de ataques. A residência dele, que também fica no Municípios, foi baleada. Por sorte, em nenhum desses casos houve feridos.

Repressão

O Comando da Polícia Militar agiu de forma preventiva. Na noite de quarta para quinta-feira 70 policiais militares estiveram atuando nas ruas da região, inclusive do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) de Florianópolis. No final de semana, os policiais contaram ainda com o reforço do helicóptero Águia, que esteve em Balneário e Itajaí para apoiar nas ocorrências e, se preciso, auxiliar no combate aos ataques. Porém, nenhum foi registrado.

Vale lembrar que a PM matou sete homens, supostamente envolvidos com a facção criminosa mandante dos ataques, em Itajaí e Navegantes. Dentre eles estava o suspeito de ordenar o ‘salve geral’, Marcos Elízio Flores, 23 anos, conhecido como Pesadelo. Ele era um dos líderes do grupo no Estado e o nº 1 em Itajaí. Segundo o comandante da 3ª RPM de SC, Cláudio Roberto Koglin, a PM acredita que ele foi o responsável, por conta de mensagens encontradas no celular dele.

OAB se pronunciou

Representantes das subseções da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Itajaí, Balneário Camboriú e da Comissão Estadual de Assuntos Prisionais estiveram reunidos com a direção do presídio do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí e representantes dos internos na quinta-feira (13). A direção do presídio se comprometeu a atender algumas solicitações dos presos, de acordo com a OAB.

Após a reunião, a Ordem divulgou uma nota informando que todos chegaram a um acordo em prol do restabelecimento da ordem no CPVI. No documento consta que “embora a situação esteja pacífica no Complexo após o fim do tumulto, houve manifestações de familiares nos arredores do local e recusa dos internos de fazer procedimentos, o que impossibilitou o atendimento de advogados, recebimento de visitas e saídas para audiências”.

A OAB destacou ainda que os representantes dos presos relataram que não houve agressão física contra os internos. Nos próximos dias, advogados representantes da OAB regional devem visitar a penitenciária que fica dentro do mesmo complexo.

Estado também

Em uma pequena nota a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SJC) informou que representantes da Secretaria e do Deap estão acompanhando as manifestações desde o início e que, dentro das limitações judiciais, vem cumprindo com todas as obrigações legais e garantindo todos os direitos constitucionais aos presos daquela unidade.

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Ataques na região: ao que parece a situação se normalizou

Renata Rutes/Página 3
Segunda, 17/10/2016 9:41.

A princípio, os ataques comandados por uma facção criminosa catarinense cessaram na região. O último caso registrado pela Polícia Militar foi um incêndio contra um Citroën/C3, que estava estacionado na Rua Doralice Linhares Bernardes, no Bairro Nova Esperança, na madrugada de sexta-feira (14), em Balneário Camboriú. Como tudo acalmou, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) retorna a Florianópolis nesta segunda-feira (17).

Relembre

Desde o dia 10, os presos do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, que fica no Bairro Canhanduba, em Itajaí, estavam protestando, a princípio pacificamente, e pedindo melhorias na água e nas refeições (eles pediram até mortadela, doce de leite e Nescau); mais postos de emprego interno e externo; melhorias nos atendimentos de saúde e na revista de quem os visita, dentre outras coisas. Eles se recusavam a sair das celas e a receber visitas, inclusive advogados e familiares.

Porém, na tarde de terça (11), os internos começaram a gritar e a balançar as grades das celas. Por isso, a PM entrou no Complexo e usou equipamentos “menos letais” para restabelecer a ordem. Foi aí que a coordenação do CPVI decidiu transferir 21 detentos para Criciúma, dentre eles líderes importantes da facção catarinense que atuavam em BC e região.

Atentados

Houve revolta de familiares dos presos, que na noite de terça incendiaram pneus e os jogaram na BR, interferindo no trânsito. Não se sabe se foram eles ou se já eram membros da facção criminosa, mas houve relatos de motoristas que tiveram seus veículos danificados por pedras. Houve casos de incêndios na BR por toda a região, inclusive em Balneário. Incêndios contra veículos, como caminhões, ônibus e carros, também foram registrados.

Na madrugada de quarta (12) a casa de um PM da reserva de Balneário, no Bairro dos Municípios, foi baleada por criminosos. E na madrugada de quinta (13) foi a vez de um agente penitenciário que atua no CPVI ser alvo de ataques. A residência dele, que também fica no Municípios, foi baleada. Por sorte, em nenhum desses casos houve feridos.

Repressão

O Comando da Polícia Militar agiu de forma preventiva. Na noite de quarta para quinta-feira 70 policiais militares estiveram atuando nas ruas da região, inclusive do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) de Florianópolis. No final de semana, os policiais contaram ainda com o reforço do helicóptero Águia, que esteve em Balneário e Itajaí para apoiar nas ocorrências e, se preciso, auxiliar no combate aos ataques. Porém, nenhum foi registrado.

Vale lembrar que a PM matou sete homens, supostamente envolvidos com a facção criminosa mandante dos ataques, em Itajaí e Navegantes. Dentre eles estava o suspeito de ordenar o ‘salve geral’, Marcos Elízio Flores, 23 anos, conhecido como Pesadelo. Ele era um dos líderes do grupo no Estado e o nº 1 em Itajaí. Segundo o comandante da 3ª RPM de SC, Cláudio Roberto Koglin, a PM acredita que ele foi o responsável, por conta de mensagens encontradas no celular dele.

OAB se pronunciou

Representantes das subseções da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Itajaí, Balneário Camboriú e da Comissão Estadual de Assuntos Prisionais estiveram reunidos com a direção do presídio do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí e representantes dos internos na quinta-feira (13). A direção do presídio se comprometeu a atender algumas solicitações dos presos, de acordo com a OAB.

Após a reunião, a Ordem divulgou uma nota informando que todos chegaram a um acordo em prol do restabelecimento da ordem no CPVI. No documento consta que “embora a situação esteja pacífica no Complexo após o fim do tumulto, houve manifestações de familiares nos arredores do local e recusa dos internos de fazer procedimentos, o que impossibilitou o atendimento de advogados, recebimento de visitas e saídas para audiências”.

A OAB destacou ainda que os representantes dos presos relataram que não houve agressão física contra os internos. Nos próximos dias, advogados representantes da OAB regional devem visitar a penitenciária que fica dentro do mesmo complexo.

Estado também

Em uma pequena nota a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SJC) informou que representantes da Secretaria e do Deap estão acompanhando as manifestações desde o início e que, dentro das limitações judiciais, vem cumprindo com todas as obrigações legais e garantindo todos os direitos constitucionais aos presos daquela unidade.

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