Jornal Página 3

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Jovem afirma ter sido vítima de ataque homofóbico

Segunda, 18/1/2016 9:09.

Paulo Sauter, 22 anos, trabalha como padeiro em um supermercado de Balneário Camboriú, é homossexual e acredita que pela sua orientação sexual foi apedrejado na última quarta-feira (13), enquanto saía de um posto de combustível no Bairro Nova Esperança.

Paulo relatou ao Página 3 que foi ao posto para comprar cerveja, na madrugada. “Eu já estava voltando para casa e nesse caminho um rapaz me parou pedindo um cigarro. Eu lhe dei e antes de eu voltar a caminhar ele disse que estava indo para o mesmo caminho. Não dei muita atenção e voltei a caminhar. Eu estava chegando perto da esquina aonde eu tinha que entrar quando eu vi outro rapaz vindo na minha direção”, disse.

O jovem padeiro virou a esquina e se despediu do rapaz que tinha lhe pedido o cigarro, e que estava vindo logo atrás dele. “Eu dei mais uns passos e fui parar no chão. Eu tinha sido apedrejado na cabeça. Quando eu tentei me virar pra levantar vi os dois rapazes em cima de mim, me dando socos e chutes sem falarem nada, apenas me batendo”, relembrou. Paulo foi apedrejado e levou mais socos e pontapés, até que os dois agressores simplesmente se levantaram e foram embora normalmente.

Ele conseguiu se levantar e correr em direção de sua casa, para pedir socorro aos pais. “Meus pais me levaram para o pronto socorro e lá tinha uma viatura da Guarda Municipal. Eu entrei para ser atendido e eles foram fazer o Boletim de Ocorrência por mim. Eu tenho uma chamada do número 190 no meu celular, mas não lembro de ter ligado ou falado com alguém da polícia”, informou.

Paulo acredita que foi vítima de homofobia porque nunca havia visto ou tido contato com seus agressores antes. “Creio que seja homofobia porque minha carteira de motorista e o dinheiro da cerveja estavam guardados na minha cintura, porque eu não tinha bolsos, e meu celular estava na minha mão o tempo todo. Não sei se perdi minha CNH ou se eles levaram, mas foi a única coisa que eu notei falta. Se fosse assalto teriam levado tudo ou dado voz de assalto, já que estavam em dois, mas não, eles foram direto pra agressão”, explicou.

Depois do ocorrido, Paulo diz se sentir ainda mais forte. “Eu aprendi que não dá mais para sair de madrugada sozinho e nem para confiar nas pessoas. De agora em diante confiarei desconfiando. Me sinto mais forte, eu fui vítima e sobrevivi. Não vou mudar para agradar ninguém, continuarei sendo feliz como sempre fui. Aos homofóbicos peço respeito, não precisam querer ficar perto de pessoas como eu, mas que respeitem as nossas escolhas”, desabafou.

No dia da agressão, os bandidos estavam de shorts, camiseta e tênis. O rapaz que pediu o cigarro para Paulo usava uma blusa da cor vermelha e é magro. O outro é gordo. Os dois têm a pele morena clara e medem 1,70m.

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Jovem afirma ter sido vítima de ataque homofóbico

Segunda, 18/1/2016 9:09.

Paulo Sauter, 22 anos, trabalha como padeiro em um supermercado de Balneário Camboriú, é homossexual e acredita que pela sua orientação sexual foi apedrejado na última quarta-feira (13), enquanto saía de um posto de combustível no Bairro Nova Esperança.

Paulo relatou ao Página 3 que foi ao posto para comprar cerveja, na madrugada. “Eu já estava voltando para casa e nesse caminho um rapaz me parou pedindo um cigarro. Eu lhe dei e antes de eu voltar a caminhar ele disse que estava indo para o mesmo caminho. Não dei muita atenção e voltei a caminhar. Eu estava chegando perto da esquina aonde eu tinha que entrar quando eu vi outro rapaz vindo na minha direção”, disse.

O jovem padeiro virou a esquina e se despediu do rapaz que tinha lhe pedido o cigarro, e que estava vindo logo atrás dele. “Eu dei mais uns passos e fui parar no chão. Eu tinha sido apedrejado na cabeça. Quando eu tentei me virar pra levantar vi os dois rapazes em cima de mim, me dando socos e chutes sem falarem nada, apenas me batendo”, relembrou. Paulo foi apedrejado e levou mais socos e pontapés, até que os dois agressores simplesmente se levantaram e foram embora normalmente.

Ele conseguiu se levantar e correr em direção de sua casa, para pedir socorro aos pais. “Meus pais me levaram para o pronto socorro e lá tinha uma viatura da Guarda Municipal. Eu entrei para ser atendido e eles foram fazer o Boletim de Ocorrência por mim. Eu tenho uma chamada do número 190 no meu celular, mas não lembro de ter ligado ou falado com alguém da polícia”, informou.

Paulo acredita que foi vítima de homofobia porque nunca havia visto ou tido contato com seus agressores antes. “Creio que seja homofobia porque minha carteira de motorista e o dinheiro da cerveja estavam guardados na minha cintura, porque eu não tinha bolsos, e meu celular estava na minha mão o tempo todo. Não sei se perdi minha CNH ou se eles levaram, mas foi a única coisa que eu notei falta. Se fosse assalto teriam levado tudo ou dado voz de assalto, já que estavam em dois, mas não, eles foram direto pra agressão”, explicou.

Depois do ocorrido, Paulo diz se sentir ainda mais forte. “Eu aprendi que não dá mais para sair de madrugada sozinho e nem para confiar nas pessoas. De agora em diante confiarei desconfiando. Me sinto mais forte, eu fui vítima e sobrevivi. Não vou mudar para agradar ninguém, continuarei sendo feliz como sempre fui. Aos homofóbicos peço respeito, não precisam querer ficar perto de pessoas como eu, mas que respeitem as nossas escolhas”, desabafou.

No dia da agressão, os bandidos estavam de shorts, camiseta e tênis. O rapaz que pediu o cigarro para Paulo usava uma blusa da cor vermelha e é magro. O outro é gordo. Os dois têm a pele morena clara e medem 1,70m.

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