Jornal Página 3

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Dois anos atrás Página 3 denunciou desvios na prefeitura
Reprodução.
Capa do Página 3 em fevereiro de 2014: começava a cair a organização criminosa que assaltava a prefeitura

Quarta, 24/2/2016 8:48.

No dia 23 de fevereiro de 2014, o jornal Página 3 publicou reportagem mostrando que havia fortes indícios de desvios de materiais de pavimentação na prefeitura e apontou que se toda a pedra britada adquirida fosse realmente usada daria para cobrir metade das ruas da cidade com uma camada de 10 cm de altura.

A reportagem foi produto de extenso levantamento realizado pelo jornalista Waldemar Cezar Neto e o consultor Fernando Marchiori. Na época havia também indícios de fraudes com asfalto, o que seria confirmado depois quando o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) passou a monitorar diversos setores da prefeitura.

Após a Operação Trato Feito, os serviços de pavimentação foram praticamente suspensos na cidade, deixando para trás um rastro de descaso, buracos e remendos.

Veja o que o Página 3 publicou na época:

Na manchete

Entre os anos de 2009 e 2013, a prefeitura de Balneário Camboriú adquiriu pedra britada suficiente para cobrir quase a metade das ruas da cidade, com uma camada de 10 cm de espessura. Há fortes indícios de fraude, cujos envolvidos e amplitude, só poderão ser conhecidas em inquérito que o Ministério Público pretende instaurar. Existem irregularidades documentais também na aquisição de asfalto. A brita e o asfalto são fornecidos por uma mesma empresa. Ela faturou junto à prefeitura em quatro anos R$ 22 milhões.

Na matéria interna

Pode existir fraude na aquisição de brita pela prefeitura de Balneário Camboriú entre os anos de 2009 e 2013. A quantidade comprada pelo município possibilitaria colocar uma camada de 10 cm de altura, com oito metros de largura, em quase a metade das ruas da cidade.

Nas últimas semanas o Página 3 verificou todos os pagamentos da prefeitura envolvendo materiais de pavimentação. Os dados foram obtidos no Portal da Transparência do município. Nas compras de asfalto existem várias irregularidades, valores pagos sem comprovação documental, mas não é possível afirmar que existe fraude, sem uma auditoria mais detalhada.

Fortes indícios

Com a brita é diferente, a quantidade adquirida é tão escandalosa que basta o bom senso para constatar fortes indícios de fraude. O município usa brita, de diferentes graduações, quando uma rua não tem asfalto e será asfaltada. O material também é usado em outras circunstâncias, mas em menores quantidades

Números não fecham com a realidade

O sistema viário de Balneário Camboriú tem cerca de 300 Km, a maior parte asfaltada, portanto não teria como aplicar uma camada de 10 cm de brita em quase a metade dessas ruas e avenidas.

Do exame das informações surgiu um fato intrigante: o principal fornecedor de brita para o município é também o principal de asfalto e desde 2010 a empresa ganha quase todas as licitações promovidas pela prefeitura para esses materiais. Nos últimos quatro anos ela recebeu R$ 22 milhões do município.

Entre 2009 e 2013, o município pagou para diversas empresas, mais de R$ 32 milhões entre materiais e serviços de pavimentação.

Para 2014, cerca de R$ 10 milhões já estão empenhados. Durante a semana a reportagem apresentou essas informações ao Ministério Público que apurará os fatos.

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Dois anos atrás Página 3 denunciou desvios na prefeitura

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Capa do Página 3 em fevereiro de 2014: começava a cair a organização criminosa que assaltava a prefeitura
Capa do Página 3 em fevereiro de 2014: começava a cair a organização criminosa que assaltava a prefeitura
Quarta, 24/2/2016 8:48.

No dia 23 de fevereiro de 2014, o jornal Página 3 publicou reportagem mostrando que havia fortes indícios de desvios de materiais de pavimentação na prefeitura e apontou que se toda a pedra britada adquirida fosse realmente usada daria para cobrir metade das ruas da cidade com uma camada de 10 cm de altura.

A reportagem foi produto de extenso levantamento realizado pelo jornalista Waldemar Cezar Neto e o consultor Fernando Marchiori. Na época havia também indícios de fraudes com asfalto, o que seria confirmado depois quando o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) passou a monitorar diversos setores da prefeitura.

Após a Operação Trato Feito, os serviços de pavimentação foram praticamente suspensos na cidade, deixando para trás um rastro de descaso, buracos e remendos.

Veja o que o Página 3 publicou na época:

Na manchete

Entre os anos de 2009 e 2013, a prefeitura de Balneário Camboriú adquiriu pedra britada suficiente para cobrir quase a metade das ruas da cidade, com uma camada de 10 cm de espessura. Há fortes indícios de fraude, cujos envolvidos e amplitude, só poderão ser conhecidas em inquérito que o Ministério Público pretende instaurar. Existem irregularidades documentais também na aquisição de asfalto. A brita e o asfalto são fornecidos por uma mesma empresa. Ela faturou junto à prefeitura em quatro anos R$ 22 milhões.

Na matéria interna

Pode existir fraude na aquisição de brita pela prefeitura de Balneário Camboriú entre os anos de 2009 e 2013. A quantidade comprada pelo município possibilitaria colocar uma camada de 10 cm de altura, com oito metros de largura, em quase a metade das ruas da cidade.

Nas últimas semanas o Página 3 verificou todos os pagamentos da prefeitura envolvendo materiais de pavimentação. Os dados foram obtidos no Portal da Transparência do município. Nas compras de asfalto existem várias irregularidades, valores pagos sem comprovação documental, mas não é possível afirmar que existe fraude, sem uma auditoria mais detalhada.

Fortes indícios

Com a brita é diferente, a quantidade adquirida é tão escandalosa que basta o bom senso para constatar fortes indícios de fraude. O município usa brita, de diferentes graduações, quando uma rua não tem asfalto e será asfaltada. O material também é usado em outras circunstâncias, mas em menores quantidades

Números não fecham com a realidade

O sistema viário de Balneário Camboriú tem cerca de 300 Km, a maior parte asfaltada, portanto não teria como aplicar uma camada de 10 cm de brita em quase a metade dessas ruas e avenidas.

Do exame das informações surgiu um fato intrigante: o principal fornecedor de brita para o município é também o principal de asfalto e desde 2010 a empresa ganha quase todas as licitações promovidas pela prefeitura para esses materiais. Nos últimos quatro anos ela recebeu R$ 22 milhões do município.

Entre 2009 e 2013, o município pagou para diversas empresas, mais de R$ 32 milhões entre materiais e serviços de pavimentação.

Para 2014, cerca de R$ 10 milhões já estão empenhados. Durante a semana a reportagem apresentou essas informações ao Ministério Público que apurará os fatos.

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