Jornal Página 3

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Para ajudar Cunha PR troca três da Comissão de Ética
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Quinta, 9/6/2016 7:49.

Prática comum nos últimos meses no Conselho de Ética, a troca de membros atingiu agora Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. De olho na consulta do presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), que pode alterar o rito de votação do processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o PR mudou seus representantes nesta quarta-feira, 8, no colegiado.

Os titulares Jorginho Mello (PR-SC) e Paulo Freire (PR-SP) deixaram as titularidades e foram para a suplência. Já os suplentes Laerte Bessa (PR-DF) e Wellington Roberto (PR-PB) passaram a ocupar as vagas de titulares. De licença maternidade, a deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), que era suplente, foi substituída pelo deputado João Carlos Bacelar (PR-BA). Bessa, Wellington e Bacelar são membros do conselho e integram a tropa de choque de Cunha. Nos últimos meses, o conselho passou por 16 mudanças, entre titulares e suplentes.

São eles que vão votar o parecer do deputado Arthur Lira (PP-AL) sobre a consulta de Maranhão, que só será lido na CCJ hoje. A proposta que pode alterar a votação do processo disciplinar enfrenta obstrução na comissão. O PSOL informou que fará um voto em separado.

As trocas causaram surpresa e revolta na CCJ. Substituído sem aviso prévio, Jorginho Mello disse que foi trocado possivelmente porque não votaria à favor do parecer de Lira. "Lamento isso. Eu quero comunicar aos senhores deputados que botem as barbas de molho. Essa substituição tem endereço certo."

Em solidariedade a Jorginho, o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) disse que "o Congresso brasileiro nunca esteve tão baixo." O petista Wadih Damous (RJ) chamou a mudança de "manobra espúria" e disse que, se o parlamento não tomar providências, o Supremo Tribunal Federal e o Ministério Público agirão. Até o deputado Paulo Maluf (PP-SP) reagiu às mudanças. "A maioria dessa Câmara não se dobra ao dinheiro, mas infelizmente alguns poucos se dobram ao trustes", afirmou.

A cúpula da CCJ disse que alterações no quadro são comuns e que é prerrogativa do líder partidário, que não precisa justificá-las. "Acho que é regimental, mas não é indicável neste momento", disse Osmar Serraglio (PMDB-PR), presidente da comissão. Em nota, o líder do PR, Aelton Freitas (MG), só justificou a mudança de Jorginho Mello. "Trata-se de prerrogativa do líder do partido, sempre adotada quando a maioria da bancada reitera insatisfação com a atuação de seu representante." 

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Para ajudar Cunha PR troca três da Comissão de Ética

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Quinta, 9/6/2016 7:49.

Prática comum nos últimos meses no Conselho de Ética, a troca de membros atingiu agora Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. De olho na consulta do presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), que pode alterar o rito de votação do processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o PR mudou seus representantes nesta quarta-feira, 8, no colegiado.

Os titulares Jorginho Mello (PR-SC) e Paulo Freire (PR-SP) deixaram as titularidades e foram para a suplência. Já os suplentes Laerte Bessa (PR-DF) e Wellington Roberto (PR-PB) passaram a ocupar as vagas de titulares. De licença maternidade, a deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), que era suplente, foi substituída pelo deputado João Carlos Bacelar (PR-BA). Bessa, Wellington e Bacelar são membros do conselho e integram a tropa de choque de Cunha. Nos últimos meses, o conselho passou por 16 mudanças, entre titulares e suplentes.

São eles que vão votar o parecer do deputado Arthur Lira (PP-AL) sobre a consulta de Maranhão, que só será lido na CCJ hoje. A proposta que pode alterar a votação do processo disciplinar enfrenta obstrução na comissão. O PSOL informou que fará um voto em separado.

As trocas causaram surpresa e revolta na CCJ. Substituído sem aviso prévio, Jorginho Mello disse que foi trocado possivelmente porque não votaria à favor do parecer de Lira. "Lamento isso. Eu quero comunicar aos senhores deputados que botem as barbas de molho. Essa substituição tem endereço certo."

Em solidariedade a Jorginho, o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) disse que "o Congresso brasileiro nunca esteve tão baixo." O petista Wadih Damous (RJ) chamou a mudança de "manobra espúria" e disse que, se o parlamento não tomar providências, o Supremo Tribunal Federal e o Ministério Público agirão. Até o deputado Paulo Maluf (PP-SP) reagiu às mudanças. "A maioria dessa Câmara não se dobra ao dinheiro, mas infelizmente alguns poucos se dobram ao trustes", afirmou.

A cúpula da CCJ disse que alterações no quadro são comuns e que é prerrogativa do líder partidário, que não precisa justificá-las. "Acho que é regimental, mas não é indicável neste momento", disse Osmar Serraglio (PMDB-PR), presidente da comissão. Em nota, o líder do PR, Aelton Freitas (MG), só justificou a mudança de Jorginho Mello. "Trata-se de prerrogativa do líder do partido, sempre adotada quando a maioria da bancada reitera insatisfação com a atuação de seu representante." 

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