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Pai e avós de Ícaro acusam padrasto pelo sumiço do menino, mas defesa rebate
Renata Rutes/Página 3

Quarta, 11/5/2016 10:44.

O pai e os avós do garoto Ícaro Alexandre Pereira estiveram em Balneário Camboriú para pedir que as investigações sobre o desaparecimento do menino não sejam encerradas. Para eles, o principal suspeito é o padrasto Alois Gebauer.

O pai, Jonathas de Lima Rocha, conta que a família conversou com a delegada Ruth Henn, responsável pela Delegacia de Proteção à Mulher, Adolescente, Criança e Idoso, com o delegado Rodolfo Farah, da Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Balneário e com o promotor de Justiça Isaac Sabbá Guimarães.

“Eu e meus pais, Carlos Magalhães Rocha e Maria Betânia Guimarães de Lima, viemos para Balneário para não deixar que o caso seja esquecido. Na delegacia e no Ministério Público nos falaram que o principal suspeito é o padrasto, mas que não há provas concretas para mantê-lo preso. Eles precisavam encontrar o corpo ou que o Alois confessasse”, explica.

O resultado das perícias do apartamento e carros da família já foram liberados e foram inconclusivos. Ainda falta sair o laudo dos computadores e celulares. 

“No dia em que o Ícaro desapareceu o Alois lavou colchão e lençol, lavou o carro duas vezes no mesmo dia. Sem nenhuma necessidade. Tem muitas contradições por parte dele”, comenta. Segundo o avô Carlos, a desculpa para essa limpeza foi que a família iria receber visitas no dia do desaparecimento de Ícaro. “E isso não convenceu ninguém, nem o delegado Farah”, diz Carlos.

A última vez que Jonathas viu Ícaro foi no dia 22 de janeiro. Ele havia passado as férias de fim de ano com o filho e teve que entregá-lo novamente para Ariane. Ela teria dito que residia em Itajaí, sendo que na verdade mora em Balneário. “No dia do desaparecimento do meu filho, por volta das 20h, eu liguei para a Ariane para falar com ele, e ela disse que não estava em casa, que quando voltasse me ligava. Porém, ela notou o desaparecimento do Ícaro às 18h. Às 20h ela já sabia que ele tinha desaparecido e não me contou”, relata.

A principal motivação para os familiares de Ícaro acreditarem na culpa de Alois é o fato de que, supostamente, ele não gostava de Ícaro. “Temos contato com um amigo dele de Bertioga que nos contou que ele não gostava do meu filho, inclusive ele teria ameaçado a Ariane de terminar com ela se ela não entregasse o Ícaro para mim”, afirma Jonathas.

A família também estava indignada com o fato de que Ariane e Alois não estão em Balneário Camboriú. Eles viajaram para São Paulo para que Ariane não ficasse sozinha no Dia das Mães, segundo a defesa do casal. “É absurdo. Na minha opinião eles não poderiam sair da cidade, já que são investigados. Eu queria que a Ariane fosse presa por abandono de incapaz e cárcere privado, porque ela mantinha o Ícaro trancado e o deixava sozinho todos os dias”, comenta Jonathas.

Defesa

O advogado de Alois e Ariane, Frederico Goedert Gebauer, nega todas as acusações, inclusive a de que Alois teria lavado o carro, colchão e lençol.

“Não tenho como levar a sério a maioria das acusações deles, porque eles estão sendo levados por sentimentos, mas os respeito. Eles também são suspeitos do desaparecimento, pois tinham uma briga de guarda com a Ariane. Sabemos que eles não se davam bem com o Alois, afinal de contas foi o meu cliente que trouxe o Ícaro e a Ariane para Balneário Camboriú. Há um boletim de ocorrência registrado em Bertioga, em que o Jonathas ameaçou o Alois”, ressalta. Ele salienta que não sabe de onde a família tirou as acusações, dizendo que não sabe se eles estão mal informados ou estão agindo de má fé.

“Não lavaram carro e nem lençol. Nada foi levantado referente a isso... E se eles têm tanta certeza da solução do caso eles que mostrem as provas”, afirma. Sobre o contato com o amigo de Alois, Frederico também nega, e diz que esse homem prestou depoimento para a polícia e que não disse nada sobre o que Jonathas comentou. “O relacionamento dos dois era próximo. O Alois levava ele para andar de skate, ia nas reuniões do colégio do Ícaro, levava ele para a praia... não sei de onde tiram essas informações. O Alois tem dois filhos e nunca se meteu na história da Ariane sobre a guarda do Ícaro”, salienta.

Frederico destaca que três autoridades policiais estiveram envolvidas no caso e que ninguém conseguiu comprovar a participação do Alois. “Aí vem o Jonathas, lá de São Paulo, que acompanha de longe o caso, e diz que tem certeza? Não tem como dar credibilidade para uma falácia dessas. Se a polícia não resolveu o caso ainda, não cabe a ele ficar acusando. A polícia só ficou em cima do Alois nesses 90 dias, se eles tivessem percorrido outros caminhos teriam, talvez, descoberto o que aconteceu com o Ícaro. A família está cometendo esse mesmo erro”, finaliza.

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Pai e avós de Ícaro acusam padrasto pelo sumiço do menino, mas defesa rebate

Renata Rutes/Página 3
Quarta, 11/5/2016 10:44.

O pai e os avós do garoto Ícaro Alexandre Pereira estiveram em Balneário Camboriú para pedir que as investigações sobre o desaparecimento do menino não sejam encerradas. Para eles, o principal suspeito é o padrasto Alois Gebauer.

O pai, Jonathas de Lima Rocha, conta que a família conversou com a delegada Ruth Henn, responsável pela Delegacia de Proteção à Mulher, Adolescente, Criança e Idoso, com o delegado Rodolfo Farah, da Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Balneário e com o promotor de Justiça Isaac Sabbá Guimarães.

“Eu e meus pais, Carlos Magalhães Rocha e Maria Betânia Guimarães de Lima, viemos para Balneário para não deixar que o caso seja esquecido. Na delegacia e no Ministério Público nos falaram que o principal suspeito é o padrasto, mas que não há provas concretas para mantê-lo preso. Eles precisavam encontrar o corpo ou que o Alois confessasse”, explica.

O resultado das perícias do apartamento e carros da família já foram liberados e foram inconclusivos. Ainda falta sair o laudo dos computadores e celulares. 

“No dia em que o Ícaro desapareceu o Alois lavou colchão e lençol, lavou o carro duas vezes no mesmo dia. Sem nenhuma necessidade. Tem muitas contradições por parte dele”, comenta. Segundo o avô Carlos, a desculpa para essa limpeza foi que a família iria receber visitas no dia do desaparecimento de Ícaro. “E isso não convenceu ninguém, nem o delegado Farah”, diz Carlos.

A última vez que Jonathas viu Ícaro foi no dia 22 de janeiro. Ele havia passado as férias de fim de ano com o filho e teve que entregá-lo novamente para Ariane. Ela teria dito que residia em Itajaí, sendo que na verdade mora em Balneário. “No dia do desaparecimento do meu filho, por volta das 20h, eu liguei para a Ariane para falar com ele, e ela disse que não estava em casa, que quando voltasse me ligava. Porém, ela notou o desaparecimento do Ícaro às 18h. Às 20h ela já sabia que ele tinha desaparecido e não me contou”, relata.

A principal motivação para os familiares de Ícaro acreditarem na culpa de Alois é o fato de que, supostamente, ele não gostava de Ícaro. “Temos contato com um amigo dele de Bertioga que nos contou que ele não gostava do meu filho, inclusive ele teria ameaçado a Ariane de terminar com ela se ela não entregasse o Ícaro para mim”, afirma Jonathas.

A família também estava indignada com o fato de que Ariane e Alois não estão em Balneário Camboriú. Eles viajaram para São Paulo para que Ariane não ficasse sozinha no Dia das Mães, segundo a defesa do casal. “É absurdo. Na minha opinião eles não poderiam sair da cidade, já que são investigados. Eu queria que a Ariane fosse presa por abandono de incapaz e cárcere privado, porque ela mantinha o Ícaro trancado e o deixava sozinho todos os dias”, comenta Jonathas.

Defesa

O advogado de Alois e Ariane, Frederico Goedert Gebauer, nega todas as acusações, inclusive a de que Alois teria lavado o carro, colchão e lençol.

“Não tenho como levar a sério a maioria das acusações deles, porque eles estão sendo levados por sentimentos, mas os respeito. Eles também são suspeitos do desaparecimento, pois tinham uma briga de guarda com a Ariane. Sabemos que eles não se davam bem com o Alois, afinal de contas foi o meu cliente que trouxe o Ícaro e a Ariane para Balneário Camboriú. Há um boletim de ocorrência registrado em Bertioga, em que o Jonathas ameaçou o Alois”, ressalta. Ele salienta que não sabe de onde a família tirou as acusações, dizendo que não sabe se eles estão mal informados ou estão agindo de má fé.

“Não lavaram carro e nem lençol. Nada foi levantado referente a isso... E se eles têm tanta certeza da solução do caso eles que mostrem as provas”, afirma. Sobre o contato com o amigo de Alois, Frederico também nega, e diz que esse homem prestou depoimento para a polícia e que não disse nada sobre o que Jonathas comentou. “O relacionamento dos dois era próximo. O Alois levava ele para andar de skate, ia nas reuniões do colégio do Ícaro, levava ele para a praia... não sei de onde tiram essas informações. O Alois tem dois filhos e nunca se meteu na história da Ariane sobre a guarda do Ícaro”, salienta.

Frederico destaca que três autoridades policiais estiveram envolvidas no caso e que ninguém conseguiu comprovar a participação do Alois. “Aí vem o Jonathas, lá de São Paulo, que acompanha de longe o caso, e diz que tem certeza? Não tem como dar credibilidade para uma falácia dessas. Se a polícia não resolveu o caso ainda, não cabe a ele ficar acusando. A polícia só ficou em cima do Alois nesses 90 dias, se eles tivessem percorrido outros caminhos teriam, talvez, descoberto o que aconteceu com o Ícaro. A família está cometendo esse mesmo erro”, finaliza.

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