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Desaparecimento de Ícaro completa nove meses

Segunda, 14/11/2016 9:53.

Nove meses se passaram e ainda não há respostas sobre o que aconteceu com o menino Ícaro Alexandre Pereira, que completou 8 anos no último dia 21. Ele está desaparecido desde 9 de fevereiro deste ano, terça-feira de Carnaval. Ícaro morava com a mãe, Ariane Pereira, e com o padrasto Alois Gebauer, em um apartamento na Rua 3.450. Ele estava sozinho em casa e quando a mãe retornou do trabalho, havia sumido.

O caso repercutiu muito na região, porém os meses se passaram e a família continua sem resposta. O padrasto Alois chegou a ficar um mês preso porque, segundo a polícia, ele se contradizia em seus depoimentos e foi visto como um dos principais suspeitos do desaparecimento, mas por falta de provas, foi liberado.

O advogado da família, que é irmão de Alois, Frederico Goedert Gebauer, disse que não há novidade no caso e que recentemente fizeram quatro solicitações judiciais pedindo urgência por respostas sobre as perícias dos computadores e celulares dos familiares, que até hoje não saiu.

“O juiz determina informações para a delegacia e o delegado nem se dá ao trabalho de responder. Estamos sem saber o que de fato está acontecendo, só nos dizem que estão aguardando o resultado das perícias... não aguentamos mais, é muito difícil”, diz.

Ariane e Alois não querem falar com a imprensa, mas Frederico afirma que os dois seguem tentando retomar a vida. “A Ariane está, de certa forma, se conformando, apesar de sofrer muito. O Alois também. Achamos tudo isso muito estranho, inclusive a atitude do pai biológico (Jonathas, que mora no litoral de SP), que costumava fazer muito escândalo e nos ameaçava, e agora está quieto”, ressalta.

Suspeitas letavantadas

Frederico diz acreditar que Ícaro está em São Paulo, mas não sabe aonde, como foi ou quem o levou. “A polícia precisa investigar. Eu desconfio de todos, mas não cabe a mim a parte da investigação, não tenho condições para isso. É difícil que o Ícaro tenha saído de casa com alguém que ele não conhecesse. Ele não era um neném, sabia correr e gritar. Eu fui 10 anos policial e acredito que a polícia errou feio em prender o Alois, espero que pelo menos na consciência, o delegado Rodolfo Farah (responsável pela parte investigativa) tenha reconhecido isso”, completa.

Sofrimento

Ariane é bastante ativa nas redes sociais, onde publica e compartilha postagens sobre o desaparecimento do filho, além de apoiar outras famílias de pessoas desaparecidas.

No último dia 20, um dia antes do aniversário de Ícaro, ela relembrou o fato, afirmando que a tristeza que sente só aumenta. “Você estava se tornando um homenzinho tão lindo, mas isso foi interrompido por alguém que te levou. Algo aconteceu e hoje você não está aqui, isso tem me matado aos poucos a cada dia. Tantas coisas que não foram esclarecidas, tantas coisas sem explicação, tantos choros, tantos soluços, tanta dor, que às vezes é impossível respirar”, escreveu.

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Desaparecimento de Ícaro completa nove meses

Segunda, 14/11/2016 9:53.

Nove meses se passaram e ainda não há respostas sobre o que aconteceu com o menino Ícaro Alexandre Pereira, que completou 8 anos no último dia 21. Ele está desaparecido desde 9 de fevereiro deste ano, terça-feira de Carnaval. Ícaro morava com a mãe, Ariane Pereira, e com o padrasto Alois Gebauer, em um apartamento na Rua 3.450. Ele estava sozinho em casa e quando a mãe retornou do trabalho, havia sumido.

O caso repercutiu muito na região, porém os meses se passaram e a família continua sem resposta. O padrasto Alois chegou a ficar um mês preso porque, segundo a polícia, ele se contradizia em seus depoimentos e foi visto como um dos principais suspeitos do desaparecimento, mas por falta de provas, foi liberado.

O advogado da família, que é irmão de Alois, Frederico Goedert Gebauer, disse que não há novidade no caso e que recentemente fizeram quatro solicitações judiciais pedindo urgência por respostas sobre as perícias dos computadores e celulares dos familiares, que até hoje não saiu.

“O juiz determina informações para a delegacia e o delegado nem se dá ao trabalho de responder. Estamos sem saber o que de fato está acontecendo, só nos dizem que estão aguardando o resultado das perícias... não aguentamos mais, é muito difícil”, diz.

Ariane e Alois não querem falar com a imprensa, mas Frederico afirma que os dois seguem tentando retomar a vida. “A Ariane está, de certa forma, se conformando, apesar de sofrer muito. O Alois também. Achamos tudo isso muito estranho, inclusive a atitude do pai biológico (Jonathas, que mora no litoral de SP), que costumava fazer muito escândalo e nos ameaçava, e agora está quieto”, ressalta.

Suspeitas letavantadas

Frederico diz acreditar que Ícaro está em São Paulo, mas não sabe aonde, como foi ou quem o levou. “A polícia precisa investigar. Eu desconfio de todos, mas não cabe a mim a parte da investigação, não tenho condições para isso. É difícil que o Ícaro tenha saído de casa com alguém que ele não conhecesse. Ele não era um neném, sabia correr e gritar. Eu fui 10 anos policial e acredito que a polícia errou feio em prender o Alois, espero que pelo menos na consciência, o delegado Rodolfo Farah (responsável pela parte investigativa) tenha reconhecido isso”, completa.

Sofrimento

Ariane é bastante ativa nas redes sociais, onde publica e compartilha postagens sobre o desaparecimento do filho, além de apoiar outras famílias de pessoas desaparecidas.

No último dia 20, um dia antes do aniversário de Ícaro, ela relembrou o fato, afirmando que a tristeza que sente só aumenta. “Você estava se tornando um homenzinho tão lindo, mas isso foi interrompido por alguém que te levou. Algo aconteceu e hoje você não está aqui, isso tem me matado aos poucos a cada dia. Tantas coisas que não foram esclarecidas, tantas coisas sem explicação, tantos choros, tantos soluços, tanta dor, que às vezes é impossível respirar”, escreveu.

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