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Marcos Valério promete citar 20 nomes em delação

Segunda, 20/6/2016 7:23.

Por Mateus Coutinho (AE)

Em mais uma tentativa de fechar acordo de delação premiada, o operador do mensalão Marcos Valério entregou na semana passada ao Ministério Público Estadual (MPE) de Minas uma proposta de colaboração para revelar novos detalhes sobre escândalos que envolvem PT e PSDB.

O advogado Jean Robert Kobayashi Júnior afirmou que seu cliente deve citar cerca de 20 nomes, entre eles os de parlamentares com foro privilegiado de diversos partidos e envolvidos em escândalos investigados na Operação Lava Jato - a defesa de Valério já encaminhou uma proposta de colaboração no ano passado

Há três anos preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Valério recebeu a maior pena entre os condenados no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), realizado em 2012, e cumpre 37 anos de prisão por corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A interlocutores, tem dito que "cansou de apanhar" e "agora vai começar a bater".

A expectativa de Valério era ir para o regime semiaberto em um ano e meio, mas ele ainda está prestes a ser julgado por envolvimento no mensalão mineiro, na Justiça estadual - seu interrogatório será no dia 1.º de julho -, e já foi alvo de uma denúncia na Lava Jato. Em caso de nova condenação, pode ficar impedido de deixar o fechado.

Valério promete contar detalhes sobre o esquema que financiou com recursos não declarados a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas, em 1998. O mensalão mineiro pode ainda ter envolvido mais políticos na década de 1990.

A lei que define as organizações criminosas (12.850/13) estabelece que a colaboração com a Justiça pode ser feita a qualquer momento e independe de uma condenação anterior, desde que dê resultados como a identificação de coautores e partícipes do crime, a revelação da estrutura hierárquica e da divisão de tarefas da organização, entre outros.

O advogado Marcelo Leonardo continua a defender Valério nas ações penais e informou que não vai comentar sobre as eventuais tratativas de delação de seu cliente. O MPE mineiro confirmou que recebeu proposta de colaboração e avalia se o operador do mensalão pode trazer fatos novos para as investigações. 

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Marcos Valério promete citar 20 nomes em delação

Por Mateus Coutinho (AE)

Em mais uma tentativa de fechar acordo de delação premiada, o operador do mensalão Marcos Valério entregou na semana passada ao Ministério Público Estadual (MPE) de Minas uma proposta de colaboração para revelar novos detalhes sobre escândalos que envolvem PT e PSDB.

O advogado Jean Robert Kobayashi Júnior afirmou que seu cliente deve citar cerca de 20 nomes, entre eles os de parlamentares com foro privilegiado de diversos partidos e envolvidos em escândalos investigados na Operação Lava Jato - a defesa de Valério já encaminhou uma proposta de colaboração no ano passado

Há três anos preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Valério recebeu a maior pena entre os condenados no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), realizado em 2012, e cumpre 37 anos de prisão por corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A interlocutores, tem dito que "cansou de apanhar" e "agora vai começar a bater".

A expectativa de Valério era ir para o regime semiaberto em um ano e meio, mas ele ainda está prestes a ser julgado por envolvimento no mensalão mineiro, na Justiça estadual - seu interrogatório será no dia 1.º de julho -, e já foi alvo de uma denúncia na Lava Jato. Em caso de nova condenação, pode ficar impedido de deixar o fechado.

Valério promete contar detalhes sobre o esquema que financiou com recursos não declarados a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas, em 1998. O mensalão mineiro pode ainda ter envolvido mais políticos na década de 1990.

A lei que define as organizações criminosas (12.850/13) estabelece que a colaboração com a Justiça pode ser feita a qualquer momento e independe de uma condenação anterior, desde que dê resultados como a identificação de coautores e partícipes do crime, a revelação da estrutura hierárquica e da divisão de tarefas da organização, entre outros.

O advogado Marcelo Leonardo continua a defender Valério nas ações penais e informou que não vai comentar sobre as eventuais tratativas de delação de seu cliente. O MPE mineiro confirmou que recebeu proposta de colaboração e avalia se o operador do mensalão pode trazer fatos novos para as investigações. 

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